domingo, 12 de outubro de 2014

Curta metragem

Uma curta metragem para um final de noite diferente (ia dizer "divertido", mas retrocedi perante a tragicomédia que se vive atualmente na Educação. Ah! E na Justiça! E também na Saúde! E também... E também... E também...)







Bom final de fim de semana!

sábado, 11 de outubro de 2014

Rain and tears

De facto hoje 

«O dia deu em chuvoso.
A manhã, contudo, esteve bastante azul.
O dia deu em chuvoso.
Desde manhã eu estava um pouco triste.

Antecipação! Tristeza? Coisa nenhuma?
Não sei: já ao acordar estava triste.

O dia deu em chuvoso.»

(Álvaro de Campos)

E aí veio-me à memória a canção Rain and Tears dos bons anos 60 da autoria da banda «Aphrodite's Child».

Lembram-se? Era assim:




Reconheceram o vocalista? 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Desta os homens vão gostar...

- Minha senhora, os seus pulmões, o seu coração e a sua pressão estão óptimos ! - diz o médico.

- Agora deixe-me ver essa coisinha que costuma meter as mulheres em grandes encrencas.

A mulher prontamente tira o vestido e quando começa a tirar as calcinhas é interrompida:


- Não... não! Não precisa tirar a roupa, minha senhora...  Só quero ver a língua !




quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Há dias assim...


“O que tenho é sobretudo cansaço, e aquele desassossego que é gémeo do cansaço quando este não tem outra razão de ser senão o estar sendo. Tenho um receio íntimo dos gestos a esboçar, uma timidez intelectual das palavras a dizer. Tudo me parece antecipadamente fruste.

O insuportável tédio de todas estas caras, alvares de inteligência ou de falta dela, grotescas até à náusea de felizes ou infelizes, horrorosas porque existem, maré separada de coisas vivas que me são alheias...”

[Livro do Desassossego, trecho 337 (ed. lit. R. Zenith, 2009)]


 (René Magritte)

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Revivescências de um dia

  1. Baptista-Bastos, o intrépido comentador da realidade do país às 4ªs feiras no DN, foi, ao fim de sete anos de belas e intensas crónicas semanais, mandado calar. «Fui posto fora» - escreveu ele hoje. «Mas não posso calar o que me parece um acto absurdo, somente justificado pelas ascensões de novos poderes. Porém, esses novos poderes são, eles próprios, transitórios pela natureza das suas mediocridades e pelo oportunismo das suas evidências.»
  2. Mas entretanto, os «juízes são os primeiros a ter aumentos no pós-troika» - porque será? Serão os trabalhadores (recuso-me a usar o neologismo laboral de “colaboradores”) mais mal pagos do país, ou haverá outra razão um pouco mais profunda?!
  3. A ministra-sinistra das Finanças e o super-competente  governador do Banco de Portugal (que hoje também reviu em baixa o crescimento da economia previsto pelo governo) depois de jurarem a pés juntos, desde Agosto, que os contribuintes não poriam um cêntimo do seu bolso no desastre do BES, vieram agora dizer que, se calhar, não poderá ser bem assim… Enganaram-se, pois então! Mas estes nem pedem desculpa.
  4. A ministra da Justiça, essa pediu desculpa, mas foi sempre dizendo que não houve caos nos tribunais. Hoje, em entrevista informal a alguns repórteres em que deu conta que os tribunais vão, aos poucos, recuperando a plataforma e tal, pediu-lhes, tão humilde (!!) «Não me façam mentir…»
  5. Quem não se enganou, nem mentiu, nem nada, foi o inefável ministro (C)rato que, na semana passada,  afirmou no Parlamento que «nenhum professor seria prejudicado» por causa do erro nas colocações, vem agora dar o dito por não dito, declarando que não prometeu aos professores a manutenção no lugar. Ele disse tão-somente «mantêm-se» e não «manter-se-ão»! «Todas as minhas afirmações na altura têm de ser lidas com atenção e interpretadas dentro do quadro legal. Os professores mantêm-se, disse. Mantêm-se até às novas listas de colocação corrigidas, que tacitamente revogam a anterior. É a lei», declarou. – o senhor ministro sabe gramática…
  6. A comissão de inquérito aprovou no Parlamento o encerramento do caso dos submarinos com os votos favoráveis da maioria PSD/CDS e com os votos contra de toda a oposição que apresentou uma declaração conjunta Relatório viciado, inquérito inacabado.” Nesse documento, PS, PCP e BE acusam o relatório de Mónica Ferro de “branqueamento”, “vontade de abafar o debate”, “selecção tendenciosa de depoimentos”, “tentativas de encobrimento” e “dúvidas graves”. Apesar de tudo isto, os senhores Durão Barroso e Paulo Portas podem continuar a dormir descansados...
  7. Frase do dia encontrada no facebook:
    «Este desgoverno é versado em cobardês, desavergonhês, e passa-culpês. Obviamente, prefiro o eduquês!!»
  8. Mais revivescências haveria a registar, mas fico-me por estas – que não são nada poucas, nem boas – não sem antes referir a última:
    Faz hoje quarenta anos que vim viver para Leiria.  E esta não comento...




terça-feira, 7 de outubro de 2014

Os caracóis do Reguengo

Há uma povoação muito bonita aqui no pequenino concelho da Batalha que tem uma tradição muito original que hoje me lembrei de trazer aqui: no início do mês de outubro realizam-se as festas de Nossa Senhora do Fetal durante as quais se organiza a procissão das velas que acompanha o andar da Senhora. 

A originalidade é que o percurso da procissão que se faz entre a capela e a Igreja é todo iluminado por lamparinas feitas de cascas de caracóis. É um espetáculo maravilhoso que atrai muita gente ao evento.

Vale a pena ver.


   


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

In despair


Exausta fujo às arenas do puro intolerável
os deuses da destruição sentaram-se ao meu lado
a cidade onde habito é rica de desastres
embora exista a praia lisa que sonhei.

(Sophia de Mello Breyner)


Assim me sinto hoje. 

A incompetência, as fraudes, as injustiças, a total ausência de defesa, a impunidade que grassa nos processos de contratação dos técnicos especializados pelas escolas deixa-me para lá de desesperada. 

E nada há que se possa fazer: a educação - o país! - está no mais puro caos!

(daqui)