Agora que os donos da Europa e do
FMI permitiram que a ministra Swap «se conseguisse livrar» da troika e obrigaram o “governo” à suja
«saída limpa», começam a despontar os primeiros sinais de alívio, os primeiros «sinais
de retoma».
O grande «grito do Ipiranga» foi
dado pelo “governo”: realizou uma reunião de conselho de ministros (acho que
até falaram em inglês…) em que aprovou um documento em inglês (“para inglês
ver, claro!) pirosamente chamado «The Road to Growth» para atrair investidores
para Portugal. E já vieram engalar em arco dizer que, para combater o emprego
jovem, a McDonald’s vai criar 600 novos empregos nos próximos três anos. Que
belos empregos! Duradores, muito bem pagos e com fortes perspectivas de futuro…
…
No dia seguinte ao do conselho de
ministros, o Eurostat veio com a notícia de que Portugal tem a sexta taxa de
emprego mais baixa da zona euro, afastando-se pelo quinto ano seguido do objectivo
europeu de 75% até 2020 e que a taxa de emprego entre os portugueses com idades
entre 20 e 64 anos caiu em 2013 pelo quinto ano consecutivo para os 65,6.
No mesmo dia, o INE publicou as
Contas Nacionais Trimestrais em que mostra que a retoma que o governo decretou
existir não passa de uma (recorrente) ficção: no primeiro trimestre de 2014,
quando comparado com o trimestre anterior, a economia caiu 0.7% em termos reais.
O PIB tem caído em cadeia (diz
que é por causa do encerramento de uma refinaria da Galp e da diminuição da
produção da AutoEuropa) e o investimento caiu mais de 30% desde o início do programa
de ajuda externa.
E hoje ficámos a saber que o
preço que pagamos pelo gás e pela electricidade é dos mais altos da EU.
São ou não são uns
extraordinários sinais de (re)toma? Robustos e fiáveis…
Uns bons tomas (sem «re») é o que
este “governo” precisa!!











