Não é difícil encontrarmos
notícias chocantes nos jornais da atualidade porque, de facto, vivemos num
mundo cão dominado pela violência e pela força do dinheiro.
Chocante a nível internacional é
o caso das raparigas nigerianas raptadas da escola por um bando de loucos
extremistas e fundamentalistas que se dizem islamitas. E a comunidade
internacional, o que faz? Manifestações com cartazes apelativos que, de alguma
forma, apenas ajudam a descansar as suas mentes solidárias. Sei que países
ditos civilizados enviaram equipas de peritos para tentarem encontrar as
infelizes jovens e também sei que Portugal não quis participar na pseudo-ajuda
ou tão pouco tomar partido para não suscetibilizar a Guiné Equatorial ou não
sei que outro país que, por dinheiro, queira integrar a CPLP…
Chocante, de facto, a vida de
miséria e opressão a que as mulheres islamitas são sujeitas! Chocante e
revoltante.
Mas choque e revolta foi que
senti quando, num dia destes li no jornal que, aqui neste nosso país à
beira-mar plantado, os suspeitos de violência doméstica podem agora pagar uma
multa e assim evitar ir a julgamento, mantendo o seu cadastro limpo. O que é
isto? Uma forma de encher os cofres do estado e de ajudar a desentupir os
tribunais?
Dá-se uma coça ou ameaça-se a
mulher de morte, paga-se a multa e pronto, fica tudo bem como se nada tivesse acontecido?
Ah! Mas o agressor não pode voltar a exercer violência, senão… Pois. E se da
segunda vez lhe der para matar a mulher? Dá-se-lhe uma segunda oportunidade e
paga mais uma multa? E se da violência doméstica se passar a funcionar assim com
a violência nas ruas, ou com os assaltos a casas, ou com outra qualquer forma
de agressão?
Poderão dizer-me: «ah, isso não
pode acontecer!» E eu digo: «não sei, não!»