quarta-feira, 14 de maio de 2014

Birds



É que ...

Que dias há que n’alma me tem posto
       um não sei quê, que nasce não sei onde,
      vem não sei como, e dói não sei porquê.


                                           (Luís de Camões)

terça-feira, 13 de maio de 2014

Paradoxo

Trago, desde garota, comigo na memória o meu encanto pelas músicas de tributo a Maria, a mãe de Deus. E, hoje, que se celebra o seu dia, quero deixar aqui essas músicas que sempre achei tão belas e que, de certo modo, deixaram uma marca de alguma religiosidade em mim.

Não sei qual delas conheci primeiro por isso vou deixá-las aqui sem qualquer ordem de preferência.

Vamos lá ver quais são as vossas preferências...











E... poderá alguém algo panteísta e amoral sentir-se de alguma forma atraído pelo culto mariano?


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Chocante!


Não é difícil encontrarmos notícias chocantes nos jornais da atualidade porque, de facto, vivemos num mundo cão dominado pela violência e pela força do dinheiro.

Chocante a nível internacional é o caso das raparigas nigerianas raptadas da escola por um bando de loucos extremistas e fundamentalistas que se dizem islamitas. E a comunidade internacional, o que faz? Manifestações com cartazes apelativos que, de alguma forma, apenas ajudam a descansar as suas mentes solidárias. Sei que países ditos civilizados enviaram equipas de peritos para tentarem encontrar as infelizes jovens e também sei que Portugal não quis participar na pseudo-ajuda ou tão pouco tomar partido para não suscetibilizar a Guiné Equatorial ou não sei que outro país que, por dinheiro, queira integrar a CPLP…

Chocante, de facto, a vida de miséria e opressão a que as mulheres islamitas são sujeitas! Chocante e revoltante.

Mas choque e revolta foi que senti quando, num dia destes li no jornal que, aqui neste nosso país à beira-mar plantado, os suspeitos de violência doméstica podem agora pagar uma multa e assim evitar ir a julgamento, mantendo o seu cadastro limpo. O que é isto? Uma forma de encher os cofres do estado e de ajudar a desentupir os tribunais?

Dá-se uma coça ou ameaça-se a mulher de morte, paga-se a multa e pronto, fica tudo bem como se nada tivesse acontecido? Ah! Mas o agressor não pode voltar a exercer violência, senão… Pois. E se da segunda vez lhe der para matar a mulher? Dá-se-lhe uma segunda oportunidade e paga mais uma multa? E se da violência doméstica se passar a funcionar assim com a violência nas ruas, ou com os assaltos a casas, ou com outra qualquer forma de agressão?

Poderão dizer-me: «ah, isso não pode acontecer!» E eu digo: «não sei, não!»


domingo, 11 de maio de 2014

Uma noite daquelas!

E quando aparecem daqueles jovenzinhos que, quando dizemos que gostamos de ouvir e dançar  música dos anos 60, pensam que nos estamos a referir a musiquinhas tipo baladas e «cançõezinhas para constituir família»? Fico possessa!

Ontem, no Centro Cultural Olga Cadaval (antigo cinema Carlos Manuel) houve música dos anos 60 (e não só) a sério e a valer no concerto dos 50 anos dos meus amigos Diamantes.

Houve Bee Gees.





Houve Shadows.






Houve Beatles, claro!







Otis Redding














E outros e outros, até terminarem com a loucura de Satisfaction! (até a  fotografia ficou tremida...)







Foi uma noite daquelas!

Parabéns, Diamantes!


sábado, 10 de maio de 2014

É hoje!

É hoje que os "meus" Diamantes vão voltar ao Centro Cultural Olga Cadaval em Sintra, desta vez para celebrarem os 50 anos de vida e de música.


Tiveram direito a outdoor no IC 19...




E até a Câmara Municipal lhes atribuiu a medalha de mérito que lhes vai ser entregue durante o espetáculo.

E, claro, eu vou lá estar...

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Cu-cu!!


Cu-cu!!

É só para dizer que hoje já faço sete anos!!

Elisa.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Coisas de Maio

O mês de Maio é belo de mais!!
















PRIMAVERA

É Primavera agora, meu Amor!
O campo despe a veste de estamenha;
Não há árvore nenhuma que não tenha
O coração aberto, todo em flor!

Ah! Deixa-te vogar, calmo, ao sabor
Da vida... não há bem que nos não venha
Dum mal que o nosso orgulho em vão desdenha!
Não há bem que não possa ser melhor!

Também despi meu triste burel pardo,
E agora cheiro a rosmaninho e a nardo
E ando agora tonta, à tua espera...

Pus rosas cor-de-rosa em meus cabelos...
Parecem um rosal! Vem desprendê-los!
Meu Amor, meu Amor, é Primavera!...


 (Florbela Espanca, 1934)