"Com licença, com licença/ Que a barca se fez ao mar/ Não há poder que me vença/ Mesmo morto hei-de passar!" (António Gedeão)
quinta-feira, 12 de julho de 2018
terça-feira, 10 de julho de 2018
Tudo está bem quando acaba bem...
Shakespeare é que sabia: all’s well that ends well… e,
de facto, …
Terminou hoje e em bem o drama
vivido por aqueles doze, ou melhor, treze rapazes (que o dito treinador pouco
mais velho é do que eles) que se viram encurralados numa gruta exígua e escura,
rodeados de água e quase sem hipótese de serem resgatados.
Sendo embora gente de uma cultura
muito diversa da nossa, com uma educação muito mais virada para o domínio da
mente e para o controlo das emoções tão exacerbadas por nós ocidentais, não dá sequer
para imaginar a inquietação daquelas famílias, nem a tensão que se terá vivido
dentro da gruta.
Não interessa agora esgrimir aqui
argumentos, nem dar opiniões, nas quais nós, portugueses, conseguimos ser tão
pródigos. (Espanto-me quase sempre com a
pobreza dos temas que são postos à discussão naqueles fóruns televisivos e
radiofónicos para avaliarmos da nossa (tacanha) propensão para o “achómetro”… Mas
a SIC propôs para o fórum de hoje que os espectadores se pronunciassem sobre o
que achavam sobre o caso…)
O que interessa mesmo – e isso fez o nosso dia – é que,
rapidamente o mundo se uniu para enviar todo o apoio possível e impossível,
recursos materiais e humanos, equipas médicas, equipas de mergulhadores
especializados, polícias e outros profissionais que acudiram de forma
completamente generosa para procederem ao salvamento daquele grupo de jovens.
Uma união, no mínimo, arrepiante!
Bem hajam por isso!
Desculpe-se-me a minha talvez
ingenuidade, mas só me pergunto por que razão este(s) movimento(s) cívico(s) e
humano(s) não funciona(m), de igual modo, no sentido de obviar tanto
sofrimento, tanta agonia que grupos de crianças (e não só) têm de enfrentar
quando fogem da violência e do horror da guerra ou da fome.
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sábado, 7 de julho de 2018
Almoço no Castelo
Subir ao Castelo é sempre cativante, especialmente quando o tempo está aprazível e luminoso.
Foi o caso. Fomos subindo devagar e, ao mesmo tempo, observando as flores e outras belezas.
Mas depois de muito (a custo...) subirmos...
... não! Não nos sentámos, nem nos deitámos... Mas tivemos um lauto almoço na nave principal...
... e até fomos saudados pela dama do castelo...
sexta-feira, 6 de julho de 2018
Dia de ir às livrarias
A ironizar quando ainda estava na escola, costumo dizer que a sexta-feira de manhã é a minha manhã livre...
É o dia de ir às compras, ao talho, à fruta, ao super, de ir ver as lojas ao shopping, de ir espreitar as livraras. Que são três! Tantas!
Há sempre um ou outro livro que teima em "agarrar-se-me" às mãos. E depois há tantos que eu gostaria de trazer mas que não posso! Pois quando os leria? (e como os pagaria?!...)
E aí lembrei-me deste textinho maravilhoso do ainda mais maravilhoso Almada...
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quarta-feira, 4 de julho de 2018
Telemóveis na escola?
Há dias foi transmitida a notícia
de que em França iam proibir os telemóveis nas escolas. Do jornal para onde
escrevo uns textos pediram-me, na qualidade de ex-professora e presidente de
escola, um comentário sobre o assunto para um fórum que publicam todas as
semanas.
O comentário que apresentei foi o
seguinte:
«Parece-me uma ótima medida.
Oxalá pudéssemos nós, no nosso país, aprender com esse bom exemplo. Durante as
aulas, o processo de aprendizagem necessita de atenção, concentração e sossego
para que se realize – talvez se poupasse muito dinheiro aos pais em explicações!
Por outro lado, os intervalos servem para gastar energias acumuladas, descansar
a mente e conversar de viva voz e não estar “enfronhado” nos aparelhos. Outra
vantagem será o “desligar” dos pais, tornando as crianças e os adolescentes
mais autónomos.»
Pois fiquem a saber, caros
amigos, que o meu foi o único texto favorável à medida francesa. Senti-me
autêntica «velha do Restelo»!
Os restantes participantes no
fórum eram o Professor Daniel Sampaio, dois professores da Escola Superior de Educação
e Ciências Sociais aqui de Leiria, um diretor de agrupamento de escolas e o
diretor de um centro de formação de professores. Todos liminarmente contra! com
exceção do diretor de agrupamento, que ainda falou em mudança de metodologias
na sala de aulas. Todos os restantes comentadores não são professores de
adolescentes há anos e estão a ano-luz da realidade das escolas e do ensino que,
de um modo geral, ainda se pratica nas salas de aulas.
Diz um: «Quando a escola
diaboliza uma tecnologia perde a oportunidade de educar para ela. Ao diabolizar
os telemóveis, perde também as múltiplas funcionalidades destes equipamentos para
potenciar a renovação dos contextos de aprendizagem.»
Outro acrescenta: «Há mais vantagem
no uso do telemóvel nas escolas do que na sua proibição para voltar ao uso do
dicionário de milhares de páginas e à pesquisa em atlas ou enciclopédias tantas
vezes desatualizadas.»
E ainda outro: «A proibição de
levar o smartphone para a escola é,
para mim, uma medida exagerada e que poderá revelar algum desconhecimento sobre
estas matérias.»
O Professor Daniel Sampaio, por
quem nutro a maior consideração, apresenta uma opinião um tanto naïf: «Não concordo porque o telemóvel
faz parte da vida dos adolescentes e também dos seus professores. (…) Quer em
família, quer na escola, é preciso criar regras de utilização, em que há
períodos em que é possível utilizar o telemóvel, nos outros períodos não é.»
Todos eles falaram do uso do smartphone em termos de ferramenta de
estudo e de pesquisa no âmbito da sala de aula, quando sabemos muito bem que a
grande maioria das aulas – com honrosas exceções, naturalmente! – continuam a
ser bastante expositivas, com base nos manuais adotados e pouco mais.
… … Mas como diziam os outros: don’t let me be misunderstood! * Nada tenho contrao uso das tecnologias! Eu
própria tenho um I Phone e um I Pad e gosto. Os meus netos também têm
os seus gadgets eue usam e gostam. Mas tudo tem o seu tempo e o seu espaço.
Se os miúdos os tiverem ali à mão na escola, garanto-vos que – a não ser nas
aulas de TIC ou nas bem programadas para o seu uso, que são poucas – eles não
os usam senão para irem ao facebook ou
ao Messenger, ou até com outras finalidades piores...
*
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segunda-feira, 2 de julho de 2018
Sejamos agradáveis
Sabe quem me conhece e quem já me
vai conhecendo por aqui que não sou frequentadora de missas. Não interessa
estar aqui e agora a esgrimir as razões que me levam a ter este comportamento.
Hoje, por força das circunstâncias,
assisti à missa de corpo presente de uma velha senhora professora do “liceu” de
Leiria que fazia o favor de ser minha amiga, figura grada da cidade e de quem,
também por força de não sei que circunstâncias, vou ser a seguidora na direção
de uma Academia Sénior.
A missa foi celebrada por um
padre franciscano, coadjuvado por um jovem frei, o que, já por si, a tornou
diferente das institucionais missas – entenda-se por isso o que se entender.
Mais dinâmica, mais natural, mais alegre (apesar da circunstância) mais
coloquial, enfim. (paradoxalmente, nem
queiram saber as saudades que eu tenho de uma missa em latim…)
Mas, no meio dos habituais
rituais das missas, das orações estereotipadas e do continuado senta-e-levanta a
que os frequentadores tão bem obedecem – e que eu ordeira e educadamente imito –
hoje gostei e aprendi mais uma lição: quando o celebrante disse que Deus gosta
que sejamos agradáveis para Ele e uns para os outros.
Tocou-me fundo esta ideia de que
devemos esforçar-nos por sermos agradáveis uns para os outros. A noção de
agradar aos outros entra bem na minha ideia dos grandes pilares da nossa dádiva,
da nossa abertura ao outro: a compaixão e a generosidade. Compaixão que não é
sinónimo de «pena»; generosidade que não é sinónimo de «ser bonzinho».
Sejamos, pois, agradáveis uns
para os outros – o que não é sinónimo de mostrar «boas maneiras».
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domingo, 1 de julho de 2018
O que faz uma noite mal dormida...
Apesar das caretas que o verão tem feito, as noites têm sido amenas e, se houver chuva, há abrigos por aí.
Por isso a gataria cá da casa, gosta de sair depois do jantar e é um castigo para os voltar a meter em casa. Brincam, correm uns atrás dos outros, sobem às árvores e afiam as unhas na casca e, quando as chamo, correm corredor fora e saltam o muro para o amplo terreno ao lado.
De manhã, quando lhes abro a porta do quintal, entram cheios de fome, miam desalmados, "tomam o pequeno almoço, e depois dá nisto...
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