Em inícios dos anos 60, o meu pai foi a Nova York - não sei bem porquê, mas foi; nunca parava quieto e foi o que fez de melhor porque partiu cedo, muito cedo.
Nessa altura eu era uma daquelas «teenagers inconsssientes», no meu 4º ou 5º ano do liceu, já encantada com a língua inglesa (de que era feita a música dos Beatles e do Elvis e do Cliff e do Little Richard e do Paul Anka e sei lá de quem mais) e meu pai - que me trazia sempre de onde ia os singles mais atuais - dessa vez trouxe-me um pesa-papéis em forma de poliedro com inscrições de frases populares. Em inglês, claro!
Foi daquelas lembranças de que nunca me separei (até porque ele viria a morrer pouco tempo depois).
Hoje lembrei-me (sabe-se lá por que motivo...) de o trazer aqui por causa de um dos ditos lá inscritos que diz assim:
Never hit a man when he is down he may get up
que o mesmo é dizer: Nunca batas num homem que esteja em baixo; ele pode levantar-se.
| (Para de falar enquanto eu estou a interromper) |
Entretanto aqui ficam outros ditos que possam achar divertidos e... certeiros.
| Silêncio! O génio está a trabalhar Se és tão esperto porque é que não és rico? Há uma coisa que o dinheiro não pode comprar - a pobreza |
| (Não sejas escravo do ordenado; arranja um emprego para a tua mulher) |
| (Para matar o tempo tenta trabalhar para a morte dele) |
| Eu gosto da minha profissão: odeio é o trabalho! Trabalho: o flagelo da classe bebedora. PEMSA!! |



