Por proposta da Comissão Europeia
aceite pelo Parlamento Europeu, o ano de 2018 foi declarado Ano Europeu do
Património Cultural. O AEPC 2018 «é enquadrado pelos grandes objetivos da
promoção da diversidade cultural, do diálogo intercultural e da coesão social,
visando chamar a atenção para o papel do património no desenvolvimento social e
económico e nas relações externas da União Europeia.»
Ao abrir oficialmente este Ano
Europeu, o comissário europeu para a Educação e Cultura que «não estamos apenas a falar de literatura,
arte, objetos, mas também de competências aprendidas, de histórias contadas, de
alimentos que consumimos e de filmes que vemos.»
A propósito, o Professor
Guilherme de Oliveira Martins, Coordenador Nacional do AEPC 2018, escreveu que
«precisamos de preservar e apreciar o
nosso património, como realidade dinâmica, para as gerações futuras.
Compreender o passado, cultivá-lo, permite-nos preparar o futuro.» (…) «Procuramos,
assim, sensibilizar a sociedade e os cidadãos para a importância social e
económica da cultura - com o objetivo de atingir um público tão vasto quanto
possível, não numa lógica de espetáculo ou de superficialidade, mas ligando a
aprendizagem da História e o rigor no uso e na defesa das línguas, articulando
educação e ciência, numa perspetiva humanista, aberta e exigente.» (…) «O
conceito moderno de património cultural, definido na Convenção de Faro do
Conselho da Europa de 2005, valoriza a memória e considera-a fator de
cidadania, de dignidade e de democracia - eis o que está em causa.»
A RTP2 – “culta e adulta” como eles gostam de dizer – apresentou ontem, integrada no jornal das nove, uma longa reportagem
ligada ao património com centro na belíssima Torre dos Clérigos, passando à
respetiva Igreja e à Casa da Irmandade e falando largamente do seu arquiteto,
Nicolau Nasoni (1691-1773), um toscano fixado em Portugal, no Porto mais
propriamente, onde casou e realizou vários trabalhos de arquitetura e de
pintura, acabando por ser sepultado na cripta da Igreja dos Clérigos.
Sobre este artista italiano chamado
para proceder a melhoramentos na Sé do Porto, escreveu o Cabido da Sé o
seguinte:
«Para se fazerem logo com perfeição e acerto todas as obras, e se
evitar o perigo de se desmancharem e fazerem 2ª vez por falta de preverem os
erros, vieram não só de Lisboa, mas de outros reynos, arquitectos e mestres
peritos nas artes a que erão respectivas as obras. Veyo Niculau Nazoni
arquitecto, e pintor florentino exercitado em Roma, donde foi chamado a Malta
para pintar o pallacio do Grão M(estre)…» (in Wikipedia)
(Deixo aqui algumas fotografias retirada da Wikipedia que ilustram um pouco o excelente património mostrado no programa que refiro acima.)
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| (Conjunto dos Clérigos) |
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| (Interior da Igreja) |
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| (Capela-Mor) |
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| (Retábulo de Nº Sº da Assunção) |
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| (Urna do Santíssimo Sacramento) |
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| (Órgão da Igreja) |
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| (Cadeiral da Igreja) |
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| (Edifício da Irmandade, grande mesa de reunião dos mesários) |
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| (Vista do Porto da Torre dos Clérigos) |