sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Maria de Lurdes Rodrigues eleita reitora do ISCTE

Foi com grande surpresa e muita satisfação que li a notícia de que «A ex-ministra da Educação do primeiro governo de José Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues, ganhou a corrida às eleições para a reitoria do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, apurou o Negócios junto de fonte oficial. É a primeira vez que uma mulher comanda os destinos deste instituto de ensino superior.

As eleições para o mandato 2018-2022 decorreram esta sexta-feira, no ISCTE, e contaram com mais três candidatos. Maria de Lurdes Rodrigues venceu com uma larga maioria com 22 votos, seguida de Nuno Guimarães, atual vice-reitor, com 10, Gustavo Cardoso com um e Cláudio Startec com zero votos. O Colégio Eleitoral é constituído por 33 elementos.» Será a primeira mulher a dirigir aquela instituição de ensino superior.

Que dirão agora os muitos “meus colegas” que sempre a detestaram e destrataram porque o seu ministério achava – e bem – que os professores, como os restantes funcionários públicos, deveriam ser sujeitos a uma avaliação que fosse para além do ignóbil «relatório» em que cada um escrevia que era muito bom e que fazia tudo muito bem, sem que houvesse qualquer tipo de contraditório? E olhem que eu li dezenas e dezenas deles. Depois de os ler, tinha de reunir um pequeno “colégio" de outros professores que assinavam e pronto. Estava a avaliação feita.

Que dirão agora os milhares de “colegas meus” que se insurgiram em manifestações manietadas pelo senhor Mário Fenprof conseguindo o seu afastamento do ministério?
Que dirão agora aqueles que, impantes de uma raivosa vingançazinha pessoal, vieram há pouco mostrar nas redes sociais uma qualquer publicação em que noticiavam que a Professora não tivera avaliação positiva no ISCTE por não ter apresentado artigos científicos suficientes?

Que dirão os juízes do tribunal que a condenou a três anos e seis meses de prisão com pena suspensa por ter contratado, enquanto ministra da Educação, o “amigo” João Pedroso, por ajuste direto, para exercer tarefas de consultoria jurídica, mediante o pagamento de 220 mil euros (sem IVA)?

E que dirá agora o senhor Mário Fenprof que, ao longo dos anos, tanto a desdoirou para depois andar a fazer vénias ao ministro (C)rato?




quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Mundo é Comédia

Lendo por aí, encontrei este belo soneto de D. Francisco Manuel de Melo, século XVII, que, parece-me, em nada está desatualizado.

Que dizem?


Dez figas para vós, pois com furtado
Consular nome vos chamais Prudência,
Se fazendo co’o Mundo conferência,
Discursais, revolveis, e eis tudo errado!

Quem vos vir, Apetite, disfarçado,
Digno vos julgará de reverência;
E a vós, Ódio, por homem de consciência,
Vendo-vos tão sesudo e tão pesado.

Dois a dois, três a três e quatro a quatro,
Entram, de flamas tácitas ardendo,
Astutos Paladiões (1) em simples Tróias.

Quem enganas, ó Mundo, em teu teatro?
A mi não, pelo menos, que estou vendo
Dentro do vestuário estas tramoias.

(1) Heróis valentes

(D. Francisco Manuel de Melo (1608 – 1666)
“Obras Métricas”)



quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Para combater o frio...

Nada de camadas de roupa! Nada de cobertores, mantas ou edredons! Nada de lareiras ou salamandras!

Faça como este elegante rapaz dos seventies e vai ver que fica logo a transpirar...

Quem não se lembra de Grease ou de Saturday's Night Fever? 

Vamos rever e... apanhar a onda disco...



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Brrr... que frio!

Não sei porquê, mas a minha avó espanhola, acerca do frio do mês de Fevereiro, dizia sempre: «Fevereiro, fêveras de cão...»


Mas eu deixo aqui um gato...





domingo, 4 de fevereiro de 2018

Tivesse eu...





"Tivesse eu os tecidos bordados dos céus,
lavrados com o ouro e a prata da luz,
os tecidos azuis e turvos e de breu
da noite e da luz e da meia luz,
estenderia esses tecidos a teus pés.
Mas eu, que sou pobre, apenas tenho sonhos,
são os meus sonhos que estendi a teus pés,
sê suave ao pisar pois são os meus sonhos que pisas."


W. B. Yeats
(poeta irlandês, 1865 - 1939, Nobel da Literatura em 1923)



sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

A Língua Portuguesa é muito traiçoeira!

Porque rir é preciso, aqui deixo um fado corrido para vos divertir um pouco e para atestar como a Língua Portuguesa é mesmo traiçoeira... (já lá dizia o Herman José...)




Bom fim de semana!


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

A importância de um sorriso

Hoje, numa outra ida ao hospital, pedimos uma informação a duas senhoras auxiliares – na faixa dos cinquenta e muitos anos – que encontrámos num corredor por onde andávamos perdidos.

Logo as senhoras nos deram a informação necessária com toda a simpatia. Aliás, como todo o pessoal com que nos temos cruzado ao longo deste quase mês e meio, desde as auxiliares aos médicos chefes de serviço, desde os enfermeiros aos voluntários, todos de uma amabilidade e de uma simpatia extremas. Verdadeiros profissionais.

Bom, mas voltando ao episódio de hoje: depois de nos indicarem o caminho certo, uma das senhoras dirigiu-se-me: «Doutora?» E eu, admiradíssima, lá pensei: «certamente mãe de um antigo aluno…» Mas retruquei: «De onde me conhece?» E a senhora, com um ar de quase deslumbramento, disse: «Fui sua aluna…» («Há quantos anos, meus Deus…» - pensei) Mas disse espantada: «E ainda se lembra de mim?!» E aí a senhora derreteu-me por completo quando afirmou: «Não me lembrava, mas quando vi o seu sorriso, lembrei-me logo…»

Depois estivemos a falar um pouco. A senhora foi minha aluna nos anos 70, no início da minha carreira aqui em Leiria, ainda no “ciclo velho” e ainda se lembrava do meu sorriso…


Acho que ganhei o dia…


"O Ciclo Velho"