Foi com grande surpresa e muita
satisfação que li a notícia de que «A ex-ministra da Educação do primeiro
governo de José Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues, ganhou a corrida às
eleições para a reitoria do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, apurou o
Negócios junto de fonte oficial. É a primeira vez que uma mulher comanda os
destinos deste instituto de ensino superior.
As eleições para o mandato
2018-2022 decorreram esta sexta-feira, no ISCTE, e contaram com mais três
candidatos. Maria de Lurdes Rodrigues venceu com uma larga maioria com 22
votos, seguida de Nuno Guimarães, atual vice-reitor, com 10, Gustavo Cardoso
com um e Cláudio Startec com zero votos. O Colégio Eleitoral é constituído por
33 elementos.» Será a primeira mulher a dirigir aquela instituição de ensino
superior.
Que dirão agora os muitos “meus
colegas” que sempre a detestaram e destrataram porque o seu ministério achava –
e bem – que os professores, como os restantes funcionários públicos, deveriam
ser sujeitos a uma avaliação que fosse para além do ignóbil «relatório» em que
cada um escrevia que era muito bom e que fazia tudo muito bem, sem que houvesse
qualquer tipo de contraditório? E olhem que eu li dezenas e dezenas deles. Depois
de os ler, tinha de reunir um pequeno “colégio" de outros professores que
assinavam e pronto. Estava a avaliação feita.
Que dirão agora os milhares de “colegas
meus” que se insurgiram em manifestações manietadas pelo senhor Mário Fenprof conseguindo o seu afastamento do ministério?
Que dirão agora aqueles que,
impantes de uma raivosa vingançazinha pessoal, vieram há pouco mostrar nas
redes sociais uma qualquer publicação em que noticiavam que a Professora não
tivera avaliação positiva no ISCTE por não ter apresentado artigos científicos
suficientes?
Que dirão os juízes do tribunal
que a condenou a três anos e seis meses de prisão com pena suspensa por ter
contratado, enquanto ministra da Educação, o “amigo” João Pedroso, por ajuste
direto, para exercer tarefas de consultoria jurídica, mediante o pagamento de
220 mil euros (sem IVA)?
E que dirá agora o senhor Mário
Fenprof que, ao longo dos anos, tanto a desdoirou para depois andar a fazer vénias
ao ministro (C)rato?





