segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Parabéns, Elvis!

Mais um ano que passa sobre o nascimento de Elvis Presley e mais uma vez - como de costume neste espaço - aqui fica a lembrança daquele que revolucionou a música rock e a prestação dos seus cantores em palco. Mais uma vez aqui fica a lembrança de uma das vozes mais bonitas (e dos homens mais bonitos) da música norte americana. 


Este era o "meu Elvis".




Mas esta era, sem dúvida, a minha canção do Elvis! A mais bela. A mais romântica. A mais bem interpretada. A que mais me dizia...




Faria hoje 83 anos.

Partiu há quase 41 anos


domingo, 7 de janeiro de 2018

Quem se lembra da «Poupée de cire»?

Ganhou o festival da canção da Eurovisão no ano de 1965 com a canção «Poupée de cire, poupée de son». France Gal, uma jovem menina de 18 anos à época.

Morreu hoje, vítima de cancro. Vamos recordá-la?




sábado, 6 de janeiro de 2018

Vamos cantar as Janeiras!


As Janeiras são cantadas
Do Natal até aos Reis:
Olhai lá por vossas casas
Se há coisas que vós nos deis.

Janeira pedimos
Saco trazemos;
Dêem-no-la cá
Que nós nos iremos.

Saco trazemos,
Saco levamos;
Venham-no-la dar,
Que nós já nos vamos.

Nós vimos de lá de baixo,
Da terra dos bons pastores;
Vimos pedir a Janeira
A casa destes senhores.


Não somos reis nem rainhas
E vimos dos olivais;
Vimos dar as Boas Festas
Como demos a outros mais.

Levante-se daí, senhora
Do seu tão rico banquinho;
Venha-nos dar a Janeira
Em louvor do Deus Menino.

Vinde-nos dar a Janeira,
Se no-la houverem de dar;
Nós somos de muito longe,
Não podemos cá voltar.

(in “Cantares de Todo o Ano”)


quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

A Guida Maria

Fiz a minha 4ª classe num Externato privado na Parede – de que já não me lembro o nome – no ano letivo de 1957/58. A minha mãe dava lá aulas aos alunos da 2ª classe, turma onde tinha uma aluna que se chamava Guida Maria. Muito bonita, muito vivaça, muito alegre e divertida, com um olho azul muito expressivo, mas nem por isso muito boa aluna porque faltava muito às aulas para ir aos ensaios e para decorar os papeis das peças em que representava. Teria os seus sete/oito anos.




O colégio era frequentado por meninos e meninas “de família” por isso a Diretora, a Srª D. Maria Alice, minha professora, tinha certos cuidados na organização do colégio, nos serviços que prestava e nos eventos que realizava.

Lembro, com especial ternura, a festa de final de ano em que se representou uma peça de teatro muito completa e muito abrangente. O enredo era muito simples: uma avó fazia 82 anos e lamentava-se, sozinha, em palco, porque nenhum dos seus netos a visitava nesse dia. Depois, aos poucos, eles iam aparecendo e cada um trazia consigo um grupo que dançava ou cantava para a avó. As danças, os cantares e os poemas declamados cobriam quase todas as províncias de Portugal. Lembro-me que se dançaram o vira do Minho e da Nazaré, o corridinho do Algarve, o bailinho da Madeira e até o fandango sapateado do Ribatejo (que foi ensaiado pelo motorista do colégio que era ribatejano). Também houve bailado clássico e belas canções pelo coral.

Eu fui escolhida para representar a avó, de cabelo empoado e longo vestido e xaile negros e a minha primeira fala, ao abrir do pano, era: «82 anos… Como o tempo passa!» Depois, lá me lamentava por estar sozinha e ninguém se lembrar de mim naquele dia e aí aparecia a pequena Guida Maria, minha neta. Então desenrolava-se a peça, sendo nós duas as “responsáveis” pela chegada dos restantes netos com os seus grupos de animação da festa da avó.

Os nossos “ensaiadores” foram, nada mais, nada menos do que o ator Luís Cerqueira, pai da Guida Maria, e um cunhado daquele, tio da Guida, o Senhor Vaquinhas que era encenador.



A peça foi representada no antigo Casino do Estoril.



No final da representação, o pai e o tio da Guida Maria pediram à minha mãe que me deixasse seguir a carreira do teatro que eles me encaminhariam.

A minha mãe não deixou. (A sua grande aspiração era que a filha tirasse um curso superior e “fosse alguém”… )

Fui acompanhando à distância e a espaços a carreira da minha famosa colega até que ontem fui tristemente surpreendida pela notícia da sua morte.

Lamento que tenha partido com tanto ainda para dar.




terça-feira, 2 de janeiro de 2018

O imundo mundo

Como não podia passar o mundo a piaçaba 
                                                         a mulher atirou-se
ao soalho à pia da loiça
                                a tudo o que lavável pudesse ser
Lavou esfregou tornou a esfregar
                                              Sentiu-se Deus perante o caos              
E só quando a luz se fez por todo o lado
                                                        pia de alumínio
loiça de inox batentes das portas a reluzir
                                                           chão mesas cadeiras
móveis encerados
                        ela se deixou cair no soalho exausta
O Criador
                 por ciúmes talvez
                                         zangou-se:
                                                         um trovão um relâmpago
e depois uma valente chuvada
                                           como quem bate roupa numa pedra
Então ela disse à chuva: Dá-lhe com força! Que as mãos
nunca te doam! Dá uma sova de água ao nosso mundo imundo!

(Teresa Rita Lopes)





segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Dia de ouvir Mozart

Viena não dispensa ouvir Mozart no início do ano. Nós que não estamos em Viena, vamos iniciar o ano divertindo-nos com o MozART Group que é uma pequena maravilha.




Votos de Bom Ano 2018 para todos!