sábado, 8 de julho de 2017

Mais uma bela canção de amor

Esta foi uma das primeiras canções de amor da minha vida de jovem adolescente. Dos longínquos, mas ternos anos 50. Daquelas que nunca mais esqueci.

Lembram-se?



sexta-feira, 7 de julho de 2017

Uma rapariga muito volátil...

(Imagem do filme "Ligações Perigosas")


A menina tinha sido educada nos preceitos da Santa Madre Igreja.

Vemo-la, adolescente quase adulta, no confessionário dizendo ao senhor padre:

- Ai, padre, perdão! Sou tão volátil, tão volátil, mas tão volátil!

O padre, confuso, sem perceber o que ela queria dizer, pergunta-lhe:

- Minha filha, volátil como? Explique-me.

E aí a menina confessou que tinha um namorado, mas que era tão volátil, tão volátil, que assim que via outro rapaz bonito e bem apresentado, não resistia a beijá-lo a abraçá-lo e assim… mas gostava muito do namorado.

- Minha filha – diz o padre – não és “volátil”, tu queres dizer que és “volúvel”…

- É isso, padre! Sou muito volúvel, mas prometo que não vai voltar a acontecer!

O pior é que, na semana seguinte, lá se apresentou a moça no confessionário dizendo que era muito “volátil” e que tinha voltado a pecar com mais dois ou três rapazes lindos que tinha conhecido.

O padre de novo a recriminou, não sem antes repetir que não era “volátil”, mas “volúvel”.

- Sim, padre. Volúvel! Muito volúvel!!

Passados uns dias, quando a jovem apareceu perante o padre, antes que ela abrisse a boca, o padre falou exaltado:

- Não me diga que voltou a acontecer!

- Padre, perdão! Foi agora mesmo à entrada da igreja: vi um rapaz lindo e não resisti! Tive de o beijar! Eu já lhe tinha dito que sou muito volátil! Muito volátil...

E o padre, esquecendo-se por momentos dos seus hábitos e da sua função, quase gritou:

- Não é volátil, não! É muito put@! Muito put@! 


quinta-feira, 6 de julho de 2017

O que é preciso é desacreditar a escola

De vez em quando, especialmente em tempo de pré-férias, quando os reatores das notícias começam e entrar em ritmo lento, os nossos “jornaleiros” lá puxam de novo pelo demagógico e enganoso título “as escolas estão a passar alunos com quatro e cinco negativas”.

Aconteceu esta semana outra vez. Não venho aqui defender nenhuma teoria da conspiração, mas parece que, de há uns tempos para cá, os nossos serviços de notícias e de comentários têm funcionado como uma verdadeira oposição às forças governamentais. Veja-se o triste aproveitamento que foi e continua a ser feito acerca dos trágicos acontecimentos de há duas semanas no pinhal interior aqui do distrito e com o inexplicável assalto ao paiol de Tancos com os respetivos ataques aos elementos do governo, bem como as notícias inventadas de suicídios, aviões despenhados e desaparecidos, manifestações fantasma e assim.

Ora para continuar a desacreditar o governo e a pedir a demissão rápida e pura e dura de ministros, nada melhor do que incendiar a opinião pública sobre um tema por de mais sensível a toda a população e que é a escola. Ou melhor, a “bandalheira” que vai nas escolas!

Desacreditar a escola (pública) é o melhor que podem dar a estes “noticiadores” incendiários. Por isso, vai de desenterrar a velha, velhíssima questão das escolas que “passam alunos com quatro e cinco negativas” para deixar no ar a ideia que isso foi mais uma “orientação” que as escolas receberam do ministério da Educação.

Desculpem-me, mas “vou aos arames” com estas patranhas. Mais ainda se se trata da escola.

Esta questão é tão antiga quanto a publicação do modelo de avaliação dos alunos do ensino básico prescrito pelo ministério do ilustradíssimo Ministro da Educação Roberto Carneiro em 1992. Essa legislação inovadora à época remetia para um profundo conhecimento da realidade de cada aluno por parte dos seus professores e dizia claramente: «A decisão da retenção tem sempre carácter excepcional, depois de se ter esgotado o recurso a apoios e complementos educativos, devendo, portanto, revestir-se de especial cuidado para garantir a sua necessidade, utilidade e justiça

Repare-se nos conceitos que norteavam a retenção de um aluno: o seu caráter excecional e apenas quando se registasse a sua necessidade, utilidade e justiça.

Por essa época, numa das diversas vezes em que fui presidente dos conselhos diretivo e pedagógico, dei passagem a alunos (poucos, diga-se) de 6º e 9º anos que tinham já um grande número de retenções e idade de entrada no mercado de trabalho, garantindo-lhes assim o diploma que lhes permitia irem trabalhar e até tirarem a carta de condução. É que, de facto, não havia necessidade de os reter, nem era útil nem justo para eles nem para a escola retê-los.

Qual não foi o meu espanto, quando recebi um telefonema da minha colega (e amiga) presidente da escola secundária nossa vizinha, a perguntar-me, muito escandalizada, se eu tinha autorizado a passagem desses alunos para o 10º ano. «Não – disse-lhe eu – Apenas lhes dei o diploma da escolaridade básica.» E ela: «Ah, mas eles estão a matricular-se aqui na secundária!» - esperneava ela. «Vocês têm de aplicar o vosso modelo, nós aplicámos o nosso.» - disse-lhe eu. Duvido que ela tenha entendido.


Só que os objetivos do ensino secundário – nesse tempo – eram muito diferentes dos objetivos do ensino básico. Atualmente, com o alargamento da escolaridade obrigatória para o 12º ano (quer se concorde ou não com esse alargamento – e eu não concordo) os objetivos do secundário já não são assim tão diferentes dos do ensino básico como eram nos idos de 90…




quarta-feira, 5 de julho de 2017

O fogo de um verão

A boca,
onde o fogo
de um verão
muito antigo
cintila.
O que pode uma boca
esperar
senão outra boca?


Eugénio de Andrade


terça-feira, 4 de julho de 2017

Morte à morte!




Volveram, no passado dia um, 150 anos sobre a assinatura da Carta de Lei que aboliu a pena da morte em Portugal. Foi no dia 1 de Julho de 1867.

Estava-se no reinado do ilustrado rei D. Luís, segundo filho da Rainha Educadora, a Senhora Dona Maria II e de Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, o rei artista.

Portugal foi dos primeiros países do mundo a abolir a pena de morte, o que fez com que tenha sido muito felicitado por muitos governantes e, em especial, pelo escritor Victor Hugo que enviou uma carta ao parlamento português em que diz:

«(…)Felicito o vosso parlamento, os vossos pensadores, os vossos escriptores e os vossos philosophos! Felicito a vossa nação. Portugal dá o exemplo á Europa. Disfructae de antemão essa immensa gloria. A Europa imitará Portugal. Morte á morte! Guerra á guerra! Ódio ao ódio! Viva a vida! A liberdade é uma cidade immensa, da qual todos somos cidadãos. Aperto-vos a mão como a meu compatriota na humanidade. (…) Victor Hugo.»

Que orgulho! Ainda hoje pode e deve ser para todos nós um motivo de orgulho este passo dado, ainda em meados do século XIX, por um país tão pequeno, pobre e periférico em direção à cidadania universal e nos princípios da liberdade e da justeza. De facto, a última condenação à morte em Lisboa deu-se em 1842 e ocorreu, dizem, «sob o manto de uma enorme comoção social.» Dizem ainda que «a pena de morte estava já banida nas consciências.

Que temos uma alma (nacional) grande, íntegra e abrangente não é novidade para ninguém.

Que somos bons de mais com as palavras no que às leis avançadas concerne também parece não haver dúvidas.

Então como explicar que sejamos tão displicentes, tão relaxados, tão negligentes, relapsos, tortuosos e até, e especialmente, parciais e facciosos na aplicação das mesmas?!


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Vai um bolero?

Hoje fica aqui uma das minhas canções de outrora: um daqueles boleros cubanos dos anos 40/50, muito belos, muito sensuais e requebrados...

Claro que a versão Nat King Cole vai ser a preferida, mas, mesmo assim, deixo-vos uma versão mais antiga, mais genuína. 

Espero que gostem.










domingo, 2 de julho de 2017

Hoje houve bailado

A fechar o 35º Festival de Música de Leiria que, ano após anos, é promovido e levado a cabo pelo Orfeão de Leiria, Conservatória de Artes, tivemos o extraordinário espetáculo EspalhaFactos da Companhia Nacional de Bailado, que também está a comemorar o seu 40º aniversário de existência.

Só posso dizer que foi S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L!!

Apresentaram quatro peças de cada uma das quais vou deixar uma imagem. E depois deixo-vos o link de apresentação para quem quiser saber mais sobre o espetáculo.

Mas… se puderem e tiverem hipótese, não deixem de ir ver ao vivo. É esfuziante!



Treze Gestos de um Corpo






Herman Schmerman Dueto






Será que é uma Estrela? (sobre três lindíssimas composições de Jobim, Chico Buarque e Vinicius)





Minus 16 (uma maravilha de mímica, movimento, leveza e alegre plasticidade)