quarta-feira, 17 de maio de 2017

Compras em Macau




Um casal está de férias em Macau . Passeando pela zona do mercado, a ver as coisas que por lá se vendem, passam por uma pequena loja de calçado, mais propriamente de sandálias, e ouvem uma voz lá de dentro num linguajar meio por meio, a dizer: 

 - Vocês, estlangeilos! Entlem, entlem na minha humilde loja!  
  
O casal entra na loja e o chinês diz-lhes: 

- Tenho aqui umas sandálias especiais que penso que estalão intelessados.   Elas fazem ficale selvagem no sexo que nem um glande camelo do deselto,  quem as calçal   ficalá  maluco. 

A esposa mostra-se curiosa e interessada. O marido não se interessa nada por elas, mas por descargo de consciência pergunta ao homem:   

- Como é que estas sandálias nos tornam muito mais ativos sexualmente?    

O Chinês explica:    

- É só explimentale...    

O marido depois de discutir um pouco com a mulher, cede e displicentemente  experimenta-as. Calça as sandálias e imediatamente ganha um olhar selvagem, algo que a mulher não via há muitos anos. Era o poder sexual cru e nu! Num piscar de olhos, o marido corre para o Chinês, atira-o para cima da mesa rasga-lhe as calças e... o Chinês começa a berrar:   

- Calçou ao contlálio!!! ... Calçou ao contlálio!! ! .... Calçou ao  contlááááááliio!!!!!!  


(Cuidado, Pedro Coimbra, quando decidir ir comprar sandálias...)

terça-feira, 16 de maio de 2017

Eu fiz um bolo e...

Nada de mais. Como quase todos os fins de semana, fiz um bolo para a sobremesa do almoço de família de domingo. 

Coisa simples e prosaica. Foi ao forno numa daquelas formas chamadas de chaminé e cresceu, cresceu, cresceu, até que ficou assim.




E aí pensei: «Enganei-me na forma! Usei a mais pequena! Agora como é que o tiro dali? Vai "estrampalhar-se" todo...»

O certo é que saiu direitinho, direitinho e lindo!!



E delicioso, também!
Um simples bolo de iogurte...

6 ovos
1 iogurte de aromas
3 medidas (da embalagem do iogurte) de açúcar
3 medidas de farinha
2 colheres de café de fermento em pó
1/2 medida de óleo.

Batem-se as gemas com duas medidas de açúcar. De seguida junta-se o óleo, a farinha com o fermento e o iogurte batendo sempre muito bem. Por fim, misturam-se as claras batidas em castelo firme com uma medida de açúcar.

Deita-se o preparado numa forma (GRANDE) barrada com margarina e polvilhada com farinha e vai ao forno na temperatura 180/190º, durante 30/40 minutos.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

O escultor Fernando Marques

Morreu ontem, aos 82 anos, o escultor leiriense Fernando Marques, mais conhecido como o criador das estátuas dos Pastorinhos na rotunda de Fátima.



Nasceu em Cortes, Leiria, em 1934, cursou Artes Plásticas- Escultura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e foi professor do ensino secundário. Viveu longos anos em Angola, onde executou dezenas de trabalhos oficiais e particulares. A sua obra e multifacetada, estendendo-se desde a ilustração de livros, até à azulejaria, aos vitrais em Igrejas e, naturalmente à escultura.

(O escultor no seu atelier)

Recebeu dezenas de prémios ao longo da sua vida. Foi autor de algumas das estátuas mais emblemáticas da cidade de Leiria.

(estátua de Luís de Camões, no Jardim)

(estátua de D. Dinis, à entrada de Leiria)


No mês de Maio do ano passado, a Câmara Municipal de Leiria organizou uma exposição em sua homenagem que teve lugar na Biblioteca Municipal. Dessa exposição deixo aqui algumas fotografias.


















Que descanse em paz!

domingo, 14 de maio de 2017

Finalmente deu-se!

No tempo em que por cá pouco ou nada havia, o Festival da Canção era um acontecimento. Havia que, depois do jantar, tratar da cozinha o mais rapidamente que se podia, porque tínhamos de nos postar em frente do aparelho de televisão para não se perder pitada. Isto desde 1964, que foi a primeira vez que Portugal se apresentou na competição musical europeia. Toda a gente via atentamente e discutia-se o assunto dias a fio.

Nesses anos de 60 e 70, concorremos com boas canções, bons poemas, boas orquestrações, boas vozes, mas limitávamo-nos a receber os pontos que a Espanha, simpática e quase obrigatoriamente, nos dava. Isto porque estávamos ainda – e estivemos – mergulhados naquele cinzentismo fascista que a Europa derrotara anos e anos atrás.

Começámos por apresentar a música própria da nossa “austera, apagada e vil tristeza”. Depois tentámos seguir uns ritmos mais ao gosto festivaleiro e, na chamada “primavera marcelista” [a triste ironia com que se chama “primavera” aos ventos de pretensa mudança! A desconsolada lembrança da das “primaveras árabes”!] lá avançámos com a frescura das canções do Tordo, do Carlos Mendes, do Ary.

Lembro com especial carinho as prestações de Carlos Mendes – “Verão” e “A Festa da Vida” – do Fernando Tordo, com a Tourada, das Doce, do simpático mas infeliz Carlos Paião, da Dora, da Maria Guinot…

Nesse tempo, eu gostava de dizer que mesmo que concorrêssemos com uma canção dos Beatles, nem assim conseguiríamos ganhar!

Depois da Revolução, continuámos a levar algumas boas canções, mas continuávamos a ser tão pequeninos!

Os festivais foram alterando as regras de participação e de votação, tornando-se, na minha modesta opinião, mais circenses e de qualidade musical cada vez mais fraca. Por lá e por cá.

Há anos que me desinteressei completamente de os ver pelo aborrecimento das suas longuíssimas apresentações.

Este ano não foi para mim diferente. Francamente depositei tantas esperanças no nosso representante como nos anos anteriores. De modo que foi com enorme espanto mas com muita alegria, diga-se, que soube, esta manhã, que a canção portuguesa, cantada em português, fora a vencedora por larga margem!

Finalmente, deu-se! Ainda custa a crer!

O poema é muito bonito. O rapaz tem à vontade no palco. É simpático, de uma simplicidade algo afetada e exprime-se muito bem num inglês corrido e lindo!


A canção não faz o meu género, não senhores. Mas gostei que a Europa tivesse gostado tanto dela!



sábado, 13 de maio de 2017

Che Papa!

Que não acredito na história dos pastorinhos - é uma verdade. Que não acredito em aparições, nem em visões - é igualmente uma verdade. Que não acredito no milagre dos ditos pastorinhos - é também uma grande verdade. E que estranho bastante a dita canonização - ah isso é que é uma grande verdade! 

Mas que este Papa é uma personagem espantosa de alegria, de simpatia e de luz - isso é que ninguém pode negar!












Che Papa!!


Che Papa e che presidente!! 




Che Papa e che vescovo!! 

O Bispo de Leiria não conseguiu tirar aquele sorriso de orelha a orelha durante todo o tempo em que o Papa esteve em Fátima!!


(fotos retirada do facebook)

sexta-feira, 12 de maio de 2017

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Meados de Maio

Chuvoso Maio!

Deste lado oiço gotejar
sobre as pedras.
Som da cidade ...
Do outro via a chuva no ar.
Perpendicular, fina,
Tomava cor,
distinguia-se
contra o fundo das trepadeiras
do jardim.
No chão, quando caía,
abria círculos
nas pocinhas brilhantes,
já formadas?
Há lá coisa mais linda

que este bater de água
na outra água?
Um pingo cai
E forma uma rosa...
um movimento circular,
que se espraia.
Vem outro pingo
E nasce outra rosa...
e sempre assim!

Os nossos olhos desconsolados,
sem alegria nem tristeza,
tranquilamente
vão vendo formar-se as rosas,
brilhar
e mover-se a água...   

Irene Lisboa, in 'Antologia Poética'