segunda-feira, 10 de abril de 2017

Ainda a viagem de finalistas

A primeira notícia deixou-me consternada. Mil alunos portugueses expulsos de Espanha por terem destruído hotel?! Vergonha!

Depois foi a “discussão” aqui em casa, de cabeça quente: «ai, se fosse filho meu!»; «ai, se tivesse sidos eu viria todo o caminho a chorar com medo do que me iria acontecer!»; «filho meu nunca irá!»; «não se sabem comportar, é o que é!”

É um facto que eles – muitos deles – não se sabem comportar. E nem é preciso serem jovens em final do secundário, nem estarem a quilómetros de casa e longe dos pais. Quando, em Julho, vamos para a Senhora da Rocha para o nosso hotel de sempre, até nos «passamos da cabeça» com o comportamento hooligânico que as criancinhas de nove, dez, onze, doze anos têm na piscina interior e no jacuzzi, local que se supõe ser de calma e de relaxe para os adultos. As criancinhas dão saltos de corça para dentro da piscina, jogam a bola e gritam como se não houvesse amanhã! E nunca são mais do que meia dúzia deles e sabem que os paizinhos estão no quarto ali em cima ou até mesmo ali fora, descansadinhos da vida tomando banhos de Sol.

Mas, pensando bem: quem se lembra de enfiar perto de mil jovens com as hormonas primaverilmente aos saltos num mesmo espaço hoteleiro com bar aberto e mais não sei o quê? Esperavam o quê? Que rezassem o terço e fossem para o quarto ver a novela? E depois ainda me lembrei de uma triste experiência que tivemos em Fuengirola nos inícios de 90 quando, ao comprarmos um determinado carro, nos ofereceram uma semana de férias num enoooooooooorme hotel daquela estância balneária. Fomos tão mal tratados, mas tão mal tratados que pensámos nunca mais voltar de férias a Espanha. Não nos deu para destruirmos o quarto, mas garanto-vos que ‘roubei’ todas as toalhas que pude e … pronto!! Lembro-me que só consegui que me falassem bem quando passei a dirigir-me a ‘eles’ em inglês…

Hoje de manhã, ouvi uma entrevista com a responsável pela agência de viagens que tratou da viagem e do alojamento dos jovens que disse que, para além do valor que cada jovem pagou pela semana cada um teve de disponibilizar mais 50 euros para eventuais danos. Quando expulsaram os jovens, os dirigentes do hotel apoderaram-se do tal fundo, sem disso darem conhecimento à agência e recusaram-se a permitir que os representantes da mesma entrassem para verificarem os danos.

Não pretendo, nem pouco mais ou menos, desculpar os comportamentos dos jovens, mas parece-me que há algo – ou muitos ‘algos’ – que estão muito mal contados. Desde meter mil jovens de férias, loucas férias, num mesmo espaço até porem-nos todos a andar logo no segundo dia da semana já paga!

Mas isto sou eu a pensar…





domingo, 9 de abril de 2017

sábado, 8 de abril de 2017

Dia Mundial da Saúde

Esta altura do ano está cheia de Dias Mundiais. O da Saúde foi celebrado ontem, dia 7. A data foi escolhida pela Organização Mundial de Saúde em 1948, aquando da organização da primeira assembleia da OMS e, desde 1950, que no dia 7 de abril se celebra o Dia Mundial da Saúde.

Todos os anos a organização escolhe um tema para ser debatido e, este ano, o tema escolhido foi a depressão, com o lema "Let's talk" – Vamos falar!

Realmente, é muito importante que se fale sobre esta doença – porque é, de facto, de uma doença que se trata e não uma “mania”. Há anos que me esfarrapo a dizer que uma depressão é tão doença como uma hepatite, uma infeção, uma perna partida, embora as pessoas tenham uma enorme simpatia, uma grande compaixão pelo doente que tem queixas do coração, do fígado, dos pulmões do que do pobre desgraçado que diz que está num processo de depressão. Não faltarão os comentários mais depreciativos, mais torpes, mais injustos. «Tem mas é falta de trabalho!» «Falta de peso!» «Não sabe o que há de fazer ao dinheiro.» «Mimo a mais!» ou, pior que todos, aquele que ouvi aos meus ouvidos quando não conseguia dormir mais do que três ou quatro horas por noite: «Graças a Deus nunca tive de tomar nada desses medicamentos para dormir: sempre dormi de consciência tranquila» - Foi das maiores maldades que me disseram.

Por outro lado, são os próprios doentes que se recusam a admitir que estão realmente doentes “porque sabem que estão doentes mas não querem ir ao «médico dos doidos», porque não querem tomar medicamentos que «viciam, engordam e não fazem nada» e porque sabem que quem se queixa desse tipo de coisas são pessoas «fracas da cabeça».” Mesmo entre a família há olhares desconfiados, e dizem e redizem que a vida tem de continuar. Não acreditam que esteja verdadeiramente doente, com uma doença «de verdade».

Por isso há que falar! "Let's talk".

E depois, as pessoas que, felizmente, não têm tendências depressivas e que, felizmente, nunca tiveram aquele imenso nó na cabeça, ou no coração, ou no estômago, ou sei lá onde que durante meses, anos a fio teima em não se desatar, gostam de nos dizer: «Vá, não estejas triste! Não penses nisso! Distrai-te!» ou «Mas qual o motivo por que estás assim? Tens todos os motivos para seres feliz!» ou «Tens de te esquecer dessas angústias! Tens de ter força e sair disso!»

Por isso há que falar! "Let's talk".

«Como com outras doenças, [a depressão] pode acontecer independentemente dos eventos de vida. E ninguém pergunta a um doente oncológico: “Como é que tens um cancro, se tens uma vida ótima?” Temos de tratar a doença mental como tratamos a doença física.» - defende a psiquiatra Filipa Palha.





sexta-feira, 7 de abril de 2017

Mais um ano

Pronto! Como acontece com toda a gente (e ainda bem) fiz mais um ano. Ontem, como Carneiro que se preze. E escusam de perguntar quantos se cumpriram porque eu não digo! Ficam apenas a saber que cheguei ao limiar dos setenta.

Muitos beijinhos, muitos abraços e sorrisos, muitos telefonemas, muitas mensagens pelo telemóvel e pelo facebook, alguns mails de amigos recentes e de sempre e um jantar com a família. Já está!



Além de tudo isto, recebi uns carinhos assim.

Da minha amiga canadiana:





Da Majo:






Da Amélia:




E pronto! Se me portar bem, para o ano há mais…

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Desculpem-me!

Pois é! Hoje começo por pedir desculpa. Desculpa pela fúria que posso, inadvertidamente, expelir; desculpa por falar de política partidária; desculpa a quem aqui passar e for admirador incondicional dos partidos em questão.

Até certa altura a gente contém-se, mas há decisões superiores que nos fazem ferver e, como os vulcões, vamos aquecendo e acumulando gases até que chega o momento em que sai tudo: pedras, lava e labaredas!

Sabemos que os bancos, nomeadamente o BPN, têm falido devido aos empréstimos/ofertas milionários feitos a determinadas "altas" figuras, sem quaisquer garantias a não ser pertencerem a um certo grupo fechado que sentiam - e sentem, pois então! - ser os "donos disto tudo". Essas ditas figuras ficaram, da noite para o dia, riquíssimas. Para atirar com poeira para os olhos do zé povinho, abriram-se uns quaisquer inquéritos, não sem antes se assegurar que os que mandam na "Justiça" pertenciam ao dito grupo e depois, passados anos em que nada se fez senão deixar cair tudo no marasmo e no esquecimento, arquivam-se os processos por falta de provas, ou então - mais simples ainda - deixam-se prescrever. 

Muito conveniente!!

Mas, atenção! É mesmo preciso pertencer-se a esse grupo fechado, o verdadeiro 'gang laranja' para que as coisas funcionem assim. Os outros, os que não têm a cor e o sumo da laranja, por oposição, são espremidos até ao tutano, enxovalhados, enlameados, presos para investigações que nunca mais dão fruto e eu sei lá o que mais. 

É a isto que queremos chamar de Justiça? Não! Não me convencem. Por isso, meus caros amigos, estou furiosa e, mais do que isso, apoquentada. De facto, não temos quem nos defenda e nos trate com a retidão do fio de prumo se, alguma vez, tivermos um percalço, uma aflição na vida.

Hoje li uma frase que, breve e certeira, diz tudo: «A corrupção em Portugal não se limpa ... ARQUIVA-SE! »











terça-feira, 4 de abril de 2017

Fernando Campos



Aos 92 anos, morreu, no passado sábado, o professor e escritor Fernando Campos. Professor de Português no ex liceu Pedro Nunes em Lisboa, publicou o seu primeiro romance em 1986, aos 62 anos. Foi o romance histórico A Casa do Pó que rapidamente se transformou num enorme sucesso. Aí o professor de liceu aposentou-se a dedicou-se à escrita a tempo inteiro. 

Após edições sucessivas deste sucesso, mais de uma dezena, lançou vários romances. Seguiram-se O Homem da Máquina de Escrever, Psiché, A Esmeralda Partida (sobre D. João II), que obteve o Prémio Eça de Queiroz, A Sala das Perguntas (inspirado na vida de Damião de Góis), o livro de contos Viagem ao Ponto de Fuga, A Ponte dos Suspiros (sobre o rei D. Sebastião) O Prisioneiro da Torre Velha (a vida de D. Francisco Manuel de Melo), O Cavaleiro da Águia (retrato de D. Gonçalo Mendes da Maia), O Lago Azul (sobre os descendentes do Prior do Crato), ou A Loja das Duas Esquinas. Um ano antes de apresentar em 2011 a sua última obra, Ravengar, o autor editou uma biografia da poeta grega Safo, intitulado A Rocha Branca.

Lembro-me que li o seu primeiro romance já numa terceira edição e que o achei muito bom. Não me lembro da trama, mas o breve comentário inscrito na orelha do livro que diz:

«Romance histórico nas rigorosas reconstituições factuais e locais, no recorte de muitas das figuras que atravessam a cena, ficção na intriga e no delineamento de personagens inteiramente criadas ou apenas recriadas, «A Casa do Pó» tem como pano de fundo um drama ocorrido em Portugal no século XVI protagonizado por membros da mais alta nobreza das cortes de D. Manuel I e D. João III. Drama envolto em mistério, teve o condão de apaixonar a opinião pública da época e inflamar a pena de escritores coevos ou posteriores. «A Casa do Pó» lança sobre os factos uma curiosa hipótese que, não podendo ser mais do que isso à míngua de documentos, é verosímil, hábil e logicamente tecida. A ação estende-se por Portugal, Espanha e toda a bacia mediterrânica dominada por Venezianos e Turcos, até à Palestina e nela se sucedem episódios cheios de lirismo, de crueldade e de aventura. Um humor delicado e uma boa dose de «suspense» à maneira dos bons policiais são outras marcas do texto. Mas o autor, ele mesmo o escreve em nota final, não pretendeu apenas fazer uma mera «incursão pelo chamado romance histórico. O que aí está são velhos problemas da humanidade que, vindos de há séculos, ainda hoje persistem nos mesmos cenários e saltam para outros mais alargados e vastos.»

Um livro a ler ou a reler.


Diz quem conhecia o seu processo de criação que Fernando Campos era exaustivo na investigação, sempre preocupado em não falhar os pormenores históricos que caracterizavam o cenário principal da sua obra. 

(Ler mais aqui)

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Dia da Marta

Pronto(s)! Se há dias de isto e de mais aquilo, hoje eu «decreto» que o dia 3 de Abril é o dia da Marta! 

Nasceu pelas 22.20 do dia 3 de Abril, em finais de 70. Uma Carneirinho assumida, teimosa, inteligente, super faladora e super bem disposta - quer dizer... tem dias, né?

Ei-la!



Eu sou apenas a mãe e desejo-lhe todo o bem do mundo!