domingo, 9 de outubro de 2016

Atenção! Muita Atenção, Bloggers!

Já só faltam duas semanas e...


Já temos estes inscritos, mas queremos mais!

 Rui e Maria Helena Espírito Santo - Porto

 Graça e Sidónio - Leiria

Clara - Braga

Maria Araújo – Braga

 Ricardo Santos – Lisboa

 Gabi e Paulo – Porto

 Henrique e Raquel – Lisboa

 Luís Coelho e esposa – Leiria

Adélia e Rodrigo – Marinha Grande

 Kok – Lisboa/Oeiras

 Teté e marido – Lisboa

  Manu – Caldas da Rainha

Elvira Carvalho – Barreiro (?)

O encontro será em S. Pedro de Muel, no dia 23, no Hotel Mar e Sol. (15 euros por pessoas)

Inscrições para o meu e-mail: gracaenator@gmail.com 

S. Pedro é lindo! Se não, vejam!






(A vetusta casa do guarda)



(A "minha" Casa do Galo, onde ficámos Agostos a fio...)








Estão à espera de quê para se inscreverem?! :)

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

“Um ultraje e um desastre” – disseram elas!

António Guterres vai ser o nono homem a ocupar consecutivamente o cargo de secretário-geral do Conselho de Segurança da ONU. E elas não gostaram. Foi grande a campanha das feministas que defendiam a necessidade de eleger uma mulher como secretária-geral das Nações Unidas depois de oito homens seguidos a desempenhar o respeitável cargo.

O movimento Campanha para Eleger Uma Mulher Secretária-Geral da ONU, que no seu site destacou  Kristalina Georgieva como "mulher da semana", afirmou que  "é injusto quer para as mulheres e para a Europa Oriental e representa os acordos de bastidores habituais que ainda prevalecem na ONU" (…) "Mais uma vez é um desastre para a igualdade de direitos e igualdade de género". E concluiu o movimento: "Permaneciam sete candidatas mulheres na corrida e no final parece que elas nunca foram seriamente consideradas. Isto é um ultraje!"

Por seu lado, o Center for Women"s Global Leadership, de New Jersey, fez saber na sua conta do Twitter que "o próximo secretário-geral não é uma mulher, mas vamos ter de garantir que ele é feminista".

Não sou nada a favor deste tipo de feminismo moderno. Este feminismo funciona como uma forma de machismo. Entendo e aceito os movimentos feministas do início do séc. XX que lutavam por direitos que nunca tinham sido consentidos às mulheres, bem como os dos anos 60/70 aqui em Portugal que lutaram contra os padrões clericais e salazaristas impostos às mulheres, mas este pseudo-feminismo que defende que «há que pôr lá uma mulher porque já foram muitos homens para mim, não colhe. Como nunca aceitei muito bem o modelo das quotas de mulheres na elaboração das listas de candidatos às eleições legislativas. As mulheres, tal como outros grupos ditos minoritários, devem ter acesso aos cargos por mérito e não por razões de género, ou de cor, ou de incapacidade física, ou da cor dos olhos …

Também considero que teria sido muito constrangedor para os eleitores se tivessem escolhido a senhora Kristalina depois de ter sido apresentada da forma mais atabalhoada e menos cristalina quase no final do processo.

Por mim, tenho de concordar com o Presidente Marcelo (imagine-se!!) quando afirmou que escolheram «o melhor» de todos os candidatos.

António Guterres foi sempre muito bom, foi sempre o «o melhor». Porém, e bem à maneira portuguesa, só agora, depois de ter sido reconhecido mundialmente, é que vêm todos “tecer loas” a Guterres… Outrora era a «picareta falante», o homem que «deixou Portugal num pântano», o homem que se enganou a fazer uns cálculos numéricos…

Ele é o homem que, feminista ou não, escolheu sempre «As pessoas em primeiro lugar» e cujas primeiras palavras são de «gratidão e humildade para servir».

Não é para todos…




quinta-feira, 6 de outubro de 2016

E o Viagra é o quê?

Um africano pergunta ao médico branco:

- E o Viagra é o quê exatamente?

O médico:

- São umas pílulas que lhe permitem fazer amor oito vezes por dia...

O africano:

-Ah! É um calmante...



quarta-feira, 5 de outubro de 2016

5 de Outubro - Viva a República!

Museu Republicano e Maçónico de Pedrogão Grande

Para homenagear a Implantação da República, lanço mão de parte do discurso proferido hoje pelo nosso amigo Acácio de Sousa, ilustre leiriense estudioso da História do país, licenciado em História pela U. de Coimbra e doutorado em Ciência Política pela U. Nova de Lisboa.

E disse ele: «… Em Portugal, entre os séc. XIX e XX o confronto entre quem mantinha privilégios de linhagem e quem labutava para fazer riqueza e aspirar a outras oportunidades levou à proliferação das ideias republicanas, sobretudo, nos profissionais liberais, comerciantes e militares.

Esta gente com interesses muito diferentes mas com o objetivo comum de acabarem com os privilégios de alguns num país arruinado e permitirem a igualdade de acesso às mesmas oportunidades clamava pelo ensino e pela cultura para todos e pretendia denunciar o caciquismo eleitoral. Assim nasceu o Partido Republicano, uma amálgama de gente diferente que tinha um objetivo comum: o fim da monarquia.

Por isso nem tudo correu bem depois do 5 de Outubro de 1910. (…) Os interesses mais específicos de vários grupos levariam ao fracionamento do Partido Republicano e ao aparecimento de novos pequenos partidos, o que seria natural num processo democrático. Mas os Republicanos tornaram-se autofágicos entre si, na luta pelo poder central e na luta pelos pequenos poderes e cometeram erros:
  •    Afrontaram, sem o cativar, o povo rural;
  •    Ficaram-se pelo eleitorado citadino;
  •   Impediram as mulheres de votar;
  •  Preferiram o voto capacitário e não arriscaram o voto universal.

Além disso, apanharam o choque da Grande Guerra; apanharam a nova república sidonista e a reorganização dos monárquicos/católicos; apanharam a revolução bolchevique; apanharam Fátima e o novo centro de irradiação da mensagem mariana, mas também de “cruzada contra os que haviam desprezado” os valores cristãos.

A República entrou em agonia: as tentativas de golpe começaram a ser permanentes e tivemos governos que duraram dias. Republicanos da velha guarda como Mendes Cabeçadas, para não falar em Machado dos Santos, barbaramente assassinado em 1921, ansiavam pela reposição da ordem! O golpe de 28 de Maio de 1926 foi recebido com alívio por muitos republicanos. (…)

Quer isto dizer que o 5 de Outubro de 1910 e a 1ª República de nada valeram? Não!

  • O ensino teve um incremento fantástico desde as camadas infantis até às mais idosas, coisa que o estado autoritário fez regredir;
  • O poder dinástico ou os poderes de linhagem findaram em definitivo;
  • O ensaio democrático permitiu a apresentação de uma Constituição das mais humanizadas do mundo de então, onde estava consagrado o ideário da «liberdade, igualdade e fraternidade.                                                                                                                        
            Não foi integralmente cumprida? As fraquezas são humanas e os tempos não o permitiram, mas ficou o gérmen para o regresso à democracia e perpassou até hoje o gérmen da regeneração permanente da ideia republicana, laica e democrática.»

              Viva a República!!

Dia de todos os animais

Então dizem que hoje é o Dia dos Animais. De todos os animais.

Destes todos:


E destes:









E, possivelmente, talvez também destes:








E deste (animal) sê-lo-á também?



segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Nunca tal tinha ouvido!

Tomei conhecimento hoje no facebook   (admirável mundo novo!) por uma notícia antiga (de 2015): a cidade romana de Balsa de que nunca tinha ouvido. Santa ignorância! Tantas idas ao Algarve e nunca tinha ouvido falar!



Balsa, nome de origem fenícia (a forma inicial seria Baal Safon ou Baal Shaman, epítetos do deus fenício protector dos navegantes, e corresponderia à designação do povoado fenício de Tavira (sécs. VIII-VI a.C) foi a capital do Algarve Oriental na Época Romana, 1100 anos antes de Tavira.

Ao Porto de Balsa chegavam barcos e mercadorias dos mundos distantes de Roma, Cádiz, de Leptis Magna, de Thamusida, de Lixus e de Cartenna. As suas ruínas, soterradas há mais de mil e quinhentos anos, esperam para revelar uma das cidades mais vivas do Mediterrâneo ocidental.

Em 1866, os arqueólogos Estácio da Veiga e Teixeira de Aragão realizaram as primeiras escavações em Luz de Tavira. Mas só em finais dos anos 70 do séc. XX se realizou o único relatório técnico arqueológico. Desde então, a cidade romana de Balsa, um dos mais brilhantes centros urbanos do Portugal romano, caiu no esquecimento.

Manuel Maia, autor do relatóriotécnico, foi um dos arqueólogos que, em 1977, fez parte da equipa que ficou deslumbrada com a descoberta desta cidade romana à beira-mar, na Quinta da Torre D´Aires.

“Começámos a escavar às cegas porque à superfície não se via nada. Eu escavei na parte mais baixa e apanhei o esgoto das termas. O Quartim Ribeiro escavou no vale e apanhou-se uma lixeira dentro de uma casa arruinada, com coisas absolutamente espectaculares. A minha mulher (Maria Garcia Pereira Maia) escavou mais abaixo, num complexo de salga de peixe. Cetárias, umas a seguir às outras. Estávamos absolutamente deslumbrados”, descreve.

Na Quinta Torre de Aires há ainda necrópoles, uma parte habitacional, edifícios com mosaicos, balneários, tanques de salga de peixe, cerâmica e moedas.

Fora da zona classificada como património arqueológico e Zona Especial de Protecção haverá ainda aquedutos, necrópoles, fornos industriais, um hipódromo e algumas vilas suburbanas. A dimensão dos vestígios é imensa e não há nada comparável em território nacional.

“Conímbriga ao pé daquilo é uma pequena cidade de província... Mesmo Lisboa era mais pequena. Balsa era uma super cidade portuária”, sublinha Manuel Maia.

Ao longo dos anos, a área com valor arqueológico - muito maior do que o sítio classificado - foi sendo destruída.

Há proprietários de moradias, fora do sítio classificado, que durante a construção, descobriram termas romanas. Estas ou foram destruídas ou que ainda estão nas caves dessas moradias. Outros dão-se ao luxo de ter paredes de casas de banho forradas a pequenos mosaicos romanos.

A estação romana da Luz está numa área sob forte pressão imobiliária - mas não há uma estratégia de salvaguarda.

Os terrenos classificados, propriedade de privados, foram utilizados em agricultura ao longo dos anos. Mas agora, foram destruídos, em parte, com obras de construção de estufas de frutos vermelhos que obrigam a terraplanagens e à instalação de sistemas de rega escondidos em valas de alguma dimensão.

“Abandonaram aquilo”, diz Manuel Maia. “Não sei os interesses económicos que estão por detrás e que estiveram sempre por detrás. Foram autorizadas construções por todo o lado. O que é que está por detrás disso não sei.”

Balsa foi completamente abandonada.

Em 2007, Luís Fraga da Silva apresenta o livro «BALSA, Cidade Perdida», profusamente ilustrado, a primeira obra de divulgação sobre essa importante cidade romana. Nele se revelam alguns dos achados arqueológicos aí descobertos, assim como importantes aspetos da sua história, urbanismo, economia e população.


Deixo aqui a parte inicial de um filme realizado para a RTP2 sobre a acrópole romana de Balsa para quem tiver curiosidade.




domingo, 2 de outubro de 2016

MEN!!!

Para os meus amigos homens meditarem... 

Vejam lá e digam, meninas, se não é mesmo assim...