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| (daqui) |
Recebi a notícia de manhã: que
tinha falecido de madrugada. Já se falava nos últimos meses do mau estado da
sua saúde. Confesso que me foram sempre indiferentes essas notícias. E o seu
passamento apenas me sugeriu um pensamento – que descanse em paz e que deixe os
outros também em paz. A morte não pode forçar o branqueamento automático de
todas as maldades que se foram fazendo ao longo do nosso trajeto.
Pessoa ressentida com a vida, sem
modos, nem polidez, nem a civilidade que a sua profissão exige, foi quem mais
me desconsiderou na escola sem outro motivo que fosse o ataque pelo ataque, a
vingançazinha por ter ganho as eleições ao “grupinho” da sua predileção. E,
tirando as pessoas que integravam o tal “grupinho”, posso aqui afirmar com um «saber
de experiência feito» que incomodou muita e boa gente naquela escola, para além
de mim. A mim incomodou-me muito. Posso dizer desafrontadamente que me fez chorar
muitas lágrimas com as suas palavras e comportamentos, quase sempre,
injustamente (digo eu!) agressivos e deseducados.
Se lhe consigo perdoar todas
essas ofensas? Não, meus amigos. Não tenho esse poder. Tenho para mim, desde
sempre, que o perdão como a vingança é para os deuses, não para nós simples
mortais. Se outros não me perdoarem as minhas ofensas? Paciência! Fica na minha
conta-corrente. E depois logo se vê.











