segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Viva a República!

Viva a República!!

Viva a República?! Ou talvez não! Em que estado está a República, sem alegria, sem feriado, nem presidente?

Se bem que haja Repúblicas para todos os gostos...









(imagens existentes no Museu Republicano e Maçónico de Pedrogão Grande)


E que tal esta versão? Jovem e fresca...



Viva a República!!

domingo, 4 de outubro de 2015

Balde de água fria


Foi um balde de água fria o que apanhámos hoje com os resultados eleitorais. Mas é assim; o povo é quem mais ordena!

Balde de água fria, porém, vão levar muitos dos eleitores que deram a vitória a esta maioria quando levarem com mais cortes não só nos ordenados e nas pensões de reforma, mas também os aumentos diários nos bens de base, na Saúde, na Educação; quando virem a taxa de pobreza a aumentar; a dívida pública a aumentar desmedidamente, os empregos a desaparecer, os patrões cada vez mais autoritários, a Justiça sujeita aos políticos, a privatização de tudo o que resta para privatizar e o mais que está para vir...

Mas assim é: o povo é quem mais ordena! (resta lembrar que foi este tipo de povo que manteve e aguentou uma ditadura violenta durante 48 longos e cinzentos anos!)


sábado, 3 de outubro de 2015

Você é sócio do Automóvel Clube de Portugal?

Quando aqui há dias se descobriu a golpada da Volkswagen, logo ouvi na rádio as declarações de um «distinto patareco» do Automóvel Clube de Portugal que afirmava perentoriamente que em Portugal não tinha entrado nem um único carro com aquele dispositivo que iludia as quantidades de emissão de gases poluentes para a atmosfera e que isso era facílimo de comprovar através dos números de registo e não sei quê, não sei que mais.

Com o ”feitiozinho” que já me vão conhecendo, deu-me logo vontade de rir do que o distinto senhor dizia e da certeza com que o afirmava e lembrei-me, ato contínuo, de quando lá nos idos de 50-60, muitos outros distintos senhores afirmavam que fora por intercessão da Nossa Senhora de Fátima que Portugal não tinha passado pelos horrores da Guerra, a Segunda…

Logo de seguida, no mesmo programa da rádio, falou outro senhor, não me lembro de que organismo, que afirmou que era difícil calcular os danos em Portugal porque cá nem existia o instrumento que permitia avaliar se os carros tinham o dito problema. (Mais vontade de rir…)

Dias depois, li no jornal que são mais de 94 mil carros portugueses com aquele software enganoso…

Mentem-nos de toda a maneira… E já não é de agora. Nem vale a pena lembrar do tempo da ditadura em que as mentiras, as ocultações das realidades e as «lavagens ao cérebro» eram diárias. Mas nesse tempo não havia internet e as pessoas eram mantidas na máxima ignorância e na maior ausência de instrução para mais facilmente acreditarem docilmente no que a Igreja e a informação nacional divulgavam. Agora já assim não é, se bem que desse jeito a … … (ai, estamos em período de reflexão…)

 Mas, a propósito do “distinto senhor” do Automóvel Clube de Portugal de quem me ri, acho que ainda ri mais porque me lembrei de uma anedota dos bons velhos tempos das anedotas pré-net contadas ao vivo nas rodas de amigos e que era assim:

Uma bela noite, um senhor viajava sozinho Alentejo abaixo quando o carro parou recusando-se a continuar viagem. Atrapalhado, ali no meio de nada e sem possibilidade de comunicar com ninguém (ainda não havia telemóveis…) começou a andar até que encontrou uma quinta. Bateu, bateu e lá apareceu uma senhora a quem explicou o sucedido pedindo que o deixasse passar lá a noite. A senhora disse que vivia sozinha, que a casa era pequena, mas que poderia ficar na sala. O homem agradeceu dizendo que ela podia ficar descansada porque ele era um homem sério, até era sócio do Automóvel Clube de Portugal. E lá se deitaram. Com todo o respeito.

No outro dia de manhã, o homem levantou-se e foi dar uma volta pelo quintal onde havia muitas galinhas lindas, gordas, bem cuidadas, mas só viu um galo também ele grande e vistosos, bem vaidoso do seu galinheiro. Quando a dona da quinta o convidou a tomar o pequeno-almoço, observou:  

«Vi que andou pelo quintal a ver as minhas galinhas…»

«Sim, de facto. E que belas galinhas! Mas admirei-me porque vi apenas um galo e… como pode ele ser o único para tantas galinhas?...»


«Sabe – disse a quinteira – é que o meu galo não é sócio do Automóvel Clube de Portugal…»

(daqui)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Lembro-me de ti, Mamã



Lembro-me de ti, Mamã, de cada vez que, agora sozinha, me sento num daqueles cafés das arcadas. De como nos sentávamos as duas, naquele primeiro ano que passei aqui nesta cidade que eu não queria, num daqueles pequenos cafés das arcadas a beber um chá. Vinhas, de cada vez que a tua lida de professora te permitia, lá da nossa Sintra acompanhar a minha jovial gravidez. Naqueles dias frios e chuvosos e nós duas (nós três…), cúmplices, ali confortavelmente recolhidas.

Lembro-me de ti, Mamã, de cada vez que olho as tuas netas que tanto amaste e tanto te devem. De cada vez que olhos os cabelos pretos da Marta tão iguais aos teus.

Lembro-me de ti, Mamã, de cada vez que cuido dos meus netos tentando fazer tão bem como tu fizeste.

Lembro-me de ti, Mamã, de cada vez que, inexoravelmente, a cada ano, passa mais um dia 2 de Outubro, dia de há já quase três décadas em que para sempre adormeceste.

Lembro-me de ti, Mamã, em cada Natal, em cada dia de anos, em cada dia especial.

Lembro-me de ti, Mamã, no bem e no mal, em cada dia que passa.

Lembro-me de ti, Mamã, revejo-me em ti, Mamã, no bem e no mal, de cada vez que respiro.



quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Agora entendi!!

Eu a pensar que o avanço propalado pelas «sondagens» católicas das tv(s) se devia muito ao discurso "genuinamente" religioso do "nosso" pm que até mostrou às velhinhas de um lar um crucifixo que, disse ele (o aldrabão!!), traz sempre consigo... (de que, por acaso, nunca se lembrava de apalpar na algibeira em que o transporta sempre (diz ele, o aldrabão!), de cada vez que roubava as pensões e tirava os direitos às mesmas velhinhas...)

Eu a pensar que esse avanço nas «sondagens» se devia ao programa concretamente detalhado que a coligação elaborou e tem explicado claramente a todos os portugueses...

Eu aqui a pensar que o dito avanço nas «sondagens» se devia ao facto de, ao longo deste período de campanha eleitoral não haver nem um único acontecimento ou evidência que tivesse vindo desdizer fosse o que fosse que os elementos irrevogavelmente coligados tenham afirmado...

Mas afinal não é por nada disso!

A razão absolutamente válida chegou-me hoje por mail e está aqui...




quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Currículo do governo

Fez emigrar mais de 300.000 portugueses;

destruiu mais de 500.000 postos de trabalho;

encerrou mais de 250.000 Empresas;

favoreceu descaradamente o Ensino Privado pago por nós;

despediu mais de 30.000 professores;

paralisou a construção civil;

distribuiu dinheiro como nunca pela banca e por escritórios de advogados;

recusou decisões do Tribunal Constitucional;

elaborou todos os OE inconstitucionais;

nomeou mais de 10.000 apaniguados para lugares de confiança política;

roubou pensões e retirou subsídios a velhos, a crianças e a minorias;

fez aumentar o desemprego de forma descontrolada;

lançou 20% da população na pobreza;

encerrou Tribunais e Indústrias fundamentais
;
privatizou uma larga centena de Empresas, algumas fundamentais à nossa soberania enquanto Nação;

submeteu o País a toda a casta de humilhações da UE, do FMI e do Comissão Europeia;

fez representar o País por esse Mundo, por gente desqualificada e sem escrúpulos;

interferiu no curso da Justiça na desqualificação do SNS e da escola pública;

 fez subir o Abandono Escolar e impôs exames a crianças de 9 anos;

mandou os jovens emigrar e insultou os portugueses por viverem acima das suas possibilidades e tratando-os como piegas;

conseguiu que médicos e outros profissionais de saúde desertassem para a reforma, para os hospitais privados e para o estrangeiro;

manipulou percentagens e taxas para iludir o país;

mentiu, mentiu, mentiu;

recebeu e fez desaparecer mais de 100 milhões de euros que recebeu da troika;

E agora quer ser reeleito?


E o povo vai fazer-lhes a vontade?




terça-feira, 29 de setembro de 2015

Maldito equinócio!

Ando irritada, enervada, com a sensibilidade verdadeiramente à flor da pele. Acordo às tantas da madrugada e não consigo mais conciliar-me com o sono. Sinto-me angustiada. Razão tinha a minha avó espanhola - que me criou e que faria hoje 120 anos a acreditar nos «papeles» que a Embaixada lhe forneceu nos idos de 50 do século passado já que o seu assento de nascimento ardeu na Guerra de Espanha – quando, miudinha ainda, me chamava «senhora das angústias». Lembro-me bem que sofria desmedidamente com a ausência dos que me eram queridos, ou quando previa ausências ou mudanças de meio – o que era habitual lá na família. Lembro-me bem de me rebentarem as lágrimas sem motivo aparente e do nó que se me formava na garganta que não me deixavam parar de chorar. Isto mesmo em muito miúda. A minha mãe, uma mulher-de-armas da cepa transmontana (e Escorpião e professora primária…), que não tinha a paciência nem a doçura de sua mãe – aquela querida avó que faria hoje 120 anos – perguntava-me porque chorava eu e eu, na minha ingenuidade de criança, dizia que não sabia. Aí, muitas vezes, levava uma bofetada e a minha mãe concluía: «Pronto, agora já sabes!» Tratamento de choque que acabava por … não dar resultado. Outros tempos.

Sempre tive um temperamento algo depressivo alimentado por um qualquer medo interior que me vem do mais recôndito do meu ser e do qual pouco ou nada sei dizer. (A psicanálise teria aqui muito a dizer, mas…)

Este sentir (portuguesmente) melancólico – apesar de ser uma pessoa especialmente alegre e divertida quando em (boa) companhia – agudiza-se na Primavera com a minha habitual propensão para a astenia e no Outono que me traz uma saudade louca de tudo – acho que até do futuro! – dos meus mortos (precoces), e outras realidades, de outras vidas, de outros espaços. Apetece-me fugir (de mim, talvez…)

A culpa é do equinócio – só pode…

Assim me sinto agora: muito angustiada sem saber exactamente porquê. Maldito equinócio!

E para tentar expurgar este mal que tenta desgastar-me, lanço mão e deixo aqui um fado- canção que recorrentemente me tem vindo à memória nestes últimos dias.