terça-feira, 18 de agosto de 2015

Leituras de Verão

(daqui)

Foi hábito que me ficou de há anos.

No tempo em que trabalhava (muito!) na e para a “minha” escola, naqueles anos loucos (mas completos!) da direção, tirava apenas duas semanas de férias no Verão, para ir para a praia – que não me imagino a passar um ano sem ter uns bons dias de praia – e aproveitava para ler os livros que pudesse. Nada melhor que «fazer as férias do lagarto» deitada ao sol/à sombra a ler!

Este ano a «produção» foi bem profícua!

Terminei o livro «Meninas» de Maria Teresa Horta – que vai merecer um texto à parte, de tão bem escrito, de tão poético, de tão violento!

Emprestaram-me «Quando Lisboa tremeu» de Domingos Amaral em que entrei com agrado por se tratar de um romance histórico. São quase 500 páginas mais de romance do que de histórico. Mas lê-se bem e rápido – daquela escrita torrencial, com grande profusão de diálogos (não sei como há imaginação para tanto!) numa linguagem simples e corrida que por vezes não consegue evitar um ou outro erro de pontuação e um ou outro lapso de ortografia – e diverte, entretém.

No mesmo «pacote» de empréstimo, vinha «O Retrato da Mãe de Hitler», do mesmo autor, que pretende ser a continuação de «Enquanto Salazar dormia», que li há anos e até achei bom, mas que mais não é senão mais um daqueles best-sellers vulgares, longos e chatos, à volta de uma história de amor do tempo da 2ª Guerra contada em intermináveis flashbacks (analepses, em português). Nada de espacial.

«O Verão Quente» - também de Domingos Amaral (juro que não tenho percentagem nas compras!...) – é bem melhor em termos históricos: versa a época do PREC, no pós 25 de Abril entrelaçada por uma história do tipo policial que acelera no leitor a vontade de chegar ao final do livro. Bem melhor que o anterior, se bem que o autor exagere na forma como aborda o sexo – e não se pense que estou aqui armada em pudica… - algo excessivo e, muitas vezes, desadequado. Mas gostei. Tenho para mim que muito do que é dito sobre os acontecimentos de Abril – e muito é dito – saíram diretamente da boca do Professor Freitas do Amaral, pai do autor.

Para distrair de Domingos do Amaral, li, pelo meio, o excelente livro «O Retorno», de Dulce Maria Cardoso, este sim, um verdadeiro romance histórico, com muito mais de histórico do que de romance, muito bem escrito, que retrata a penosa época do regresso forçado das pessoas que viviam e tinham as suas vidas estabelecidas nas ex-colónias e que se viram, de um momento para o outro, transferidas para uma terra desconhecida, quase inóspita – embora tenha sido feito o (im)possível para absorver todos esses concidadãos – muitas vezes com pouco mais do que a roupa que traziam no corpo e numa malinha. De leitura (quase) obrigatória!

Ah! E ainda consegui ler uma antologia de (bons) textos (quase poéticos) de António Tabucchi, recentemente editada pela D. Quixote e que comprei porque inclui também o breve romance «Os três últimos Dias de Fernando Pessoa» escrito em 1995. Deu-me logo vontade de reler «O Ano da Morte de Ricardo Reis», o livro de Saramago de que mais gostei!

Hei de fazê-lo!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A solução

Vou-me dando conta dia após dia: a situação está perto do caótico.

A proposta de solução é antiga, mas aplica-se. Que me dizem?

A Solução

(...)

Por sua culpa,
O povo perdeu a confiança do governo
E só à custa de esforços redobrados
Poderá recuperá-la. Mas não seria
Mais simples para o governo
Dissolver o povo
E eleger outro?

(Bertolt Brecht, Poemas, Editorial Presença, 1976)



Isto é gostar de ler!

Isto sim, é gostar de ler!!




Boa semana e boas leituras!

sábado, 15 de agosto de 2015

Somewhere Over the Rainbow

15 de Agosto de 1939 - estreia do filme  "The Wizard of Oz" (O Feiticeiro de Oz) de Victor Fleming.

Relembremos a lindíssima canção "Somewhere over the Rainbow" (só o título é uma maravilha!) na excelente voz de Judy Garland.




quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Gatinhos de Melides

Bem podemos afirmar que Melides é terra de gatos. Parece que toda a gente os alimenta: há comida de gatos e recipientes de água por todo o lado.

No ano passado registei dezenas de fotografias de gatos que se espreguiçavam por todos os lados aqui na aldeia. 

E este ano, vou pelo mesmo. 

Ora aqui estão alguns.





















Tantos e tão fofos e eu cheia de saudades das minhas...







domingo, 9 de agosto de 2015

Much ado about nothing!

… o mesmo é dizer «uma tempestade num copo de água»!

Refiro-me, naturalmente, à «feira» que os jornais e as redes sociais têm criado em redor dos cartazes – outdoors, usando a «bela língua de Camões» usada antes do acordo ortográfico de 1990 – do PS.

Se não mais há que para animar a chamada silly season – para usar uma vez mais a bela língua de Camões – e já que estamos em pré-campanha e é chato fazer chacota do falsos números do desemprego que o “governo” mandou anunciar, das cenas do BES, do aumento de dívidas nas contas da água, luz e telefone, ou até mesmo do vazio do ultraliberal programa eleitoral da coligação PAF, viremo-nos para qualquer coisinha do PS que anime as hostes e, já agora, denigra um pouco mais o «inimigo», nem que seja pegando pelos cartazes!

E o pior é que são, muitas vezes, os de dentro que apontam o dedo convencidos que assim é que ficam bem vistos mostrando isenção ou para se armarem em engraçados.

Dizem-me que isto não tem importância nenhuma, que é só para empatar o verão, que o pessoal não vota influenciado pelos cartazes e mais não sei o quê. Mas, entretanto, vêm os comentadores de serviço dizer que não o PS não tem dinheiro para as campanhas, que não há organização ou liderança, etc, etc, aquilo que lhes vem à cabeça.

Apetece-me transcrever o que o ex ministro Santos Silva escreveu na sua página do facebook dirigindo-se ao novo director de campanha.

«Caro Duarte Cordeiro, diretor da campanha do PS a partir de hoje, aceite estes conselhos de burro velho:

Não se deixe impressionar pelos ataques. Tudo o que o PS fizer, disser ou puser cá fora continuará a ser violentamente atacado. Seja o que for, será submetido a um escrutínio mil vezes impiedoso do que aquele que a direita tem, com a cumplicidade ativa ou passiva de todos quantos, à esquerda, persistem em ver o PS como adversário principal, ou confundem a política com estados de alma. E sabe porquê? Porque o PS pode ganhar mesmo as eleições e assim estragar o arranjinho a muito boa gente e a muito poder fático.
(…)
Valorize o que o PS tem de melhor em 2015: uma alternativa à austeridade no quadro da Zona Euro; e um excelente candidato a primeiro-ministro, António Costa.

Esqueça a secção política dos media e os remoques das redes sociais. O que interessa é continuar a dizer às pessoas comuns que (a) mais quatro anos das mesmas políticas perpetuarão o desastre e (b) têm agora uma oportunidade de escolher uma alternativa séria, realista e competente. E as pessoas decidirão.»

Poupem-nos! Se eu fosse o António Costa, acabava com os cartazes todos, já!

Depois logo se via com que é que iam pegar.



quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Fonte dos Olhos

A aldeia de Melides é atravessada pela Ribeira de Melides onde encontramos um recanto encantador onde decerto em tempos as mulheres iam lavar a roupa e onde nos podemos refrescar da calma alentejana. Tem o nome romântico de Fonte dos Olhos.













Até apetece!!