terça-feira, 7 de julho de 2015

Enxovais

Por imperativo de mudança de móveis – não sou mesmo nada dada a mudanças dos sítios das coisas! – houve que remexer nas gavetas.

Sabe muito pouca gente dos gritos e dos tabefes que a minha mãe me deu por eu não ser nada dada a arrumar gavetas… Uma maçada!!! Muito mais divertido era estar a ouvir música, a tirar letras dos discos novos, a ler, a escrever cartas e poemas…

Bom, mas em época de tardes livres não arranjo mais desculpa para não “remexer” as gavetas. Refiro-me aos gavetões das cómodas onde, nem digo há quantos anos, placidamente «jazem» as várias toalhas de festas bordadas e com rendas, os imensos naperons e individuais, alguns bordados por mim (imaginem!) outros bordados da Madeira e dos Açores, conjuntos de quarto em crochet, dúzias de guardanapos que acompanhavam as toalhas bordadas, saquinhos de guardanapos, sacos de pão bordados a ponto de cruz e sei lá o que mais - coisas que não se usam mais!



Nos idos de 60 e por aí, as meninas da dita classe média trabalhadora iam juntando peças de enxoval desde muito novas. Pelo Natal e pela Páscoa, em festinhas de aniversário era perfeitamente habitual recebermos conjuntos de chávenas, taças de loiça fina, vidros, toalhinhas de chá e assim se ia fazendo o enxoval. E depois as mães desdobravam-se a mandar bordar lençóis e toalhas de festas e a comprar mais isto e mais aquilo para que as filhinhas não ficassem mal vistas aos olhos dos sogros… (ihihihihihih.....)

Enquanto ia “remexendo” e mudando o “património” de umas para outras gavetas, ia pensando no que irão as minhas filhas, quando eu morrer, fazer com tanta toalha de banquete, tantos guardanapos de linho bordados, tantos servicinhos de chá e de café, tantas tacinhas e chávenas do lindo bago-de-arroz e sei lá o que mais de tralha do meu enxoval e mais algumas coisas ainda do enxoval da minha mãe…

Olha! Ponham tudo no OLX!.... (Mas é uma pena…)

segunda-feira, 6 de julho de 2015

São do Norte, carago!!

Sabemos bem que o pessoal do Norte não tem papas na língua e usa o vernáculo facilmente e sem acinte.

Por isso não é de admirar que as reações ao Não dos nossos confrades gregos no referendo de ontem se tenham feito sentir tão rapidamente numa das ruas do nosso belo e simpático Porto...



domingo, 5 de julho de 2015

O Castelo de Ourém

Não é um castelo de conto de fadas como o de Porto de Mós, nem o castelo romântico que se ergue em Leiria, mas é mais um dos belos castelos medievais daqui da zona: o Castelo de Ourém.

É bastante original.Está construído sobre uma planta triangular, com torres nos vértices, que se caracterizam por ostentarem saliências construías com tijolos.

Hoje deu-nos para ir passear por ali e pelas vila velha de Ourém. Infelizmente encontrámos o castelo fechado, daí que as fotografias reflitam apenas os exteriores.






















Conquistada, em definitivo, aos mouros em 1136, Ourém foi doada (1178) por D. Afonso Henriques (1109-1185) a sua filha Infanta Dona Teresa (Matilde), por iniciativa de quem lhe foi conferido foral, constituindo, desde então, parte dos territórios mais importantes das rainhas portuguesas, até que, em 1384, D. João I (1357-1433) a concede, bem como o título de Conde de Ourém, ao Condestável do Reino, D. Nuno Álvares Pereira (1360-1431). 

Durante o século XV, o castelo foi bastante melhorado e construído o paço dos condes. O terramoto de 1755 causou elevados danos, o que viria também a acontecer, em 1810, com as invasões francesas. Classificado como Monumento Nacional, foi restaurado pela Fundação Casa de Bragança.




sábado, 4 de julho de 2015

As frases da semana

Não há dúvida acerca da frase da semana! Foi a pérola lançada por aquela espécie de presidente da República comentando da forma mais frívola - de quem está congelado faz tempo - uma hipotética saída da Grécia do euro. 

«Somos 19 países, se [a Grécia]sair ficam 18

O melhor comentário que li sobre este triste comentário foi o seguinte.




Não pior é a frase que o irrevogável Portas tem repetido toda a semana até à exaustão como leit motiv da sua pré campanha eleitoral.

«Portugal não é a Grécia!»

De facto, não é, não! Porque se fosse, estaria ele em muito maus lençóis...




sexta-feira, 3 de julho de 2015

Da arrogância

Lembrar-se-á a “rapaziada” da minha idade que se passeava pela Baixa lisboeta nos idos de 60/70/80 da Loja das Meias e da arrogância, da sobranceria, (da falta de educação, digo eu) das empregadas – simples caixeiras como se dizia à época – que por lá se moviam. Olhavam para nós, nos tempos da Faculdade, de cima para baixo e faziam os possíveis por atender-nos mal porque achavam que estavam ali apenas para atender gente rica, de família. Era um tique dos tempos da ditadura.

(daqui)

Pior mesmo só o mau/péssimo atendimento a que nós, portugueses, éramos sujeitos nos hotéis e restaurantes do Algarve nos anos pós-Revolução. Tiveram de passar duas décadas ou mais para que no «reino dos Algarves» nos tratassem (mais ou menos) ao mesmo nível dos estrangeiros.

Bem ou mal, esses comportamentos já não são (tão) habituais nas pessoas que atendem nas lojas, nos hotéis e, de certo modo, até nas repartições públicas!

Daí o meu espanto, a minha estupefação, a minha perplexidade, quando um dia destes fui ver as promoções na Zara Home aqui em Leiria. Escolhi umas peças e dirigi-me à caixa para proceder ao pagamento. A menina (para não dizer “a fedelha”…) que estava do lado de lá do balcão estava algo crispada porque tinha de responder a umas perguntas que uma colega que atendia outra cliente.

Eu esperei assertiva, até porque tenho a maior consideração pelo trabalho dos outros. Entretanto “a minha menina” repetia, ríspida, as perguntas da colega pelo intercomunicador sobre a existência ou não existência de umas peças em armazém. Por fim lá olhou para mim e eu pude enfim perguntar-lhe se não haveria toalhas pequenas da coleção das grandes que eu levava. Aí, a “menina” fez uma pergunta retórica – sabe lá ela o que isso é…. – «De bidé? Não temos!»

E, no seu ar crispado, de mau humor e sempre de nariz arrebitado, lá me fez o favor de fazer a conta e de meter as compras num saco.

Do alto da simplicidade de quem até ainda usa toalhas de bidé nas casas-de-banho, apeteceu-me dizer-lhe: «Olhe, querida, não é o facto de ter os olhos muito pintados e longas unhas de gel que faz de si uma boa profissional.» Mas não disse…

Atender o público é tarefa árdua, eu sei. Mas um pouco de educação e de formação pessoal deve ser requerida.


Ou então passem-lhes o filme «Dogville» nas aulas de formação… é que o rimmel e as unhas de gel só por si não chegam.


quinta-feira, 2 de julho de 2015

O melhor amigo do homem...

Conhecem bem os meus amigos bloggers a minha incondicional afeição por gatos. Hoje porém é a vez de fazer jus à grande qualidade dos cães:

eles são, de facto, os melhores amigos do homem!

Reparem bem!



quarta-feira, 1 de julho de 2015

Ai Portugal, não te deixes assim vestir!

Há canções intemporais. Esta - entre tantas outras deste e de outros autores de intervenção  - é, de facto, uma delas!  

Tão atual! Senão vejam:


«Ai, Portugal
dar-te conselhos é bem pouco original
(mas) se realmente não quiseres querer-te mal
olha p´ra ti, ó Portugal
e não te deixes assim vestir!

(...)

Porque há coletes que são de forças
por mais que o digam não ser
não te deixes assim vestir
não te deixes assim vestir!»