quinta-feira, 2 de julho de 2015

O melhor amigo do homem...

Conhecem bem os meus amigos bloggers a minha incondicional afeição por gatos. Hoje porém é a vez de fazer jus à grande qualidade dos cães:

eles são, de facto, os melhores amigos do homem!

Reparem bem!



quarta-feira, 1 de julho de 2015

Ai Portugal, não te deixes assim vestir!

Há canções intemporais. Esta - entre tantas outras deste e de outros autores de intervenção  - é, de facto, uma delas!  

Tão atual! Senão vejam:


«Ai, Portugal
dar-te conselhos é bem pouco original
(mas) se realmente não quiseres querer-te mal
olha p´ra ti, ó Portugal
e não te deixes assim vestir!

(...)

Porque há coletes que são de forças
por mais que o digam não ser
não te deixes assim vestir
não te deixes assim vestir!»





terça-feira, 30 de junho de 2015

Finisterra

(Lagoa dos Teixoeiros ou da Mata; Tocha; Cantanhede
onde Carlos de Oliveira viveu)

Recordo sempre «Uma Abelha na Chuva» (19 53) como um dos melhores romances que li. Foi de tal modo que, no fim de uma daquelas excelentes formações que tive em Lisboa sobre essa obra, ainda no âmbito da Reforma Viga Simão, em finais de 70, fui à (saudosa) Sá da Costa, comprei o livro e li-o quase todo de enfiada na viagem de comboio para Leiria.

Há dias li não sei onde que a obra-prima de Carlos de Oliveira em prosa não fora «Uma Abelha na Chuva», nem «Casa na Duna» (1943), mas «Finisterra» (1978). E aí me mandei eu para a Biblioteca Municipal para requisitar o dito romance.

Comecei a lê-lo assim que cheguei a casa e garanto-vos que na página trinta e tal ainda não tinha percebido nada. Só que não era capaz de parar à espera que, ao virar de página ou de linha, me aparecesse uma ponta da meada para começar a (des)enrolar o novelo. Nada!

A voracidade com que li «Uma Abelha na Chuva» foi a mesma com que li «Finisterra». Mas enquanto da primeira vez eu avançava célere para conhecer o enredo, agora, lia para entender a construção da narrativa. Copiei frases, palavras-chave, ideias e quando ao fim da tarde do dia seguinte cheguei ao fim das suas 180 páginas, voltei ao princípio – como tantas vezes me acontece no final da leitura de tantas obras – para completar as notas que avulsamente fui tirando e, saltitando atrás e à frente, reli o livro todo.

Cola-se-nos como o líquido pastoso da gisandra – planta ou mineral? não se sabe – que perpassa toda a obra se cola à casa e à narrativa, enfim.. É que toda aquela arquitetura do romance que se aprendia na faculdade sobre as personagens, o narrador, o espaço, o tempo e a ação cai por terra nesta obra. Trata-se da verdadeira desconstrução do romance numa perpetiva neo-realista da fase tardia do Modernismo em Portugal.

«Finisterra» - fim do mundo – tem como subtítulo «Paisagem e Povoamento» e é toda ela mais descrição da paisagem e da forma como foi povoada pela família em questão. E é dentro dessa descrição algo caótica e enigmática que nos são contados em constantes e nublados avanços e recuos os contornos da família que povoou a paisagem e construiu a casa. [“A casa, vista de fora, impressiona. Fortaleza, resistindo aos impulsos da névoa. Fantástica, também: o halo, o contorno fosforescente…”] A casa está em ruínas como a família – ou o que dela resta e… (não vou dizer como termina…)

O narrador (um ou vários, vá-se lá saber…) tanto fala como narrador (em 3ª pessoa) como personagem (em 1ª pessoa) e isso acontece muitas vezes quase dentro da mesma frase.

As personagens não têm nome, apenas lhes é referido o laço familiar. Há a criança “sentada no osso de baleia” no jardim a desenhar, quase sempre febril, que alterna com o homem adulto (a mesma personagem diga-se) “a vaguear toda a noite” pela casa e “vai a caminho da infância, duplica a própria imagem regressivamente”. Há o pai, a mãe, o tio – a memória do avô povoador, o amigo da família e o executor fiscal – todos apresentados quase como silhuetas rodeadas de névoa e de uma reverberação enigmática.

O leit motiv da narrativa – que é a obsessão de toda a família –  é o registo da imagem: da casa, das dunas, da lagoa, do jardim, quer pelo desenho (a criança), pela fotografia (o pai), pela pirogravura em carneira (a mãe), pela topografia, a maquete (pelo homem adulto – que é afinal a criança e muitas vezes o narrador.) Mas tudo desfocado, moldado pelo orvalho, pela névoa do mar e das dunas, pelo vento, por um halo de luz, pela penumbra, pelos jogos de sombras em labaredas, a madrugada e o crepúsculo.

Tudo muito misterioso, muito enigmático num desconcerto de tempo e de espaço, mas com uma linguagem poética de índole romântica pelo assunto, mas modernista pela forma, num jogo de cores, de luz e contraluz, de fluidez, de bruma e encantamento que fazem lembrar a ambiência dos tempos de Merlin e das maléficas deusas de Avalon.

(Amanhecer na Lagoa dos Teixoeiros, Tocha)

Poderia estar aqui a falar desta obra por mais sei lá quantas páginas, mas não o farei sob pena de…

Quem gostar e se atrever, leia a obra. É um espanto em termos de literatura e de língua. De Língua Portuguesa.


domingo, 28 de junho de 2015

Toca a pedalar para a escola!

Tenho tanta pena de não ter um daqueles programas tipo photoshop ou lá o que é, para fazer montagens de imagens!

E mais pena ainda de o «WeHaveKaosInTheGarden» já não estar ativo. É que dava-me jeito compor uma imagem do (C)rato de olhos em bico a ir de bicicleta para o ministério....

Este extraordinário ministro da Educação, depois de querer pôr os alunos do Secundário a aprender mandarim, quer pôr os alunos a ir para a escola de bicicleta... 

É que no limiar de um novo ano escolar, depois de o que está agora a terminar em que tudo funcionou mal desde a malfadada colocação dos professores até à disparatada azáfama dos exames, o mais premente é, de facto, ensinar mandarim aos alunos e definir a forma como eles se devem deslocar para a escola... 

Como sempre, à portuguesa: ataca-se o acessório e tapa-se o essencial com a peneira...

Entretanto, e para não parecer que estou sempre contra o ministro (C)rato, deixo aqui algumas sugestões para os alunos e para os pais e até para os avós levarem as criancinhas à escola.


Podem pedalar sozinhos.



Ou em grupo.



Pode pedalar o pai.



Pode pedalar a mãe.




Pode pedalar o avô.



E as professoras também podem/devem pedalar...


(daqui)
E porque não o cão?!




Que rica ideia a do ministro (C)rato!!

sábado, 27 de junho de 2015

Je suis grecque!

Aujourd'hui moi, je suis grecque!




sexta-feira, 26 de junho de 2015

Velhices...

Da série «netices»

«gatices», 

agora é a vez das...

«velhices»...

Foi assim: a vizinha chamou-me lá a casa para me mostrar um cortinado de renda e, a propósito, quis mostrar-me mais isto e mais aquilo e andando da sala para a cozinha e daqui para a marquise à procura dos objetos visados, ia dizendo: «Credo! Estou cada vez pior! Pareço uma barata tonta à procura das coisas...»

E eu, querendo de alguma forma mostrar-me algo simpaticamente solidária, contei como nessa manhã tinha posto a chávena com o leite a aquecer no microondas e, ato contínuo, me pus à procura da dita chávena para pôr o leite a aquecer. (E isto foi verdade!)

Mas a vizinha - que até tem menos três anos do que eu! - logo retrucou: «Pois, mas eu, para aquecer o leite, meti a chávena no frigorífico, e pus-me à espera que o microondas tocasse ao fim do habitual minuto.»

Garanto, amigos, que nada disto foi inventado! Antes fosse...



quinta-feira, 25 de junho de 2015

Cuidado com o ego...



Recebi por mail esta imagem algo divertida e lembrei-me do senhor presidente que, na sua deslocação à Bulgária, deu em fazer desabafos no avião.

Primeiro que estava "mais aliviado" com a venda da TAP que fora assinada no dia anterior. E depois, confrontado pelos jornalistas com as críticas da oposição ao seu discurso do Dia de Portugal, o senhor presidente afirmou impante: «depois de ter ganho quatro eleições com mais de 50 por cento dos votos, o meu ego está satisfeito, está no máximo.»

Depois ainda disse mais uma mentirinhas do tipo: cede "zero a pressões venham elas da direita ou da esquerda do centro ou das costas" e que só fala "no superior interesse nacional." - mas isso já nada tem a ver o o seu enorme ego... Digo eu!!