domingo, 10 de maio de 2015

Ing(r)atos!

Sabe, quem por aqui passa, que a minha é uma casa de gatos. Já a minha mãe assim era: gatinhos que apanhasse na rua abandonados e/ou maltratados ela trazia para casa. Eu não os trago para casa, mas os que me aparecem à porta, entram e são acarinhados.


Em vésperas do Natal de há dois anos, entrou-me pela casa dentro este gatão a que chamámos de Lourinho, um doido que faltava em casa de noite e chegava de manhã todo molhado e arranhado. Um dia apanhou um resfriado valente e até teve de ficar internado na clínica veterinária.




Esteve tão doentinho!

Pois no passado verão, enquanto fomos duas semanas de férias, o fulaninho, não obstante continuar a ter a comidinha a horas posta por uma senhora que vem cá exclusivamente para tratar dos meus gatinhos, pirou-se sem dizer mais palavra.

Meses depois, aí por Outubro – até falei nisso aqui – uma vizinha veio trazer-me um gatão que pensava ser o meu Lourinho. Não era. Apesar de ser um bom bocado parecido. Este era deliciosamente mais meigo, vinha muito bem tratado e não fazia xixi na porta… De tão fofo que era/é, chamámos-lhe Miminho. Foi à veterinária fazer o registo e ver de possíveis maleitas. Fez-se dono da casa, tratado com realeza por mim e pela minha neta e respeitado pelas nossas gatas.







Um autêntico miminho...

Então não é que o safado me desaparece sem rasto no mês passado? Dois, três, quatro dias é ausência normal num gato jovem-adulto, mas duas, três semanas já não é. Dei-o por perdido. Com a pena do costume. Até que, um dia destes, vou dar com ele aqui a uns 150 metros na minha rua, ali nuns verdes perlados de margaridas amarelas e papoilas transbordantes de vigor, todo esparramado. Chamei-o: «Miminho!» e não é que o magano vem bamboleante até mim, rebola-se no chão e recebe as festas que lhe prodigalizei na barriga? Veio atrás de mim, feito cãozinho, até casa. Comeu, comeu, limpei-o de bicharada, dormiu, refastelou-se de mimo. Dois dias depois, outra larga ausência.

Sei que se aboletou junto a uma gatinha muito linda chamada Esperança – que está de esperanças mais vezes do que gostaria – e que pára por ali nos verdes campos. De cada vez que ali passo e o vejo, chamo-o, vem atrás de mim feito cãozinho, come, come, limpo-o de bichos, descansa e volta para lá.


Esta é a Esperança

In(g)ratos estes gatos! Mas o amor tem destas coisas, não é verdade?

sábado, 9 de maio de 2015

Dia de anos

É só para dizer que hoje fiz 8 anos!




Beijinhos da Elisa.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Casamento no céu

Porque rir é preciso ...

Esta hoje é dedicada ao nosso amigo Pedro Coimbra...




Um casalinho seguia no seu automóvel para a igreja onde iam casar quando são abalroados por um camião e morrem ambos.

Vão para o céu onde são recebidos por S. Pedro a quem perguntam se não seria possível casarem no céu já que não o tinham feito na terra.

S. Pedro disse que sim e que trataria pessoalmente de satisfazer tão nobre pedido.

Passaram 3 meses e nada! Foram ter com S. Pedro e perguntaram-lhe o que se passava, ao que ele respondeu:

– Não se preocupem, pois eu estou a tratar do assunto, não está esquecido.

Passaram-se 2 anos e casamento, nicles! S. Pedro, uma vez mais, assegurou-lhes que estava a tratar do assunto.

Finalmente, passados 20 anos, vem S. Pedro a correr com um padre e dirige-se ao casalinho:

– Vamos, chegou a hora!

Fez-se o casamento e foram felizes durante algum tempo, mas passados uns meses foram ter com S. Pedro e disseram-lhe que as coisas não estavam muito bem e que pretendiam divorciar-se.

– Pode conseguir-nos isso aqui no céu?

E S. Pedro responde:

– Estão a brincar comigo ou quê? Levei 20 anos a encontrar um padre aqui no céu. Como é que vou agora encontrar um advogado?

Bom fim de semana!!


quinta-feira, 7 de maio de 2015

Para memória futura

Em defesa dos funcionários públicos - a quem muito "boa gente" atribui - juntamente com os reformados, também conhecidos pelo grupo da «peste grisalha» - as culpas pelo buraco financeiro do país (que nada tem a ver com as golpadas do BPN e outras quejandas, claro!) e para que nos lembremos quando formos votar lá para o outono.


















E aí vem-nos à mente o velho poema de Brecht que já aqui deixei antes.




quarta-feira, 6 de maio de 2015

Pátria

«Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas. (...)»

Retrato feito há mais de cem anos por Guerra Junqueiro e, no entanto, tão atual ainda...
Que sufoco!!

terça-feira, 5 de maio de 2015

Sempre a aprender

Dei aulas de Português a uma doce e simpática senhora canadiana de Picton, Ontário, durante cerca de três anos enquanto viveu aqui em Leiria, casada com um português. Sempre me elogiou – exageradamente, claro! – a minha maneira de ensinar e a minha enorme paciência. Ficámos amigas; mesmo muito amigas.

Hoje recebi dela (mais) um simpático mail dedicado a todos os seus professores desde os seus primeiros tempos e a todos os seus amigos que são professores e a mim própria dizendo que “esta semana celebram [no Canadá] os professores todos porque todos merecem ser celebrados”, que “este mundo é um mundo melhor porque existem pessoas como vós todos, professores.Todos vós sois únicos e muito especiais [diz ela] e cada um de vós fez uma diferença na minha vida.”

Pensei que seria mais uma das maravilhosas tradições canadianas e pus-me a investigar. Fiquei a saber que a PTA – Parents – Teachers Association – instituiu, desde 1984, a semana Teacher Appreciation Week (Semana de Apreço aos Professores) que se celebra na primeira semana de Maio e tem por objetivo agradecer e elogiar os homens e mulheres que dedicam as suas vidas, a sua paixão e os seus saberes a educar crianças e jovens.

A National PTA foi fundada em Washington DC, em 1897, tendo passado a existir PTA(s) em vários países de língua inglesa e em muitas universidades.

A minha querida amiga canadiana distinguiu-me como uma das professoras a celebrar nesta semana e enviou-me alguns tags carinhosos. Uma verdadeira querida! 








segunda-feira, 4 de maio de 2015

Divirtam-se! Boa semana!

Entrada especialmente dedicada ao Ricardo Santos (que tanta música nos dá ...) e a todos os meus amigos e amigas que se deliciam com um bom enfiamento de musiquinhas saltitantes...





Divirtam-se!
É uma boa forma de começar a semana!