domingo, 1 de fevereiro de 2015

Io sono il vento

Com os alertas laranja - estou mesmo a falar de meteorologia... - com a forte agitação marítima que se fez sentir aqui pelo litoral e com as rajadas de vento que ontem abanaram as gelosias das janelas do meu quarto, lembrei-me  desta canção que foi apresentada no Festival de San Remo de 1959 e tantas versões teve.

A versão original é poderosa e muito ao gosto dos anos 50.




A edição feminina é de igual modo poderosa. Há a versão mexicana pelas Hermanas Navarro, e a brasileira de Mário Augusto. Mas eu fico-me pelo italiano. 

Espero que gostem... e também espero que o vento (e a chuva e o frio) abrande...




Boa semana!

Alemanha




Difícil confiar numa nação que, no espaço de menos de 50 anos, provocou duas sangrentas Guerra Mundiais.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A estupidez à solta

Normalmente não gosto das crónicas que Vasco Pulido Valente escreve no Público nas quais, altivamente, ele dispara em todas as direcções zurzindo, à esquerda e à direita, os seus odiozinhos de estimação que, de uma maneira geral, não correspondem aos meus…  Desta vez, porém, diz na sua crónica de hoje exactamente aquilo que eu penso e defendo e fá-lo de forma tão “assertiva” dentro daquele seu estilo contundente e feroz (que tantas vezes me irrita…) que não resisto a citá-lo aqui.

Diz ele:


«Dezenas de analfabetos que gostam de se dar ares fizeram um escândalo com o aparente excesso de erros de ortografia, pontuação e sintaxe dos 2490 professores que se apresentaram à “Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades” (PACC). Deus lhes dê juízo.

Para começar, não há em Portugal uma ortografia estabelecida pelo uso ou pela autoridade. Antes do acordo com o Brasil – um inqualificável gesto de servilismo e de ganância –, já era tudo uma confusão. Hoje, mesmo nos jornais, muita gente se sente obrigada a declarar que espécie de ortografia escolheu. Pior ainda, as regras de pontuação e de sintaxe variam de tal maneira que se tornaram largamente arbitrárias. Já para não falar na redundância e na impropriedade da língua pública que por aí se usa, nas legendas da televisão, que transformaram o português numa caricatura de si próprio; ou na importação sistemática de anglicismos, derivados do “baixo” inglês da economia e de Bruxelas.

De qualquer maneira, a pergunta da PACC em que os professores mais falharam acabou por ser a seguinte: “O seleccionador nacional convocou 17 jogadores para o próximo jogo de futebol (para que seria?). Destes 17 jogadores, 6 ficarão no banco como suplentes. Supondo que o seleccionador pode escolher os seis suplentes sem qualquer critério que restrinja a sua escolha, poderemos afirmar que o número de grupos diferentes de jogadores suplentes (é inferior, superior ou igual) ao número de grupos diferentes de jogadores efectivos.” Excepto se a palavra “grupo” designar um conceito matemático universalmente conhecido, a pergunta não faz sentido. Grupos de quê? De jogadores de ataque, de médios, de defesas? Grupos dos que jogam no estrangeiro e dos que, por acaso, jogam aqui? Não se sabe e não existe maneira de descobrir ou de responder. O dr. Crato perdeu a cabeça.

Na terceira pergunta em que os professores mais falharam, o dr. Crato agarrou nas considerações tristemente acéfalas de um cavalheiro americano sobre “impressão e fabrico” de livros. Esse cavalheiro pensa que há “livros em que a beleza é um desiderato” (ou seja, a beleza do objecto) e outros “em que o encanto não é factor de importância material” (em inglês, “material” não significa o que o autor da PACC manifestamente julga). E o homenzinho acrescenta pressurosamente: “Quando tentamos uma classificação, a distinção parece assentar entre uma obra útil e uma obra de arte literária”. A obra de arte pede beleza ao tipógrafo (ao tipógrafo?), a obra útil só pede “legibilidade e comodidade de consulta”. Perante este extraordinário cretinismo, a PACC exige que os professores digam se o “excerto” “ilustra” os dois termos de uma comparação, o primeiro, o segundo ou nenhum deles. 

Uma pessoa pasma como indivíduos com tão pouca educação e tão pouca inteligência se atrevem a “avaliar” alguém.»

(sublinhados meus)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Arte do esfreganço

Esta sim é a verdadeira arte do esfreganço! Senão vejam....













Estavam a pensar em quê, seus marotos?! 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

É preciso (des)acreditar!

É isso mesmo que o ministro (C)rato quer: desacreditar os professores (da escola pública) aos olhos da população. E vai conseguindo. Os jornais, impantes, lá anunciaram em primeira página, que «mais de um terço dos professores chumbaram na prova de avaliação». E nos telejornais lá apareceu um qualquer representante do Instituto de Avaliação, organismo responsável pela elaboração da dita prova, a dizer, com um ar zombeteiro, que «vamos lá!...» professores que não entendem a interpretação de um texto ou um cálculo deixam muito a desejar…

Já aqui disse e repito: exerci a carreira nos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico durante 40 anos sempre com bons resultados, desempenhei cargos de chefia intermédia e de topo durante vários desses anos, cheguei a ser chefe de divisão numa Coordenação de Área Educativa, fui formadora de professores e, garanto-vos, que teria chumbado se me tivessem obrigado a passar por semelhante prova(ção)!

Depois veio o ministro (C)rato em defesa desta forma de testar as competências dos professores dizendo que é como o exame para a carta de condução – confesso que não entendi a arrevesada comparação, mas é como digo, não teria competências para obedecer ao perfil que o senhor ministro  delineou para se ser professor…

Que a intenção do senhor ministro (C)rato para escolher os professores com menos de cinco anos de experiência sabemos nós muito bem qual é! Não tem objectivos de qualidade coisa nenhuma! Tem o objectivo de se descartar de uma boa quantidade de professores que já serviram nas escolas na qualidade de contratados e, por outro lado, o objectivo de denegrir a imagem dos professores e da escola pública junto da opinião pública. Mostrar que eles são ignorantes, não prestam, e por isso os alunos não conseguem alcançar o almejado sucesso educativo.

Porque é que os professores das escolas privadas não têm de passar por este crivo tão irregular? Como será que os directores dos colégios escolhem os “professores de qualidade” que lá têm sem lhes aplicarem a prova?

E será que o irónico senhor representante do IAVE, ou o senhor ministro (C)rato, ou o senhor PM Coelho ou até, quiçá, o senhor presidente que ocupa o Palácio de Belém teriam passado se lhes tivessem aplicado equivalente prova de comportamentos e competências sem lhes darem a conhecer antecipadamente as rasteiras, as confusões e a abrangência desnecessária das matérias visadas? Muito provavelmente, não!

Entretanto, ao contrário do que diz a canção, é preciso desacreditar, fazer desacreditar…




segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

51 anos

Não! Não sou eu que faço 51 anos... Isso já aconteceu há... algum tempo...

Os «meus» Diamantes, estes...



... fizeram ontem 51 anos de existência. E, uma vez mais, lá se juntaram muitos amigos num simpático almoço-festa para lhes cantarem os parabéns. 

Depois, a habitual animação.






À qual aderimos em massa e em força...







Parabéns, meus amigos!


domingo, 25 de janeiro de 2015

(No) Satisfaction!

Não eram dos meus preferidos, mas tinham canções muito boas. E esta é uma delas. Daquelas que me/nos fizeram passar belos momentos nas festas dos good, old sixties...

Hoje é assim que me sinto: «I can't get no satisfaction»...






Boa semana (anyway...)