domingo, 7 de dezembro de 2014

Primeira mensagem de Natal

Pela primeira vez na minha vida não me apetece que seja Natal.
Mau de mais tratando-se de uma fã incondicional desta época... Ainda nem decorei a casa, nem armei a árvore.

(Parafraseando a minha amiga Rosa dos Ventos, apetecia-me pôr a cabeça debaixo dos cobertores e acordar lá para ... sei lá quando...)


Há que fazer um esforço (porque os outros não têm obrigação de aturar os meus estados depressivos) por isso aqui fica a minha primeira mensagem de Natal.




sábado, 6 de dezembro de 2014

Enigma...

O enigma de hoje é de fácil descoberta - as dicas são por de mais evidentes. Só não vê quem não quer ver...

... que é o caso da nossa (in)Justiça...

Ora aí vai:

VIVE NO ESTORIL...  
E a "justiça" nunca mais o encontra...

Como a memória de alguns portugueses é MUITO CURTA, só se lembra do que se passou ontem, é conveniente que leiam e divulguem! Para avivar as memórias dos mais distraídos...

VIVE no ESTORIL, NUMA DAS CASAS QUE ERA DO EMPRESÁRIO JORGE DE MELO
(na Quinta Patino) e, ao que consta, é também proprietário de mais um lote anexo (tudo em nome de sociedades offshore).

VIVE, SEM SE ESCONDER, numa mansão no Estoril, bem perto da escola de hotelaria: uma excelente piscina sempre aquecida, um jardim, casa de bonecas para a neta, ar condicionado (vindo de um pais nórdico) e um casal de caseiros, vindos da Colômbia expressamente para o cargo (muito úteis, pois não sabem uma palavra de português).
A esposa atual (durante muitos anos, uma das muitas amantes que tinha e a quem oferecia carros topo de gama) esbanja em compras para ela e amigos (botas, roupas, animais - cada coisa na ordem dos 600 euritos, simples prendinhas numa tarde de ida às compras).

Oferece jantares em restaurantes «in», caça no Alentejo com amigos, passeia às descaradas por Cascais e pelo Estoril.

Tem um bruto empreendimento em Cabo Verde, na ilha do SAL
(O Sal é aquela ilha, onde o BPN criou umas "sucursais" e um banco mais ou menos virtual, com que se faziam umas operações de lavagem de dinheiro e fugas ao fisco..).

Esteve, pois, ligado ao BPN, aquele banco que estamos a pagar. E possui uma editora à frente da qual está a excelsa Zita Seabra. Gente ilustre é outra coisa.

MAIS UMAS DICAS:

0 - Tem um processo de investigação em curso
1 - Negou coisas que o seu chefe disse
2 - Esteve muito ligado a um grande partido
3 - Sabe fazer umas cantarolas
4 - Também sabe jogar golfe
5 - Desde há uns meses nunca mais se ouviu falar dele

De quem falamos?

(...ver resposta abaixo...)

Mais umas  para refrescar as memórias:

Há trinta anos, um simples advogado "pé rapado" de Coimbra, a viver atualmente à grande e à fartazana, à custa da impunidade que grassa neste Portugal.

Alguém dá por ele na nossa imprensa?

É fácil fazer esquecer um roubo superior a mais de 5 mil milhões de euros, quando se tem amigos bens instalados.


Trata-se de um dos presentes da foto abaixo. Quem é? Quem é?




sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Esta gente/Essa gente

O que é preciso é gente
gente com dente
gente que tenha dente
que mostre o dente

Gente que não seja decente
nem docente
nem docemente
nem delicodocemente

Gente com mente
com sã mente
que sinta que não mente
que sinta o dente são e a mente

Gente que enterre o dente
que fira de unha e dente
e mostre o dente potente
ao prepotente

O que é preciso é gente
que atire fora com essa gente

Essa gente dominada por essa gente
não sente como a gente
não quer
ser dominada por gente

NENHUMA!

A gente
só é dominada por essa gente
quando não sabe que é gente

(Ana Hatherly)


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Gosto dele é gingão!

Ouvi hoje de manhã na rádio. Sabem que não sou grande fã do fado, mas a este achei piada por ser brincalhão e saltitante. É que para mim o fado é como o jazz: à partida digo que não gosto de jazz porque me aborrecem – irritam-me mesmo, como o canto de alguns pássaros – os sons repetitivos e estilhaçados como se de arestas se tratasse do saxofone ou mesmo do piano ou as vozes secas e metálicas que muitos cantores de jazz gostam de forçar, nomeadamente as mulheres cantando o chamado jazz contemporâneo em português. Mas se me perguntarem se gosto de Glenn Miller, sim, adoro! Se me perguntarem se gosto dos blues e do jazz dos pretos de New Orleans da primeira metade do século XX, sim, adoro! Se me perguntarem se gosto de Louis Armstrong, de Otis Reding, de Ray Charles, de Frank Sinatra, de Nat King Cole, sim, adoro!!

Com o fado é a mesma coisa. Se me perguntarem se gosto de fado, a minha primeira resposta é «Não». Na minha infância o fado era doentio, queixinhas, por de mais dramático, deprimente, cinzento – como a alma dos portugueses nessa época (e se calhar na actual também, mas enfim…). O fado era o Marceneiro (que nunca consegui ouvir) o Carlos Ramos (um chato!) o Fernando Farinha (o miúdo da Bica) e a Amália (cuja voz comecei a apreciar apenas há meia dúzia de anos) que achava fascizante com aquela medonha ”Casa Portuguesa” que pretendia mostrar como era bom viver numa casinha portuguesa modesta, pobrezinha e assim. Eu era miúda, mas intrinsecamente detestava!... E, por oposição (tantas coisas senti e defendi na vida por oposição!) gostava do fado gingão, divertido, folgazão que nos fazia sentir como um povo vivo. Fado do tipo A Casa da Mariquinhas, do Zé da Samarra com a amante ao seu lado, do Eh pá, não fiques calado e outros de que já nem me lembro (isto foi nos anos 50). Claro que depois passei a apreciar o fado cantado por Maria Teresa de Noronha, por Vicente da Câmara, depois por Carlos do Carmo, Paulo Bragança, Camané e assim…

Bom, mas voltando ao começo: ouvi hoje na rádio e achei graça por ser divertido e gingão, bem ao meu gosto - o Fado da Procura pela Ana Moura.



E, já agora, também vou deixar aqui a nova versão da Casa da Mariquinhas, toda modernizada, pela Gisela João, que ouvi há dias e achei uma graça… Espero que gostem.





quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Parabéns, Zezito!

Ainda há pouco era assim...



... e já passaram seis anos!


Parabéns, Zezito!
Possa sempre o Sol brilhar sobre ti!



terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Desobediência civil



"Desobediência civil não é o nosso problema. O nosso problema é a obediência civil. O nosso problema é que pessoas por todo o mundo têm obedecido às ordens de líderes e milhões têm morrido por causa dessa obediência. O nosso problema é que as pessoas são obedientes por todo o mundo face à pobreza, fome, estupidez, guerra e crueldade. O nosso problema é que as pessoas são obedientes enquanto as cadeias se enchem de pequenos ladrões e os grandes ladrões governam o país. É esse o nosso problema."

(Ramalho Eanes)


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

1º de Dezembro




Dia em que se celebra quem conseguiu atirar com os traidores pela janela fora!
Terá sido por isso que este "governo" quis apagar este dia da memória das pessoas? (medo que lhes pudesse acontecer o mesmo, sei lá!)

Por mim acho que cortaram este dia de celebração da liberdade do naipe dos feriados embora, no fundo, no fundo, tivessem vontade de cortar o feriado do 25 de Abril...

Porém, sinto que este foi o último ano em que o 1º de Dezembro não foi celebrado de forma descansada e, parafraseando a Teté, conto com a dita "defenestração eleitoral" para que assim aconteça!



Restauremos o 1º de Dezembro!!