segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Chegou o Outono!

Pois serve a presente para informar que o outono chegou hoje finalmente a Leiria. Hoje, dia 3 de Novembro, aí pelas doze horas. Apesar das árvores acastanhadas e de laborarmos já na chamada hora de Inverno, temos tido sol e temperaturas próximas dos 30º e as pessoas têm continuado a frequentar as praias como se de Agosto se tratasse.

Hoje foi assim.




Por isso, espalhem a notícia...



domingo, 2 de novembro de 2014

Barcos da Vieira

Não resisto aos barcos de pesca da Vieira. Fazem parte do imaginário da minha infância. 
Fiquei, tinha os meus sete anos, absolutamente marcada pelo colorido, pelo tamanho que me parecia desmedido, pela quantidade de remos que os movia, pela alta quilha viking dos barcos que, cheios de homens, se faziam àquele mar alteroso e medonho. 

E aquele vigor brutal das mulheres que, com os seus canos de lã, e com uma força que iam buscar não sei onde, entravam mar adentro para puxarem, com a ajuda das juntas de bois, as redes e os próprios barcos. Não esqueço o barulho do mar e a toada dos homens e das mulheres (que ainda sou capaz de trautear) naquele trabalho ingente de tirar os barcos do mar, cheinhos de peixe!

Eram assim.





Agora restam as miniaturas. E, mesmo a essas, dificilmente resisto.  Vi-as na Junta de Freguesia.






Também são o ex-libris da praia.



Apetece relembrar o poema

«Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal...»


sábado, 1 de novembro de 2014

A Balada de Bonnie and Clyde

Por falar em filmes "daquele tempo", uma década depois de «Gata em Telhado de Zinco Quente» que "vimos" ontem, quem se lembra de ter visto «Bonnie and Clyde» com a belíssima Faye Dunaway e o galã Warren Beatty?

Ora vejam se se lembram.





Soube hoje pelo Henriquamigo da Travessa do Ferreira que já estão a filmar a versão portuguesa e o cartaz até já foi lançado.




E porque hoje é sábado, ainda deixo aqui a Balada de Bonnie and Clyde, na versão original dos bons velhos anos 60.


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Dos pares mais bonitos de Hollywood

No tempo em que o cinema era rei e em que os cinemas eram edifícios respeitáveis e elegantes com salas amplas e brilhantes de luzes e o flagelo das pipocas não tinha ainda sido instituído, o nosso sábado à noite era muitas vezes gasto em idas ao cinema. 

Porque hoje é sábado, convido-vos a rever um dos pares mais bonito de Hollywood.






Um dos filmes mais marcantes dos anos 50 e um dos filmes da minha vida. Todos se lembram do título, não é verdade?

Bom fim de semana e, já agora, bons filmes.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Here, there and everywhere

Um momento romântico, hoje. (Hoje e sempre porque sou e serei sempre uma romântica...) 

Porque me foi enviada por um amigo especial. 

Lembrar é viver de novo e isso torna-nos mais jovens.






quarta-feira, 29 de outubro de 2014

No alto da serra

Imaginam-se a viver numa casa destas?



Ou destas?





Ou ainda desta que até tem um moinho lá dentro?



A vista é esta, até ao mar.



E o acesso é mais ou menos assim.




No alto da serra de Aire e Candeeiros,




E cá estão eles, moinhos de habitação. 








E também há lá muitos destes.




Belo para lá passar um fim de semana de descanso. Mas acho que morria se tivesse de lá viver sempre. De claustrofobia...


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Não há machado que corte...

Depois de ter sido mandado calar no DN, Baptista-Bastos escreveu na semana passada, no Jornal de Negócios, a crónica que aqui transcrevo hoje e que devemos ler com atenção.



A voracidade destrutiva do grupo de Passos Coelho é a maior tragédia que tombou em todos nós, os que trabalham, desde o 25 de Abril.

A sociedade portuguesa está cada vez mais pesada e trágica. A entender o que diz, ou sussurra, ou omite o Orçamento do Estado, a miséria vai aumentar para os mais desprotegidos, e a reposição de 20% dos cortes aos funcionários não passa de uma decisão ultrajante. O Governo está a cair aos pedaços fétidos e não pára de ferir fundo aqueles de nós, como eu, com perdão da palavra, que têm de continuar a trabalhar ou a biscatar para sobreviver.

A voracidade destrutiva do grupo de Passos Coelho é a maior tragédia que tombou em todos nós, os que trabalham, desde o 25 de Abril. Temos de repetir esta evidência até que a voz nos doa. Agora, alguns dos patrões que enriqueceram com as benesses e as facilidades propiciadas por este Executivo, já começam a recalcitrar. A própria direita, corporizada em Paulo Portas, percebe que o chão lhe está a fugir, mas metem nojo, por exemplo, as declarações de Lobo Xavier, um dos homens de mão do Belmiro de Azevedo, ou as patetices de Nuno Melo (parece ser assim o nome do desenvolto) quando proclama a melhoria de vida dos portugueses. O Governo está em estilhaços, as malfeitorias que pratica não cessam, e o Orçamento do Estado constitui um ultraje ignominioso, a crer nos economistas e em toda a oposição. O próprio António Saraiva, patrão dos patrões, começa a não poder esconder o mal-estar que se lhe apossou, independentemente de estar visivelmente doente.

Mas a questão central continua a mesma: e depois de Passos, que decisões tomará o novo Governo, ante este caos económico, moral, social e cultural?

Às vezes, muitas vezes, penso quais serão as conversas que o primeiro-ministro terá em família? E a família ficará infensa à gritaria, aos protestos, ao caudal de desemprego, de fome de miséria que se estende pelo País?

Claro que o futuro de Passos estará sempre garantido, e o espectro do desemprego não tocará nunca no batente da sua porta. Deixa, atrás de si, um país que destruiu, e cujos escombros são a trágica afirmação de uma prática governamental pautada pela mais atroz incompetência. Os seus amigos serão a senhora Merkel, o senhor Juncker e o sinistro dono das finanças alemão, cujo nome me causa engulhos, e que foi o grande patrocinador desta macabra experiência político-económica. O ministro Gaspar já está arranjadinho, e só não passa à história como biltre porque os portugueses são esquecidos, fazem-nos esquecer ou negligenciam a sua pessoal sobrevivência.

A preguiça mental e social e a cobardia nascida da indiferença são as causas gerais da nossa decadência. Há restos de dignidade e de decência, como a que corresponde a atitude de Maria Teresa Horta, grande poetisa e grande carácter, que recusou receber, das mãos de Pedro Passos Coelho, o prémio da Casa de Mateus, enquanto um "escritor" inexistente, arfante de alegria, foi medalhado pelo dr. Cavaco, com esfuziante entusiasmo e pouca-vergonha a condizer, servindo de berloque à direita mais sórdida.

António Costa, presumível primeiro-ministro, vai estar em terreno armadilhado. Só o apoio das forças de esquerda poderá impedir o que se prevê. A imprensa está a mudar de donos, e criaturas estipendiadas são colocadas em lugares-chave da comunicação social, perante a impávida disposição das Redacções.

Apesar deste caos moral e social, e das minhas apreensões ante o panorama, continuo a acreditar que possuímos forças suficientes para enfrentar a avalanche. Não podemos é desistir. Desistir, nunca, e em circunstância alguma.



NOTA A TEMPO - Aproveito para agradecer aos leitores que se interessaram pela minha saúde, na semana passada. E, também, a todos aqueles, às centenas, indignados com um percalço de que fui protagonista. A saúde foi um transtorno passageiro. No outro caso, recorro a Carlos de Oliveira: "Não há machado que corte / a raiz ao pensamento."