sábado, 10 de maio de 2014

É hoje!

É hoje que os "meus" Diamantes vão voltar ao Centro Cultural Olga Cadaval em Sintra, desta vez para celebrarem os 50 anos de vida e de música.


Tiveram direito a outdoor no IC 19...




E até a Câmara Municipal lhes atribuiu a medalha de mérito que lhes vai ser entregue durante o espetáculo.

E, claro, eu vou lá estar...

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Cu-cu!!


Cu-cu!!

É só para dizer que hoje já faço sete anos!!

Elisa.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Coisas de Maio

O mês de Maio é belo de mais!!
















PRIMAVERA

É Primavera agora, meu Amor!
O campo despe a veste de estamenha;
Não há árvore nenhuma que não tenha
O coração aberto, todo em flor!

Ah! Deixa-te vogar, calmo, ao sabor
Da vida... não há bem que nos não venha
Dum mal que o nosso orgulho em vão desdenha!
Não há bem que não possa ser melhor!

Também despi meu triste burel pardo,
E agora cheiro a rosmaninho e a nardo
E ando agora tonta, à tua espera...

Pus rosas cor-de-rosa em meus cabelos...
Parecem um rosal! Vem desprendê-los!
Meu Amor, meu Amor, é Primavera!...


 (Florbela Espanca, 1934)



quarta-feira, 7 de maio de 2014

Chocante!

Confesso (com algum pudor embora) a minha ignorância, mas nunca tinha ouvido falar na terrível realidade descrita hoje no jornal pela jornalista brasileira Daniela Arbex, que passou para livro a história, a horrível lembrança, para que conste e para memória futura, do que foi viver (e morrer) no hospital psiquiátrico Colónia, na cidade de Barbacena em Minas Gerais, Brasil ao longo de 50 anos.

O livro tem o nome de “HolocaustoBrasileiro” e foi escrito a partir do testemunho dos poucos sobreviventes daquele autêntico campo de concentração.




O dito hospital psiquiátrico foi inaugurado no início do século XX e, até aos anos trinta, terá funcionado normalmente. Com o advento da ditadura e com a sobrelotação que passou a ter, porém, aquele espaço tornou-se num verdadeiro depósito dos indesejáveis. Apenas 30% dos doentes teriam problemas psiquiátricos, os restantes, os indesejáveis, chegavam a Barbacena no “trem do doido” sem diagnóstico e eram «meninas violadas, grávidas dos patrões, mulheres que os maridos já não queriam para ficarem com as amantes, alguém simplesmente tímido», qualquer pessoa que tivesse um comportamento social não aceitável.
Essas pessoas passavam a viver uma vida degradante: «as camas foram substituídas por uma espécie de palha para criar mais espaço», andavam nus porque não havia roupa suficiente, «a comida era escassa e as condições de higiene inexistentes». Homens, mulheres e crianças eram torturados com choques eléctricos pelos guardas que era a forma que eles encontravam para os conter.





Estima-se que tivessem morrido à volta de 60 mil pessoas em 50 anos de violência vivida no Colónia. Um verdadeiro holocausto que apenas acabou nos anos 80, quando a ditadura terminou no Brasil.





Verdadeiramente chocante o que a natureza humana consegue fazer aos seus iguais!

terça-feira, 6 de maio de 2014

Os Memoráveis



É sabido que me agrada muito ler Lídia Jorge. Desde que tomei conhecimento do seu nome pela «Conta Corrente» do admirável Vergílio Ferreira. Li vários dos seus romances todos atinentes a temas marcantes da vida e da história do país. Todos muito bons. Todos muito bem arquitetados, todos muito bem escritos. Não posso dizer qual o que achei melhor no seu todo, mas aquele de que mais gostei foi «O Vale da Paixão» que pinta a saga de uma família no Algarve rural.

Nestas últimas semanas detive-me a ler «Os Memoráveis» e adorei! É, de longe, o mais conseguido dos seus romances – talvez depois de «A Costa dos Murmúrios», mas mais maduro que este em termos da arquitetura do romance e, mais importante ainda (pelo menos na minha ótica) na maestria da palavra.

Não adianta deixar aqui apontamento sobre a trama do romance porque isso encontra-se facilmente na mais básica pesquisa na net ou lendo a contracapa do livro. Além de que é sabido que se trata de uma revisitação ao que aconteceu na noite de 24 para 25 de Abril de 74 contada por uns tantos dos responsáveis pelo golpe e por dois poeta, passados trinta anos. E aí é que está a ficção, a originalidade e a perfeição de um romance de qualidade.

Dois aspectos de grande interesse e novidade no plano da narrativa – na minha simples opinião: primeiro, as alcunhas escolhidas para cada um dos «memoráveis» que a narradora decide entrevistar para dar o seu testemunho sobre as circunstâncias do golpe e que, tirando duas ou três exceções, dificilmente serão identificadas pelo leitor; e depois as máscaras de anti-herói (com as suas decepções, as suas fragilidades, os seus dilemas) com que cada um dos «memoráveis» nos é apresentado trinta anos depois daquele feito heróico por eles perpetrado naquela noite de Abril de 74.

No plano da abordagem à realidade, de notar a quase colagem à sequência dos acontecimentos hora a hora que levaram à realização cabal do golpe, embora em modalidade de puzzle que se ia completando à medida que a narrativa avança e, por outro lado, a impressão digital da autora no desenvolvimento da entrevista à viúva de Charlie 8 e a forma quase violenta e sarcástica como é tratado o facto de lhe ter sido negada uma pensão por serviços distintos enquanto uma idêntica foi atribuída, nesse mesmo prazo, a dois pides. Outro aspeto bem repisado ao longo da obra é a noção de que, quer na preparação, quer na operacionalização do golpe, nenhum dos intervenientes queria ser reconhecido acima dos outros, que «todos somos capitães» - dizia Charlie 8 e que cada um mais não era do que um entre os cinco mil que estiveram envolvidos no «milagre», no dizer do “Oficial de Bronze”- «porque havia cinco mil efectivos dispersos no terreno, mas unidos pela amizade».

A trama, que entrecruza o plano histórico com o plano familiar da narradora, está por de mais bem urdida mas há episódios tão fortes, tão intensos, tão complexos apesar de nos serem apresentados simplesmente, que senti, por vezes necessidade de voltar atrás e reler alguns trechos para sentir o pulsar dos acontecimentos e ligar o puzzle da teia.

Muito, muito mais haveria a dizer sobre esta obra tão emblemática mas escrita com o coração, mas não quero nem devo alongar-me. E, apenas para deixar a marca de esperança que este livro pretende deixar no ar e para os vindouros, transcrevo o poema “Um Dia” que o poeta Francisco Pontais – que, curiosamente, tem uma perspetiva bem crítica do que realmente foi aquele dia de Abril – sobre o mesmo compôs:

«Um dia os rapazes serão louvados
Hão-de passar entre multidões floridas.
Levarão riso na boca e os braços levantados.

Um dia os rapazes hão-de ser punidos
Pelos males que hão-de vir dos quatros pontos cardeais.
Terão latrinas derramadas nos portais.

Um dia esses heróis serão esquecidos
Os seus nomes alinhados entre conchas e espinhas.
Hão-de constar de uns livros nunca lidos.

Mas um dia, esse dia será o dia do idílio.
Os rapazes ainda não desistiram de soltar os braços dos escravos.
E os escravos ainda não renegaram a cor dos cravos.

Ainda estamos no princípio desse dia.»


segunda-feira, 5 de maio de 2014

As 50 sombras de Grey...



... em versão alentejana...

«Quatro alentejanos costumam ir pescar há muitos anos, sempre na mesma época, montando um acampamento para o efeito.

Este ano, a mulher do João bateu o pé e disse que ele não ia. Profundamente desapontado, telefonou aos companheiros e disse-lhes que, desta vez, não podia ir porque a mulher não deixava.

Dois dias depois, os outros chegaram ao local do acampamento e, muito surpreendidos, encontraram lá o João à espera deles e com a sua tenda já armada.

- Atão, João, comé que conseguisti convencer a tua patroa a deixar-te viri?

- Bêm, a minha mulheri tên estado a ler "As Cinquenta Sombras de Grey" e, ontem à nôte, depois de acabar a última página do livro, arrastô-me para o quarto.

Na cama, havia algemas e cordas!

Mandô-me algemá-la e amarrá-la à cama e opois disse: «Agora, faz tudo o que quiseres...»


E Ê ... VIM PESCARI !!!»


Há que riri, né?!


domingo, 4 de maio de 2014

Mães

No Dia de todas as Mães.





















Não sei se COELHO tem mãe...