quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O meu Eduardo

Este carocho com estes olhos de maroto faz hoje três anos.




E foi assim lá na escolinha.




O bolo com os seus bonecos preferidos.




E devia estar muito bom!




Parabéns, meu querido!!


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O Rio Lis

Chove, chove, chove! Chove há três meses. Toda a noite e toda a manhã choveu, choveu, choveu. E o rio aqui na vizinhança transbordou.





As garças ao fundo









Rio Lena - Barosa (Ponte das Mestras)

A inteligente reorganização administrativa Relvas ligou as freguesias de Marrazes e de Barosa que, por acaso nada têm a ver uma com a outra (mas isso também não interessa nada!) e que por acaso o único ponto de ligação física que têm é a pequenina ponte da Cabreira. Ora hoje, a nova freguesia viu-se separada e dividida em dois porque o rio, zangado com (mais) aquela decisão política, extravasou e cortou a única passagem aos fregueses forçadamente unidos ...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

E agora divirtam-se!

Tomei conhecimento hoje pelo facebook (que para mim por acaso não funciona como uma agência de namoros, ao contrário do Miguel Sousa Tavares) do Zodíaco Celta. Mais um, para além do chinês e do nosso, do astral. 




Agora imaginem a confusão que se pode produzir na minha cabeça: por esta tabela, sou Raposa, pelo chinês sou Rato e pelo astral sou Carneiro! Afinal com qual dos animaizinhos hei de eu identificar-me?

E os/as meus/minhas amigo/as a que categorias pertencem?

Fica aqui a tabela do Zodíaco chinês para poderem situar-se no caso de nunca terem pensado no assunto...




Ah! E, já agora, ficam aqui também as características para se conhecerem melhor...


E agora situem-se, divirtam-se e digam qualquer coisa...


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Pedro e Inês

Revisitando o imponente Mosteiro de Alcobaça, impossível não revisitar os trágicos amores de Pedro e Inês.

“Mandou D. Pedro obrar um muymento de alva pedra, todo muy sutilmente lavrado, pondo, elevada sobre a tampa de cima a imagem della com coroa na cabeça como se fôra Rainha; e este muymento mandou pôr no Mosteiro de Alcobaça, não à entrada onde jazem os Reys, mas dentro da Igreja, à mão direita, junto da Capela Mor, e fez trazer o seu corpo do Mosteiro de Santa Clara de Coimbra, onde jazia, o mais honradamente que se fazer pode; porque ele vinha em umas andas muy bem preparadas para tal tempo, as quais trazião grandes cavallos acompanhados de grandes Fidalgos, e outra muita gente, e Donas, e Donzelas, e outra muita Cleresia; e pelo caminho estavão muito mil homens com círios nas mãos, de tal sorte ordenados, que sempre o seu corpo foy todo o caminho entre círios acezos; e assim chegarão até ao dito Mosteiro, que erão dalli dezassete léguas, onde com muitas Missas, e grande solemnidade foy posto aquelle muymento. E foi esta a mais honrada Tresladação, que até áquelle tempo em Portugal fôra vista.”

Fernão Lopes


Túmulo de D. Pedro
Alcobaça





Túmulo de D. Inês
Alcobaça



Inês morreu e nem se defendeu
da morte com as asas das andorinha
pois diminuta era a morte que esperava
aquela que de amor morria cada dia
aquela ovelha mansa que até mesmo cansa
olhar vestir de si o dia-a-dia
aquele colo claro sob o qual se erguia
o rosto envolto em loura cabeleira
Pedro distante soube tudo num instante
que tudo terminou e mais do que a Inês
o frio ferro matou a ele.
Nunca havia chorado é a primeira vez que chora
agora quando a terra já encerra
aquele monumento de beleza
que pode Pedro achar em toda a natureza
que pode Pedro esperar senão ouvir chorar
as próprias pedras já que da beleza
se comovam talvez uma vez que os humanos
corações consentiram na morte da inocente Inês
E Pedro pouco diz só diz talvez
Satanás excedeu o seu poder em mim
deixem-me só na morte só na vida
a morte é sem nenhuma dúvida a melhor jogada
que o sangue limpe agora as minhas mãos
cheias de nada
ó vida ó madrugada coisas do princípio vida
começada logo terminada.

Ruy Belo


sábado, 8 de fevereiro de 2014

Em Beja?!

Para abstrairmos um pouco dos (C)ratos, dos Portas, dos Passos, dos (in)Seguros, hoje fica aqui uma brincadeira para pormos um sorriso na cara...

«Um alentejano chega à tasca da sua terra com a cabeça, um braço e uma perna envoltos em ligaduras.

Pergunta-lhe um amigo:

- Então que te aconteceu a essa perna?

- Foi uma girafa!

- Em Beja?!! -  pergunta-lhe o outro espantado. 

- Então e o braço?

- Foi uma gazela!

- Em Beja?!

Já com toda gente a rir, o outro ainda lhe pergunta:

- Então e cabeça?

- Foi uma avestruz!

- Aqui, em Beja?!

- Sim! - responde-lhe o acidentado. - E se não param o carrossel, tinha morrido!»




sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

As regentes do (C)rato



Lembram-se os meus amigos mais chegados à minha idade que Salazar, que era avesso à instrução do povo por medo de deixar de poder manipulá-lo, de o manter submisso, supersticioso e temente a um Deus mesquinho e vingativo que ele e a Igreja inventaram. Por isso as escolas eram poucas e sem quaisquer condições físicas e materiais e quanto menos dinheiro o orçamento gastasse com pessoal docente, melhor. De referir que a instrução básica, não obrigatória, era o exame do 1º grau (3ª classe) para as raparigas e do 2º grau (4ª classe) para os rapazes.

Na sua fúria de “controlar as finanças públicas” – que tão apreciada é hoje em dia por muitos, muitos saudosos catões portugueses – e porque os Magistérios Primários, escolas onde se formavam os professores primários, eram poucos e atarracados e também porque não convinha formar muitos professores, ele criou a figura legal da “regente escolar”. As habilitações das regentes limitavam-se à 4ª classe, deviam ser possuidoras da «necessária idoneidade moral e intelectual» (fosse isso o que quer que fosse). Exigiase a estas pessoas «uma irrepreensível conduta moral e uma adesão sem reticências aos princípios que norteavam o novo regime» (dizia o decreto de 1930 que criou essa figura). O ordenado que lhes era pago era de 300$00 mensais, um terço do que auferiam os professores “formados” e “profissionalizados” nas Escolas do Magistério Primário.

Ora vem todo este arrazoado a propósito daqueles “cursos” turbo-rápidos que o ministro (C)rato resolveu fazer sair da cartola! Uns cursecos que nem grau superior conferem mas que o senhor (C)rato, que tanto insultou o “facilitismo” e o “eduquês” – palavras suas pós-maoistas – com que os governos pós-25 de Abril impuseram aos jovens estudantes dando-lhes uma formação inferior – ideias suas pós-maoistas –uns cursecos, dizia eu, que o senhor (C)rato inventou para embaratecer a mão-de-obra profissional e baixar o nível intelectual, como convém!

Não me digam que não faz lembrar a figura das regentes escolares que o mentor do senhor (C)rato criou nos anos 30 do século passado!

De relembrar ainda e a propósito a existência de uns cursos nas Faculdades de Letras e de Ciências nos anos 50 a 70, com a duração de dois anos, quando o grau académico mais baixo era o de Bacharel com a duração de três anos, e que tinham, como saída principal, poder dar aulas – sem direito a entrar em estágio profissional – nas escolas técnicas, preparatórias e até  nos liceus, dada a falta de pessoas devidamente graduadas. Mão-de-obra mais barata, como se vê!


E foi todo esse panorama (desculpem, agora diz-se paradigma) que o senhor (C)rato do “eduquês” foi agora desenterrar, naquela sanha insana que este miserável “governo” tem de tudo embaratecer e tudo  nivelar por baixo. 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Ofir

Em Setembro de 73 (lembro-me bem porque soubemos por lá da morte de Allende) ainda sem filhas e em vésperas de entrar em estágio profissional (um grande e difícil passo na carreira de professor naquele tempo antes da Revolução) fomos dar um grande passeio pelo Minho, região que fazia (e faz) parte do meu imaginário infantil já que a família do meu pai era toda de lá.

O Minho é todo ele lindo! Verde, verde, cheio de serras verdejantes e frescas cortadas por riozinhos coleantes, cidades e aldeias risonhas, floridas e cheias de cor que quase se cosem umas às outras por meio de quintas, algumas senhorias, de muros e casarões de pedra granítica. E depois orlado por uma costa de belas  praias severas e frias de especial vulto.


(imagem retirada daqui)

Nunca mais me esqueci do deslumbramento que senti quando visitei Ofir onde ficamos uma noite. Aquele pinhal semeado de belas casas de férias e o hotel sobranceiro ao mar – lindo! Fez-me lembrar a já “minha” praia de S. Pedro de Muel.

Só há uns três anos voltámos a passar por lá e nem queiram saber o choque que sentir ao deparar-me com três torres de apartamentos imensas e desmedidamente desajustadas da paisagem espetadas quase em cima do areal! Ato contínuo me saltou à mente a guerra que, ao longo dos anos, se tem movido nos jornais ao Prédio Coutinho ali perto em Viana e que nada tivesse sido dito acerca daqueles três mamarrachos em cima da belíssima praia da minha lembrança.






Todas estas recordações hoje porque os telejornais aludiram fortemente ao facto de o mar estar a pôr em grande perigo aqueles mastodontes que ali foram plantados por triste imitação da construção nas praias algarvias.


Lamentável. Muito lamentável!
  

(Prédio Coutinho - foto retirada daqui)