quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Don't carry the world upon your shoulders...



Não é nem de longe nem de perto uma das minhas referidas, é até das canções dos Beatles de que menos gosto, mas está constantemente a vir-me à cabeça aquele verso que diz «don't carry the world upon your shoulders».

É que é assim que, recorrentemente, me sinto. 

E neste momento especialmente carrying the world upon my shoulders....

Sabem de que canção estou a falar, não é verdade? É fácil descobrir... (podem sempre consultar o Dr Google...)


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Imploda-se Portugal!




A implosão que o “ministro” (C)rato prometeu para o Ministério da Educação está quase, quase concluída! Depois de diminuir drasticamente o número de professores e de funcionários nas escolas, depois de aumentar o número de alunos por turma e de cortar nas horas semanais de algumas disciplinas, depois de proibir a colocação de professores de apoio e de técnicos especializados – psicólogos e terapeutas – que faziam o acompanhamento específico dos alunos com necessidades educativas especiais acolhidos em unidades estruturadas nas escolas, ontem assistiu-se à entrada em vigor do propalado “cheque-ensino” que pretende “dar liberdade de escolha às famílias” entre o ensino público e o privado.

Sabemos que este princípio está consagrado na Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE)  (É garantido o direito de criação de escolas particulares e cooperativas (art. 2º c)) o que não quer dizer que tenha de ser o Estado a pagar, a aguentar, a garantir os proventos a essas escolas particulares e cooperativas.

Para este “governo” a Educação conforme está definida na acima referida LBSE é uma “gordura” do estado portanto há que descartar essa despesa (da mesma forma consideram a Saúde) e entretanto dar a possibilidade de: a) potenciar o enriquecimento de mais uns tantos correligionários; b) promover o formatado ensino da linha do Igreja; c) reforçar o fosso, já bem largo, entre ricos e pobres.

Ontem à noite pudemos assistir na televisão a duas belíssimas prestações sobre esta problemática: primeiro o programa “Verdade Inconveniente” na TVI sobre o número incrível de colégios que brotaram como cogumelos (muitos deles quase junto a escolas públicas que iam esvaziando) desde os anos 90 especialmente na área geográfica da DREC (vá-se lá saber porquê…) e o que cada um deles tem custado ao erário público.

Depois foi a vez do Prós e Contras – programa que raríssimas vezes vejo porque não suporto a apresentadora – em que a ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues juntamente com o Professor José Reis, ex-secretário de Estado do Ensino Superior deram umas boas lições (ia dizer que “deram um baile”, mas não ficava bem nem era condicente com o nível dos dois participantes) sobre Educação a dois impreparados ex-ministros da Educação do PSD, o balofo Couto dos Santos, do tempo de um dos governos de Cavaco, e o Professor Pedro Lynce do governo de Durão Barroso e do qual pediu a demissão ao fim de um ano de mando como ministro do Ensino Superior que mais não fizeram senão defender a ideia que o Irrevogável Portas plasmou no inefável Guião da reforma do Estado…

Entretanto e perante todos estes casos e a perpetração quase cabal da implosão do Ministério da Educação, onde anda o sr Mário FENPROF? A prometer greves (greves! Para que servem as greves atualmente?) contra a realização da prove de acesso à carreira de professor… Minudências face à gravidade das medidas tomadas pelo ministro (C)rato! Se fosse a ministra Maria de Lurdes a tomar medidas destas já o sr Mário FENPROF estaria com os professores todos na ruas como fez há uns anos atrás…

E, pior ainda: face à implosão deste e de outros ministérios como o da Saúde, o da Segurança Social e, atrevo-me a dizer, o país em geral, onde está o chefe do principal partido da oposição? O que anda a fazer? O que pensa? O que propaganda faz da sua atuação?


É que o país precisa de saber.


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Amigos

Sob pena de magoar alguém que possa passar por aqui, nunca fui – nem sou – pessoa de ter, ou ter tido, muitos amigos. Amigos daqueles, mesmo amigos,do coração, sem os quais quase não podemos passar, entendem? Tirando os “amigos do facebook”, tenho alguns daqueles amigos a quem quero (muito) bem e que, suponho, também me querem (muito) bem, com quem me dou (muito) bem, com quem me divirto bastante e a quem consigo desculpar, ou melhor, compreender, as diferenças (não vou dizer defeitos, que poderia parecer arrogante) de pontos de vista.

Agora daqueles amigos muitas vezes mais que família, que nos conhecem por dentro, que adivinham os nossos pensamentos, lembro-me de duas colegas/amigas do tempo do Colégio (Académico de Sintra que deus haja), uma ou duas amigas do tempo dos finais da infância no limiar da pré-adolescência, uma do tempo da Faculdade e uma ou talvez duas do tempo de professora. (Até já são muitas…) São amigas para a vida mesmo que passem meses, anos sem nos encontrarmos, pessoas que nunca mais esquecemos e em quem pensamos muitas vezes e que lembramos em muitas situações.

Hoje faz anos a minha amiga (daquelas) do tempo da Faculdade. Não nos vemos há anos, mas todos os anos desde que acabámos o curso (Já lá vão mais de quarenta anos) nos “falamos” pelos nossos aniversários. Com o aparecimento na internet naturalmente incrementámos – como com muitos outros amigos menos de dentro do coração – os nossos contactos, mas a ligação forte manteve-se tão forte como com as outras de quem nunca mais soube – dá para entender?

Vejam-nos nos velhos tempos do nosso 2º ano tão estudiosas estávamos na escadaria da Faculdade de Letras…


(A minha amiga é a 2ª da esquerda, a seguir a mim)

domingo, 3 de novembro de 2013

Num tapete de água



Num tapete de água
vou bordando os meus dias,
os meus deuses e as minhas doenças.

Num tapete de verdura
vou bordando os meus sofrimentos vermelhos,
as minhas manhãs azuis,
as minhas aldeias amarelas e os meus pães de mel amarelos também.

Num tapete de terra
vou bordando a minha efemeridade.
Nele vou bordando a minha noite
e a minha fome,
a minha tristeza
e o navio de guerra dos meus desesperos,
que vai deslizando p'ra mil outras águas,
para as águas do desassossego,
para as águas da imortalidade.


Na Terra e no Inferno, Assírio e Alvim
(tradução de José A. Palma Caetano)

sábado, 2 de novembro de 2013

Tradições

Não sou – nunca fui – fundamentalista das tradições. Não sou daquelas pessoas que acham que forçosamente temos de passar aos jovens aquelas “coisas maravilhosas” dos nossos tempos de meninice ou aqueles hábitos e/ou ensinamentos com que os nossos pais e os nossos avós nos criaram e educaram. Por isso não lamentei amargamente o facto de as criancinhas não terem vindo ontem em bandos tocar às campainhas logo pelas oito da manhã a berrarem aquele tremendo «Ó Tia, dá bolinho?» porque estes energúmenos do “governo” fizeram desaparecer o dia 1 de Novembro do calendário dos feriados.

Lamento profundamente, isso sim, o facto de estarem a cortar indiscriminadamente feriados, como mais ninguém faz por essa Europa fora, em nome de uma demagógica e hipocritamente propalada produtividade que mais não serve senão para mostrar uma subserviência genufletida perante “os diligentes povos dos países do Norte” a quem devemos vénia e deferência (Passos dixit).

Agora lamentar e temer que a tradição se perca, isso não faço, não! Tenho cá para mim (e peço desculpa se pareço arrogante) que só se perde (ou ganha) aquilo que tem de se perder (ou ganhar) e, por outro lado, é como com os valores: perdem-se, ou melhor, desaparecem uns para aparecerem outros. Tudo de acordo com a mudança dos tempos; tudo a ver com a mudança das vontades. Tudo com a noção de uma grande relatividade.

Bom! Mas tudo isto para chegar a dizer que tenho uma familiar por de mais habilidosa que, desde que se aposentou, faz umas prendinhas mimalhas que oferece aos mais próximos com o “bolinho” da zona de Leiria. Eu sou das recebe, mesmo sem ligar nenhuma à tradição…

Vejam só o mimo!

(Fechado)

(Aberto e com recheio...)

(Olhem só o recheio...)



Ainda vou fazer umas destas "merendeiras" da zona de Leiria e depois deixo aqui a minha receita...

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Para rir

Passou há já muitos anos o tempo de nos divertirmos em pequenos grupos de amigos a rir às gargalhadas contando anedotas à desgarrada. Quando apareceu a moda dos mails, todas as brincadeiras, histórias e anedotas começaram a correr de casa em casa, de mail em mail, “matando” completamente as “tertúlias” de anedotas de onde se saía bem-disposto e renovado. Lembro-me com alguma nostalgia dos jantares de amigas/colegas em que ríamos até às lágrimas durante horas até quase nos porem fora do restaurante e depois, quando chegávamos a casa, ainda ríamos mais a contar as anedotas “novas” aos maridos e aos filhos.


As anedotas e as brincadeiras atualmente limitam-se a provocar uns breves sorrisos solitários que em nada nos fazem «desopilar o fígado» …

Hoje trago aqui algumas histórias da atualidade bem recente (entre ontem e hoje) que pretendem fazer desenhar alguns (sor)risos no vosso fácies. Ora façam o favor de ler!

  • Para rir são muitas das intervenções de alguns pacatos cidadãos naqueles fóruns da rádio subordinados a determinados temas da atualidade. Mas o que eu ri ontem de manhã quando os participantes foram convidados a manifestarem-se acerca da recente atuação do Partido Comunista. Ora tive oportunidade de ouvir mais de um deles da área político-partidária do “governo” a tecer loas muito bem engendradas àquele partido, aos seus dirigentes, à sua coerência e verticalidade e, claro está, às muito bem vistas alianças que tem feito, em termos autárquicos, com os da área do “governo”. Não me digam que isto não é de rir a bandeiras despregadas…
  • Hilariante por de mais foi a apresentação dramatizada, teatralizada pelo irrevogável-Vice-amigo-dos-velhinhos-e-dos-pobrezinhos-que-não-se-manifestam do pluri-anunciado guião da reforma de Estado que mais não é do que uma inócua carta de intenções cheia de palavreado oco e sem sentido nem ligação que mais não serve senão para propagandear a sua ideologia fascizante.     
  • De ir às lágrimas a força (não, não quero chamar-lhe desfaçatez) com que o Montenegro (grandioso nome, não?) o grande panegirista de todas produções que o “governo” apresenta na Assembleia, elogiou mais esta proposta de orçamento como sendo o orçamento da esperança, da melhoria, do reerguimento do país que prevê grandes progressos em áreas como a Educação e a Saúde.
  • Por último, mas não em último, ouvi a apresentadora de um telejornal da hora do almoço dizer sem desatar a rir às gargalhadas que, em Dia Mundial da Poupança, o ilustrado governador do Banco de Portugal «recomenda que cada família tenha no banco pelo menos o equivalente a seis meses de rendimento para fazer face a qualquer imprevisto».

Não digam que estas “narrativas” não são de morrer a rir!




terça-feira, 29 de outubro de 2013

Vai um chá?

A temperatura começa a baixar. Já se prevê um acentuado arrefecimento noturno e formação de geada para o início da manhã...

Para prevenir o friozinho da noite, vai uma chávena de cha(t)?...



Também há quem prefira dormir quentinho desta maneira...



Por mim...



Passem uma noite quentinha...