(Casa dos Penedos)
(Palácio do Milhões, agora Quinta da Regaleira)Lá aprendi, em tempos, uma canção popular de que já só me lembro do princípio e que diz tudo. Era assim:
Não sei o que Sintra encerra
Que ao vê-la um dia
Nos enfeitiçamos
Não há em nenhuma outra terra
A graça, a alegria
Que nela encontramos
E a beleza não está, para os amantes de Sintra, no Palácio da Regaleira, vulgo do Milhões. A beleza está nos verdes musgados dos parques da Pena, no Palácio de construção romântica do príncipe de Saxe que casou com a nossa rainha D. Maria II e, para mim, especialmente no Palácio de Monserrate e nos seus frondosos jardins em volta que chegaram a ter duzentos jardineiros para tratar deles.
(Palácio de Monserrate)
Nos anos da minha adolescência, nos nossos passeios pela Serra, íamos muitas vezes até Monserrate. Nessa altura, o Palácio estava fechado ao público e das janelas, por onde espreitávamos, podíamos admirar os belos tectos e as paredes. Mas as salas estavam completamente vazias. Que belas histórias de mistério construíamos nas nossas cabeças!
Essa era a verdadeira magia!
(Monserrate, em versão antiga)



