segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Hoje começam as aulas!


Hoje é o primeiro dia de aulas para milhares de alunos. E, curiosamente, desde os meus cinco anos, é a primeira vez que não o é para mim! Não sei dizer se me sinto triste ou alegre com o facto. É apenas uma constatação com a qual tenho de passar a viver e pronto!

Hoje é o dia da viragem anual na vida de todos e de tudo: começa a corrida das crianças para a escola, a corrida dos pais e até dos avós a levá-los e a trazê-los, a corrida para as actividades extra-escolares (em que alguns pais exageram!), os transportes, o trânsito, o movimento e o ambiente nas cidades é completamente diferente. Mais vivo, mais alegre, mais cheio.

Aqui, na praia, hoje o dia também não teve nada a ver com os anteriores: havia estacionamento livre em cima da praia, o areal estava quase vazio, e só víamos jovens casais com bebés. Muitos bebés, pequeninos, de colo e pouco mais velhos. Pois! Que os outros tiveram de se ir apresentar na escola! Apetece dizer (sem pretender beliscar sequer o belo poema de António Gedeão) que a escola comanda a vida...


(Praia da Marina vazia)


(Praia "para ricos" vazia)


(Bebés)


(Mais bebés)


(E mais bebés...)


(E equipamentos para bebés!)


(Os nadadores-salvadores quase iam adormecendo...)



domingo, 12 de setembro de 2010

Passeio às Caldas de Monchique


(Hotel Termal)

O Algarve não é só praia. O interior tem uma beleza muito mais rural que convida a umas férias mais sossegadas. Somos um país rico em águas termais - que o digam os Romanos quando andaram cá pela Lusitânia - e nisso o Algarve não é excepção.

O local das Caldas de Monchique nada tem a ver com a vila do mesmo nome que quase faz fronteira com o concelho de Odemira e é quase mais Alentejo do que Algarve. Trata-se de uma aldeiazinha cheia de jardins, hotéis e casas de férias daquelas que as famílias mandavam construir nos anos 40 e 50 do século passado.


.






(Esta aqui vende-se!)

Se não se formos herdeiros dessas famílias e não possuirmos nenhuma dessas casas, há muito onde ficar...

(Albergaria junto à Igreja)

(Hotel D. Carlos)

(Hotel Termal)

(Piscina do Hotel Termal)

E há recantos lindíssimos:
       

(A Cascata)

(O Forno)

(O Palacete)

(O artesanato)

(As flores)

Vale a pena vir até cá!
Foi tudo "retocado" com os dinheiros da Fundação Oriente e inaugurado em 2001 pelo (meu querido) Engº Guterres quando foi Primeiro Ministro. Até está lá a placa!




sábado, 11 de setembro de 2010

O(s) 11 de Setembro



 
Fala-se em 11 de Setembro e vem-nos, de imediato,  aos olhos aquela imagem terrível que muitos viram (eu vi e por momentos pensei que era um filme) em directo das Torres Gémeas a serem trespassadas por um e logo a seguir por outro avião.

O mundo ocidental ficou em choque, o presidente do Estados Unidos meteu-se no seu Air Force One para o que desse e viesse e, depois, foi ver aquele espectáculo absolutamente inesquecível de labaredas a saírem das janelas em rolos e de pessoas que, em desespero, se atiravam por não aguentarem o fogo. Perderam a vida cerca de três mil pessoas. E, mesmo que depois se repetissem estes ataques terroristas em Londres e em Madrid, tenho em crer que este foi o que mais marcou a nossa civilização ocidental.

Mas, antes desse 11 de Setembro, houve outros também deveras marcantes. Em 11 de Setembro de 1973, também o mundo democrático (e Portugal à época ainda não fazia parte desse mundo se bem que o acontecimento já tivesse sido anunciado na televisão) ficou em choque com a morte, ou melhor, com o assassinato do marxista Salvador Allende, eleito presidente em 1970, no Chile – aliás, primeiro presidente eleito na América Latina.


Também faz hoje 25 anos que se deu o desastre de Alcafache, em 11 de Setembro de 1985, na Beira Interior, entre Mangualde e Nelas, o pior dos desastres de comboios havidos em Portugal. O total de mortos foi estimado entre 120 e 150, embora só tenham sido confirmados 49, tendo 64 pessoas sido dadas como desaparecidas. O Sud-Express, cheio de emigrantes que regressavam ao trabalho depois das férias de Verão no seu país, seguia, por erro humano, na mesma via (única) em que se deslocava um comboio regional, tendo ambos chocado brutalmente de frente provocando um incêndio que rapidamente se espalhou às carruagens e à floresta.





Mas não são todas terríveis as lembranças deste dia 11 de Setembro! A minha amiguinha e ex-aluna Rita Amado (Aimée, como dizia o professor de Francês...) faz anos, vinte e tantos alegres anos que se hão-de repetir com a mesma alegria por muitos e muitos mais! Parabéns, Ritinha!


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Carlos Cruz



Devo ser das poucas pessoas neste país que nunca gostou nada do Carlos Cruz! (É como dos Madredeus, mas isso não é para hoje). Andei em “Germânicas”, na segunda metade dos anos 60, na Faculdade de Letras de Lisboa e nunca esqueci o que lá se sabia sobre ele.

Sempre o achei um pedante, armado em moderno e até mesmo no Zip Zip, programa inovador de referência daquele tempo na RTP que viveu à custa do Raul Solnado (e, segundo dizem, do Fialho Gouveia), o achei algo fingido com aquelas gargalhadas forçadas que dava perante as “unhadas” que o Solnado cravava na “situação”.

De fugir quando, nos anos oitenta, passou a apresentador de concursos – o Um, Dois, Três e outros – em que gozava indecentemente com os concorrentes, usando-os como bonecos animados que manipulava conforme lhe apetecia até lhes conceder ou não a dádiva de ganharem um carro pelo ColaCau. Humilhante!

E depois, muito mais tarde, já nas televisões privadas, aquele programa incrível, de que não consegui ver mais do que uns breves episódios em que conversava com umas criancinhas pseudo-génios a quem fazia perguntas de “cultura geral” - que é outro conceito absolutamente parolo deste nosso país à beira mar plantado.

De modo que, quando explodiu a “bomba” do caso de pedofilia em que se viu enredado e que o levou à prisão, não fiquei, como o resto do país, boquiaberta e em estado de choque. Caiu então um enorme silêncio decorrente do choque sobre esta figura tão mediática que aconselhava os portugueses a comprar semanas no hotel tal ou a guardar as suas poupanças no banco tal, aguardando-se os resultados.

Infelizmente os resultados apareceram apenas oito – oito! – anos depois. Este acusado, entre outros seis ou sete, foi condenado e este é que foi o grande “pecado” da juíza Ana Peres! Para além do próprio, que até tinha tido o topete de convocar uma conferência de imprensa para delatar os nomes de outros possíveis implicados que não foram molestados pela justiça, e do seu também mediático advogado, mais de metade do país esperava que o considerassem inocente!

E agora, para vergonha deste país, aí estão todas as televisões, cheiinhas de pena, a quererem branquear-lhe a imagem! E aí aparece um Carlos Cruz, cheio de razão (como sempre!), a bramar não contra as suas eventuais culpas, mas contra uma justiça que terá cometido uma série de ilegalidades. E, mais triste para todos nós, fica o olhar de compreensão, de comiseração, de dó de uma Judite de Sousa, olhar que fez também com o ex-deputado Duarte Lima (também ele bem embaraçado no caso da fortuna de Lúcio Tomé Feterira) e com todos os representantes do seu partido que, em nome da justa informação,  leva ao seu programa das quintas-feiras!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Fóia



Subimos ao ponto mais alto da Serra de Monchique - Fóia - e a vista é de cortar a respiração! Vê-se o relevo dos montes abaixo, o rio Arade a entrar terra adentro, os edifícios altos de Portimão e o mar lá muito ao fundo!











O nome só nos lembra as antenas da rádio e da televisão quando antigamente os locutores enunciavam as antenas todas do país, terminando sempre em "... e Fóia no Algarve". E lá estão as antenas e os radares.



Mas pelas fotografias pouco se vê. O melhor mesmo é ir lá e ver o azul do mar lá longe.

(Se clicarem em cima das fotos, vê-las-ão em tamanho maior)
 
 

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O início das aulas



De acordo com o calendário escolar para o presente ano lectivo, poderão as escolas abrir hoje as suas portas aos alunos. Duvido, porém, que sejam muitas a fazê-lo, já que lhes é dada a liberdade de abrirem até ao dia 13.

Seja hoje, ou na 6ª feira ou apenas na próxima 2ª feira, milhares de crianças e jovens (para descanso das famílias) vão apresentar-se para iniciarem uma nova etapa nas suas vidas. E vão, grande parte delas, em enorme expectativa: como vão ser os meus professores? Quem serão? Que horário vou ter? Que colegas me vão calhar? Mesmo os mais velhos, os que já conhecem todos os cantos à casa têm, nem que seja por momentos esses anseios, esses receios.

Mas são sempre os que vão pela primeira vez que nos merecem todo o cuidado, toda a preocupação. Seja no Jardim, seja no 1º Ciclo, ou no 2º Ciclo, a mudança está sempre patente e gera preocupação – da parte deles, “caloiros”, da parte dos pais, da parte dos professores.

Já aqui referi a ansiedade que é para as crianças a entrada para a escola e a importância da preparação que os pais devem fazer aos seus filhos que vão pela primeira vez para uma escola nova. Mas é preciso que se saiba que também as escolas e os seus actores (professores, auxiliares, direcção) se preparam o melhor que podem e sabem para receber os seus novos “clientes”. As recepções aos novos alunos (e respectivos pais) são cada vez mais bem preparadas para que as crianças se sintam o melhor possível no seu novo mundo. Tudo se faz por elas para que sejam o mais felizes possível e para se lhes captar a necessária confiança. (Pelo menos foi sempre essa a minha experiência enquanto simples professora, directora de turma ou membro da direcção). Porém, é necessário que haja também em relação a este momento um sentimento de compreensão, de reconhecimento e de confiança por parte dos pais que têm aquele papel difícil mas tão importante de transmitirem aos seus filhos o ponto de equilíbrio entre aquilo a que têm direito e aquilo que é seu dever.

Detesto moralismos e nunca ou quase nunca os uso; mas lembro-me sempre de uma professora de Moral que tive no liceu (feminino) Maria Amália nos inícios de 60, que sempre nos dizia, com muita convicção, de pé, na beirinha daqueles estrados salazaristas dos Liceus Nacionais: “Ó minhas filhas, para recebermos é preciso darmos!”


(Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho)

(que eu detestei enquanto lá andei
e a que depreciativamente chamava
"Hospital das Letras")


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Azenhas do Mar



Já que estou em maré de falar de praias, aproveito para mostrar aqui umas lindas fotografias que o meu amigo Gato Preto me enviou de uma das praias mais bonitas da minha terra do coração - as Azenhas do Mar - e que era dos passeios de Domingo com os meus pais quando vivíamos em Sintra.




Havia, do lado direito do areal uma piscina toscamente construída que enchia com a água do mar, onde ainda cheguei a tomar banho - e não havia nadadores-salvadores... Inconsciência? Naturalmente!


Mas não é só a praia que é uma coisinha amorosa; a vilazinha é uma delícia! Vejam as casinhas.




 

E a imponente Vivenda Violante que não, não pertence à família do meu marido, mas devia... nome que lembra a bela Ode de Camões

"Antes que o sol se levante
   Vai Vi'lante a ver seu gado.
Mas não vê sol levantado
      Quem vê primeiro a Vi'lante."


Mas, a caminho das Azenhas, também se vêem belas paisagens




O romântico recorte da Serra de Sintra, ao longe, com a torre do Palácio da Pena



A vetusta escola oficial (que espero não tenha sido trocada por um dos actuais e preocupantes centros esolares...) à entrada


E o belo pôr-do-sol sobre o mar




Merece ou não uma visita?!