Faz tempo que andamos para lá ir dentro. Já o tínhamos visto de fora, em ruínas. Que pena! Pois fomos mesmo "escolher" o primeiro dia da onda de calor para irmos visitar a Igreja, que foi o que restou do Mosteiro de Santa Maria de Coz, cuja construção remonta, dizem, ao século XIII, para abrigar as senhoras devotas que por ali se juntaram para auxiliar os frades de Cister do Mosteiro de Alcobaça, em tarefas caseiras. Dizem-nos que as senhoras vinham discretamente lavar as roupas dos frades ao rio de Coz, senhoras viúvas e sós que queriam levar uma reservada vida religiosa.
A ordem destas monjas de clausura foi reconhecida pela Ordem de Cister no século XVI, sendo a partir de então que o convento recebe melhoramentos condignos, nomeadamente a construção da Igreja cuja riqueza em azulejo e talha dourada contrasta com a severidade da construção inicial.
Aquando da expulsão das ordens religiosas na primeira metade do século XIX, as monjas retiraram-se para o Convento de Odivelas e as instalações de Coz foram vendidas, tendo sido destruída grande parte das dependências em que as monjas viviam. Resta parte de um dormitório, que ainda está vedado ao público, e a sumptuosa Igreja.
Entra-se para a Igreja por um átrio interior que dá acesso ao convento e ainda sentimos o fresco - diria frio, se estivéssemos em dias de um verão normal e diria gelo, se estivéssemos no inverno - que as monjas teriam de suportar... (Devo dizer que foi bastante agradável, visto que cá fora o calor era já insuportável...)
Passemos às imagens.
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| Entrada pela portinha castanha |
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| Ruínas |
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| As traseiras do Mosteiro, ao lado do rio de Coz |
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| O rio de Coz |
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A lindíssima grade em madeira onde as mojas contactavam com o público |
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| O altar-mor, barroco, em talha dourada |
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A Sagrada Família: Jesus apresentado como uma criança crescida o que raramente acontece. |
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| O teto da Igreja todo em madeira pintada |
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| As paredes em azulejo do século XVII |
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| Um quadro da pintora Josefa de Óbidos |
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| O riquíssimo consistório |
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| Porta manuelina no consistório |
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A sacristia cujas paredes estão revestidas por azulejos representado a vida de São Bernardo |
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Um fresco que restou das instalações medievais do convento e que mostra como as monjas se vestiam naquela época. |
É, de facto, um monumento que merece ma visita atenta. (mas não no inverno...