Que fique aqui bem claro que não
venho em busca de palavras de conforto dos meus amigos que tantas vezes fazem o
favor e têm a generosidade de mas prodigalizarem …
Como considero este espaço um
diário de bordo, um weblog, costumo aqui
registar os momentos, os acontecimentos, os sentimentos, as emoções que mais me
tocam. É o que, uma vez mais, vou fazer.
Devo ser o diabo!! Hoje de manhã,
encontrei dois ex-colegas lá da “minha” escola e, de alguma forma, fiquei
indisposta. Uma foi “minha” vice-presidente nos meus tempos de presidente do
Conselho Diretivo nos idos de 80. Colegas e amigas. Tive várias equipas porque,
desde finais de 70, dirigi, sempre que foi necessário e não havia mais ninguém
disponível, a escola – mais tarde agrupamento – e, felizmente, sempre consegui uma
especial parceria, uma familiaridade, uma cumplicidade até entre os vários
membros. Para isso concorriam o trabalho que tínhamos de desenvolver em comum, as
muitas horas que trabalhávamos juntos e as por vezes, muitas vezes, difíceis
decisões que tínhamos de tomar.
Pois essa minha ex-colega,
ex-vice, ex-amiga dizia (hiperbolicamente, claro!) que tudo o que sabia (em termos
de gestão, naturalmente!) tinha aprendido comigo. Hoje – aliás como de há uns
anos para cá – falou-me fria e superficialmente sem sequer olhar para mim.
Saí da frutaria onde nos cruzámos
com essa quase mágoa e passa por mim um outro dos meus ex-colegas – esse,
porém, não meu ex-amigo – que recebi no meu último grupo de trabalho para
evitar que fosse dar aulas, que não era das tarefas que ele mais gostava de
desempenhar, num momento de regresso à escola após um destacamento terminado e
a quem consegui passagem para o nono escalão que ele, por si só, não conseguira
– passa por mim, dizia eu, de cara fechada, zangada, azoada, e nem ao meu
marido foi capaz de dar os bons-dias…
Devo mesmo ser o diabo!! Ri-me,
pois que mais?
Mas logo, logo relembrei como me “apunhalaram
pelas costas”; logo, logo revivi as trapaças que, com o seu grupo de amiguinhos
congeminaram para porem lá um diretor fraquinho, facilmente manipulável pelo lobby; logo, logo me doeram as reuniões
em casa de uma delas – que sempre se fez, e faz, minha amiguinha – para me
afastarem.
As fraudes foram várias e queixámo-nos
delas, mas os “superiores” e os Inpetores em educação pouco querem saber do que
se passa nas escolas desde que lhes apresentem papeis com muitos gráficos coloridos
e muitas frases bonitas.
E afastaram-me, mau grado as velhacarias
e a má-fé. Mas, ao fim deste tempo todo – sete anos passados – são eles que não
me falam!
Devo ser mesmo o diabo!
(brinco muito com o diabo e o inferno… costumo dizer que sou tão má
que, quando morrer, vou logo de cabeça para o inferno, mas quantas as pessoas
boazinhas que lá vou encontrar!!!...)