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sábado, 14 de janeiro de 2017

O Museu da Notícia

Em tempo de congresso de jornalistas, parece bem mostrar o Museu da Notícia que nasceu em Sintra no espaço tristemente deixado pelo Museu do Brinquedo - antigo quartel dos Bombeiros da Vila. (ricos bailes se faziam naquele espaço nos idos de 50, 60!...)




O museu, muito alegre, moderno e cheio de luz, estende-se por três andares com várias secções dedicadas a notícias sobre a história portuguesa e mundial.

Na entrada um globo interativo que mostra os ainda poucos locais do mundo que gozam de liberdade de imprensa.




Na vertical e a apanhar os três andares, uma espiral – a lembrar a imagem do ADN – a "Pirâmide de Babel", uma torre metálica com 69 televisões ligadas aos principais canais de notícias de todo o planeta.





Subimos e vamos vendo antepassados da rádio, da televisão, da imprensa.








Interessante a sala dos Imortais.










A sala dedicada aos duelos mais mediáticos.








Uma sala dedicada à propaganda jornalística.








E há o lounge, como lhe chamam, que é uma grande sala de estar com ecrans a toda a volta a passarem acontecimentos mundiais que foram notícia.




Podem "visitar" o museu em http://www.newsmuseum.pt/ mas o melhor mesmo é ir lá. A Sintra, à entrada da Vila. Com tempo, que há muito para ver e experimentar.




quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A Primeira Lua de Inverno

(Do poeta sintrense M. S. Lourenço, pai do Prémio Pessoa 2016, meu vizinho durante anos e que nunca conheci...)


A Primeira Lua de Inverno
I

Repousa em redor a pequena vila.
Às luzes que cruzam a rua
Juntam-se lanternas de um fiacre.
Poluídos para alguns os frutos do dia,
Deixam o mercado agora ermo,
Sem uvas nem girassóis.
Ouve-se música através dos muros,
No jardim alguém tenta calar o apelo
De um amor recusado, ainda em chaga,
Mas na cascata a água precipita-se,
Fresca, num jorro rápido.

(Fonte dos Pisões)


II

Acabou o Sol & o sino da tarde leva
Os deuses, um a um, a um passado provisórios,
Donde irão emergir para o grande cisma
Do Inverno, o primeiro sopro do qual
Já se ouve subir os píncaros da serra.
Para a deusa branca chegou o fim do seu enigma,
A sua ruína coroa agora as ruínas do castelo:
Aqui morrem os deuses & as borboletas.
Rejeitados olhando apenas,
Recíproco, um brilho no vazio.


M.S. Lourenço (1936 – 2009) 

(O Caminho dos Pisões)



(Foto de Pedro Macieira)


quarta-feira, 18 de maio de 2016

O Museu de Odrinhas

Neste Dia Internacional dos Museus, convido-vos a visitar o Museu Arqueológico de Odrinhas, no concelho de Sintra.

As origens do Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas, na freguesia de S. João das Lampas, remontam a meados do século XVI, quando por iniciativa de alguns eruditos, entre os quais se destaca Francisco d’Ollanda, se começa a concentrar em torno da Ermida de São Miguel de Odrinhas, uma importante coleção de inscrições romanas provenientes dos campos circundantes.

Joaquim Fontes, o Presidente da Câmara de Sintra na década de 50 do século passado, médico e professor catedrático da Universidade de Lisboa, mas igualmente apaixonado investigador e estudioso de Arqueologia, nomeadamente no domínio do Paleolítico Superior nos arredores de Lisboa, promoveu o estudo e salvaguarda de monumentos e estações arqueológicas do concelho.




Por sua iniciativa, decide a Câmara Municipal de Sintra em 1955 dar início à construção de um pequeno imóvel que albergasse o importante conjunto patrimonial que até então se tinha conseguido reunir. Estavam lançadas as bases para o Museu que não foi inaugurado senão no ano de 1999, depois de ter sido remodelado e aumentado.



Para além do Museu, o sítio de Odrinhas possui uma variadíssima multiplicidade de vestígios romanos e de outras épocas subsequentes que atestam a permanência da presença humana no local pelo menos desde o século I a. C.

Vamos então dar uma vista de olhos.











































Espero que tenham ficado com muita vontade de lá irem!

domingo, 27 de março de 2016

Vila Sassetti

A fingir que hoje fui dar este belo e reconfortante passeio...

Podem contar-se pelas centenas as vezes que, em tempos, passei junto a este portão, agora aberto e feliz, mas nesse tempo sempre fechado e com um ar macambúzio, a caminho do Parque das Merendas, para me encontrar com a minha amiga «Lena do Parque», ou simplesmente para a brincadeira com o meu grupo de amigos, sem que me tenha dado conta desta entrada, desta quinta. Adolescentes... que se há de fazer? 

Atualmente, pertencendo ao Grupo Monte da Lua, a quinta está aberta ao público e dá acesso aos caminhantes até ao Castelo dos Mouros.























(A Regaleira, lá em baixo)

(A casa do Caseiro)

(Outra vista da casa do Caseiro)

(E depois, entre o arvoredo, esta vista...)
A Vila Sassetti, um palácio da Lombardia em Sintra, como lhe chamavam, foi construída por Luigi Manini (arquiteto do Hotel Palace do Buçaco e do palácio da Regaleira) para o seu amigo Victor Carlos Sassetti que, apesar da sua ascendência italiana, nasceu em Sintra, terra que amava sobremaneira. 

Sassetti foi dono do Hotel Victor no antigamente chamado Largo do Victor (por causa do hotel) e do Hotel Braganza em Lisboa, um dos melhores da Lisboa do século XIX, onde se hospedavam embaixadores, reis, sultões e enviados do Papa, poiso predilecto dos Vencidos da Vida – grupo de intelectuais e políticos de que faziam parte Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Guerra Junqueiro ou Eça de Queirós – hospedaria de luxo por onde chegou a passar a popular actriz francesa Sarah Bernhardt.

(para saber mais sobre a Vila Sassetti e a Quinta da Amizade, consultar este site)