Mostrar mensagens com a etiqueta Praias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Praias. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Em defesa dos alentejanos...

Não é que eles precisem que saiamos em sua defesa em questão de anedotas ou outra qualquer questão, mas hoje, à saída da belíssima praia do Carvalhal, em pleno Alentejo, ouvi um veraneante daqueles que parecem bem-postos na vida a chegar com a família junto do seu belo carro e dizer em tom de brincadeira:

- Mulher, passa-me aí a “tchave”!

Praia do Carvalhal, Comporta

E, ato contínuo, lembrei-me daquela anedota antiga sobre o grupo de teatro que foi apresentar o drama de Pedro e Inês no nordeste transmontano mais profundo onde o som ch é pronunciado tch.

Quando, nas cenas finais, D. Pedro entra desesperado gritando pela sua bela Inês, um elemento do público levanta-se da plateia e grita:

- Está ali escarrapatchada no meio do tchão com uma matchadada que lhe deu o Patcheco


domingo, 10 de agosto de 2014

Dunas

Foi só quando estive em Zandvoort na Holanda, nos anos 90, que passei a dar às dunas a importância que ela verdadeiramente têm. É que por lá eles preservam as poucas que têm como se da própria sobrevivência se tratasse. Ai de quem ponha os pés sobre as dunas, enquanto por cá, temos tantas e tantas que, além de não lhes darmos importância nenhuma, ainda lhes construíamos casas em cima... 

Vejam aqui estas aqui no Oeste, tão tímidas mas tão autênticas!








Nem é preciso dizer de que praia se trata, pois não?
É tão conhecida como a velhinha canção dos GNR dos anos 80, lembram-se?




Boa semana!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Ericeira



«Fica a sete léguas de Lisboa e tem cêrca de 700 fogos.

Se exceptuarmos Olhão, no Algarve, é esta a terra mais asseada de Portugal.

As ruas estão escrupulosamente varridas como as de um jardim. As mais pequenas casas têm as vidraças nìtidamente lavadas e as paredes exteriores caiadas de branco.

Quási ao meio da vila, sobranceira ao mar, fica num alto a capela de Santo António, circundada de bancos, ponto de reünião dos banhistas à hora do pôr do sol e à do despontar da lua.

(Capela de Santo António)
Para o norte da capela há uma praia de banho, para o sul há outra. A cada uma destas praias corresponde um bairro. a praia do sul, perfeitamente abrigada por uma cortina de rocha que a rodeia como um biombo, é a mais agradável, e o seu respectivo bairro o mais importante. Para o lado do norte ficam as pequenas casas quási todas de um só pavimento, abarracadas.

A vida é extremamente cómoda na Ericeira. As casas alugam-se com mobília, e pode-se ter igualmente de aluguer a louça e a roupa das camas. Uma família de quatro pessoas aloja-se còmodamente por seis libras por mês. O preço do hotel é de 800 réis por pessoa com cozinha sofrível e serviço regular. Há um clube e um pequeno teatro. (…)

O aspecto só deferia do que é em Agosto ou em Setembro pelo número de pessoas. De resto, o mesmo asseio, as mesmas lojas abertas; ao fim da tarde algumas famílias passeavam na praça do Jôgo da Bola. À noite acenderam-se luzes em quási tôdas as casas. Nos pavimentos do rés-do-chão via-se, através dos vidros, os cortinados das janelas, a gaiola envernizada ao centro das duas cortinas; um candeeiro de sala, de globo fôsco ou de abat-jour, sôbre a mesa do centro  confortàvelmente coberta com um tapête; o cabide, o espelho, o vaso com flores, todos os pequenos característicos da vida serena, bem administrada, com orçamento regular, com hábitos adquiridos, com costumes de família. Devemos especificar que em duas casas chegámos a avistar alguns livros: caso extraordinário e raríssimo em Portugal, onde nas pequenas casas de província o livro é um objecto de luxo que ninguém se permite (…)»

(in “As Praias de Portugal: Guia do Banhista e do Viajante” de Ramalho Ortigão, Livraria Clássica Editora, Lisboa, 1943 (1ª edição: 1876)

Foi quase neste ambiente que, noventa anos depois de esta descrição ter sido tão formosamente feita, cheguei com os meus pais, o meu primo-irmão e uma jovem amiguinha para passarmos as nossas férias de Verão a banhos. Tinha acabado de saber que tinha passado no Exame de Aptidão à Faculdade de Letras tendo sido aceite para cursar Germânicas (o que não era fácil à época) e ia feliz e resplandecente no meu fato de banho branco, arrendado à frente, a roçar o estilo bikini que, como já aqui disse, o meu pai não me deixava usar…

Ainda fomos ao areal ao fim da tarde e aí mudou para sempre a minha vida: estava lá um tímido belo Apolo que me arrebatou. 


Faz hoje 48 anos.



sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Olá, Agosto!

«Primeiro de Agosto, primeiro de Inverno» - dizia todos os anos a minha avó. E, se estivermos com atenção, os dias já começaram a tornar-se um tudo nada mais curtos.

Apesar de o tempo de hoje também não ter sido, nem de perto nem de longe, tempo de Verão ou de praia, deixo aqui uma imagem poderosa do mar numa bela praia deste lindo país que é o nosso.

Serão capazes de adivinhar de que praia de trata?




sexta-feira, 11 de julho de 2014

Eu gosto é do verão!

Aí vamos nós!




Amanhã, em correndo tudo bem, estaremos por estas paragens.

Viva o Sol! Viva o Mar!





Mas conto ir aparecendo por aqui...

Até!!
Beijinhos e abraços.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Ofir

Em Setembro de 73 (lembro-me bem porque soubemos por lá da morte de Allende) ainda sem filhas e em vésperas de entrar em estágio profissional (um grande e difícil passo na carreira de professor naquele tempo antes da Revolução) fomos dar um grande passeio pelo Minho, região que fazia (e faz) parte do meu imaginário infantil já que a família do meu pai era toda de lá.

O Minho é todo ele lindo! Verde, verde, cheio de serras verdejantes e frescas cortadas por riozinhos coleantes, cidades e aldeias risonhas, floridas e cheias de cor que quase se cosem umas às outras por meio de quintas, algumas senhorias, de muros e casarões de pedra granítica. E depois orlado por uma costa de belas  praias severas e frias de especial vulto.


(imagem retirada daqui)

Nunca mais me esqueci do deslumbramento que senti quando visitei Ofir onde ficamos uma noite. Aquele pinhal semeado de belas casas de férias e o hotel sobranceiro ao mar – lindo! Fez-me lembrar a já “minha” praia de S. Pedro de Muel.

Só há uns três anos voltámos a passar por lá e nem queiram saber o choque que sentir ao deparar-me com três torres de apartamentos imensas e desmedidamente desajustadas da paisagem espetadas quase em cima do areal! Ato contínuo me saltou à mente a guerra que, ao longo dos anos, se tem movido nos jornais ao Prédio Coutinho ali perto em Viana e que nada tivesse sido dito acerca daqueles três mamarrachos em cima da belíssima praia da minha lembrança.






Todas estas recordações hoje porque os telejornais aludiram fortemente ao facto de o mar estar a pôr em grande perigo aqueles mastodontes que ali foram plantados por triste imitação da construção nas praias algarvias.


Lamentável. Muito lamentável!
  

(Prédio Coutinho - foto retirada daqui)

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Saibo-me a sal...

Hoje:

«O meu sabor é diferente.
Provo-me e saibo-me a sal.
Não se nasce impunemente
nas praias de Portugal.»

(A. Gedeão)


É que fomos espreitar o mar que estava mesmo muito furioso e, juntamente com o vento forte que se fazia sentir, levámos, mesmo à distância, com os salpicos da água e da espuma na cara. 

Vejam como a fúria do mar tem engolido as praias! 


Pedrogão

Pedrogão

Praia da Concha

Penedo da Saudade

Junto ao Farol de S. Pedro


«Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.»

(F. Pessoa)

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A "minha" Praia D. Ana

(da net)
Foi assim pequenina e bela que se me deparou quando pela primeira vez a vi, de cima, em Outubro de 71, na minha «lua-de-mel». E confesso que fiquei absolutamente encantada como ficara, dias antes com Vila Nova de Milfontes.

Aquelas águas transparentes, mornas e calmas fizeram os meus encantos e prometi a mim própria que haveria de passar ali umas belas férias.  

E assim aconteceu: a primeira vez que ali passámos férias foi no verão de 78 numa primeira quinzena de Setembro que esteve particularmente quente. 


O pai e a primogénita...

Depois voltámos lá vários anos na década de 90.Impossível não regressar àquelas águas límpidas e serenas.

Brincando na água




Pois ficámos hoje a saber que a "minha" Praia D. Ana, em Lagos, foi considerada pela revista espanhola Condé Nast Traveller a melhor praia do mundo pela “cor turquesa das suas águas que sobressai entre as escarpas naturais”, verdadeiros “fortes onde as crianças brincam durante todo o dia”.


Estivemos lá em Março último e, apesar do mau tempo, estava linda como sempre.




Apesar das escarpas aluídas e o bar da descida destruído pelo avanço do mar.




E do imponente Hotel Golfinho de cinco estrelas nos anos 90 completamente em ruínas.





segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A Praia da Samarra



Foi bem nos inícios de 1960 que a nossa amiga TZ disse à minha mãe – que era uma grande amante de praia – que deveria gostar de conhecer a Praia da Samarra, uma prainha ótima ali no concelho de São João das Lampas.

E aí vai a minha mãe convencer o meu pai – que detestava praia e quando lá ia era só para nos levar e descia à areia de sapatos, fato e gravata – a levar-nos ali a São João das Lampas para irmos conhecer a dita praia.

Lá nos metemos todos não sei se no Volkswagen, se no Dauphine com destino à “saloiada”. Nunca percebi como cabíamos todos nos carros que o meu pai foi tendo! E todos eram os meus pais, eu, o meu primo-irmão que vivia connosco e sempre, mas sempre, mais um ou dois amiguinhos da casa.

Chegados a São João, toca de procurar o caminho para a Samarra. Que achámos por orientação da TZ. O primeiro sinal de que as coisas não iam correr bem foi o facto de o dito caminho terminar um bom bocado longe da praia. Mas pior foi ver que o acesso à mesma era feito por montes e pedregulhos.

Cheios de boa vontade de passar um bom bocado à beira-mar, lá nos metemos por caminhos exíguos aos altos bem pedregosos e baixos bem poeirentos para chegarmos lá abaixo. Claro que o meu pai ficou lá em cima muito sossegado!

Mas o melhor, o mais inesperado, o mais pitoresco, o mais divertido, foi o cenário com que nos deparámos: uma quantidade de homens de ceroulas arregaçadas e de mulheres em combinação com a água a dar-lhes pelos joelhos a lavarem-se com sabão e tudo!

Eu teria, à época, os meus doze anos, mas nunca mais me esqueci daquela nossa ida à Praia da Samarra. Nunca mais lá voltámos, mas ríamos a bom rir de cada vez que recordávamos aquela experiência.

Este fim de semana fomos a Sintra visitar uns amigos e pensei em aproveitar a viagem para passarmos por São João das Lampas para ver se dava para revisitar a Samarra. E lá fomos.

Não encontrámos pessoas a lavarem-se no mar – mal fora! – mas o acesso continua a fazer-se por caminhos e pedregulhos. Se bem que esteja agora a ser feita uma estrada de cimento com locais para deixar os carros e tudo. 


Pessoas que se dirigiam à praia no passado sábado:




A praia e os seus pedregulhos

Deixo aqui uma fotografia de 1963 da praia que encontrei na net e de que vão gostar.

A "piquena" na foto não sou eu, juro!





terça-feira, 20 de agosto de 2013

Dia de praia

Atravessado o frondoso Pinhal de Leiria,


... desembocámos na praia de eleição dos anos mais recentes.


Estava sol e a temperatura da água estava boa, se bem que a bandeira estivesse vermelha. Mas a criançada tem o ribeirinho para chapinhar.



E bem que chapinharam!


Mas logo logo chegou o fim da manhã e houve que regressar. 



E o pequenino despediu-se do mar: «Adeus mar! Até amanhã...»



Que maravilha termos a(s) praia(s) aqui por perto!!

sábado, 10 de agosto de 2013

Pela costa saloia...

Depois de ver no blog Rio das Maçãs as belíssimas fotografias que o meu amigo Pedro mostrou da minha querida Praia Grande de outros tempos, cheia de lagoas verdes esmeralda para podermos tomar banho sem o pavor das ondas do Atlântico - que no Oeste é um bruto! - meteu-se-me em cabeça que havia de as ir ver o vivo e a cores.

E aí viemos de fim de semana alargado para (re)visitarmos a dita praia e mais umas "coisinhas" que havia para espreitar na capital - a Cidade Grande, como lhe chama um amigo do tempo da escola quando me quer gozar por eu ter desaguado em Leiria... 

Ora hoje lá nos decidimos a dar uma volta pela costa saloia - isto é para me vingar de quem fala da Cidade Grande... - e toca de rumar a Sintra, Galamares, Colares, sempre ao lado da linha do elétrico (se bem que de elétrico nem pó...) Hotel Miramar, Rodízio, Praia Pequena... E a partir daí as filas de carros estacionados seguiam-se de um lado e de outro da estrada. A dita Praia Grande, atual paraíso dos miúdos do surf estava à cunha. E quanto a lagoas, nem vê-las porque a maré estava baixa...



Sem lugar para largar o carro, toca a zarpar! 

Passámos à Praia das Maçãs, sem parar que nunca foi das favoritas...




Azenhas e o seu belo mar.




Uma incursão por Fontanelas a ver os moinhos de vento.



Diretos à Praia de Magoito, esta sim, cheia de lagoas verde musgo para se tomarem belos banhos!




Amanhã, logo se vê!

Bom domingo!


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Férias de Verão!

Amanhã lá estaremos uma vez mais.




Vamos rever estes nossos amigos



E levamos connosco estes "pestinhas"...
 


Vamos de Férias de Verão!!!
  
 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Cuidados a ter na praia


Com o calor que tem feito que, segundo as más línguas, vai continuar ou até aumentar, é provável que no fim de semana os meus amigos vão até à praia para refrescar um pouco. 

Assim, não posso deixar de lembrar alguns cuidados a ter.

Primeiro, muito cuidado com a exposição ao Sol!




Não se esqueças dos seus óculos de Sol!



 Cuidado com os atrevidinhos...




E... proteja-se com um (ou mais) bom chapéu, se possível de abas largas.



E ao fim da tarde, depois de um belo dia de praia, não se esqueça de se sentar no sofá com uma bebida bem fresquinha frente à televisão para ver o casal de pombinhos do "governo" a arrulharem depois de terem feito as pazes...



Bom fim de semana!