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domingo, 20 de maio de 2018

Bucolismo à beira rio

Novo passeio até às Fontes, onde nasce o "formoso rio Lys". Mas enquanto no passado mês de março a água brotava em força, com estas amenidades de primavera bem azul, a nascente estava seca e a água rebentava um pouco mais à frente por debaixo das margens. Muito lindo.







































Muito bucólico, não vos parece?

Não admira que Rodrigues Lobo, que por qui poetou, tivesse escrito aquelas éclogas e pastorais tão bucólicas...


terça-feira, 1 de maio de 2018

Um poema para o 1º de Maio

"O poeta
declina de toda a responsabilidade
na marcha do mundo capitalista
e com suaves palavras, intuições, símbolos e outras armas
promete ajudar
a destruí-lo
como uma pedreira, uma floresta,
um verme."

(Carlos Drummond de Andrade - "Antologia Poética" (2007), pág.158.)

Entretanto deixo aqui uma lembrança do primeiro 1º de Maio (1974) em Leiria.
Eu ainda estava em Lisboa.



(foto de I. Soares)

domingo, 29 de abril de 2018

O Casalinho é cá de Leiria

Na passagem de mais um dia internacional da dança, nada como homenagear o talento do jovem bailarino de Leiria que tem acumulado prémios em cima de prémios de dança por esse mundo fora. Trata-se do António Casalinho, tem apenas 14 anos, estuda na Secundária aqui da minha zona e é aluno da Academia de Ballet e Dança Annarella Sanchez também aqui na freguesia.

Este ano voltou a vencer (pela segunda vez) o Youth America Grand Prix de Nova York.

Para além do Casalinho, a Academia de Dança apresenta-se nos concursos internacionais com outros excelentes alunos e alunas.

Convido-vos a vê-los dançar. Primeiro num número de bailado ao estilo clássico e depois um número mais moderno.








sábado, 14 de abril de 2018

Nós e os Outros - uma exposição

Gostei especialmente do título da exposição. Com efeito, foi também este o título que criei para o primeiro Projeto Educativo que escrevi lá para "a minha" escola - «Nós e os Outros - uma Aprendizagem para a Vida»

E por isso quis muito ir visitá-la.




Finalmente em Leiria começa-se a dar a conhecer, ou melhor, a fazer retirar do esquecimento, as pessoas de valor que aqui viveram.

Neste caso, e baseados no quadro «Nós» (1923) do pintor Lino António, trata-se de fazer renascer, das brumas do passado, quatro amigos das Belas-Artes que aqui se encontraram e que, juntos e em grande amizade e parceria, aqui trabalharam. 



Foram eles: Narciso Costa (1890-1969), "o mestre de todos nós", Luís Fernandes (1895-1954), Lino António (1898-1974) e António Varela (1902-1962). Todos pintores e  escultores, todos nados e criados em Leiria ou arredores, à exceção de Narciso Costa que veio para cá em 1914 como professor de Desenho da Escola Industrial e Comercial de Leiria. 


Impossível mostrar aqui a grandeza de todos eles, como impossível me será mostrar todas as maravilhas que a exposição - que tão bem montada está - nos deixa ver.

Narciso Costa, o mestre informal, o amigo e depositário de muitas confidências














Luís Fernandes, escultor, desenhador, pintor, instrumentalista, violinista, professor.



Retratando  Narciso Costa

Leiria

Busto de Miguel Torga


Recanto da Praça Rodrigues Lobo


Casa dos Pintores

Lino António, destacado nome do modernismo, pintor, professor.



Retrato de Manuela Costa, filha de Narciso Costa e afilhada de lino António,
(ainda minha ilustre colega na "minha" escola)




Leiria ainda com a praça de touros

Nazaré



António Varela, pintor e arquiteto modernista, desenhador de edifícios, professor.



Retratando Narciso Costa

Foi o arquiteto da moradia da Rua do Alcolena, no Restelo, com azulejos de Almada



Retrato do arquiteto Varela pelo pintor Eduardo Viana

Convido as pessoas de Leiria (e não só) a visitarem esta excelente exposição a fim de conhecerem a obra destes artistas quase desconhecidos.

Ao domingo nem se paga a entrada no Museu Mimo, ali junto ao Castelo - aproveitem!


Para saber mais: https://www.regiaodeleiria.pt/2018/04/nos-e-os-outros/ 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Rebeldes


Não se trata da chamada «arte urbana» – que agora está na moda. É muito melhor do que isso.

São desenhos dos dois jovens irmãos leirienses Sérgio Luiz e Güy Manuel que viveram na primeira metade do século XX e que nos eram quase desconhecidos.

É uma exposição-roteiro, organizada pela Câmara Municipal e pelo Arquivo Distrital da cidade, que se estende pelas ruas de Leiria e que pretende dar projeção a estes dois irmãos e artistas leirienses, cuja obra se tem mantido maioritariamente no resguardo dos arquivos e memórias familiares.

Pelos quinze anos, Sérgio Luiz (1921-1943) começou a criar as suas personagens desenhadas que enviava para publicação no jornal infantil “O Papagaio”. Uma das personagens que criou foi o "Boneco Rebelde" protagonizando-lhe 4 aventuras publicadas, mais uma vez, n' "O Papagaio": "Viagens do Boneco Rebelde", "O Livro Mágico", "Uma Aventura no País dos Insetos" e "Novas Aventuras do Boneco Rebelde".




Mesmo depois de lhe ter sido diagnosticada a doença que o vitimou, continuou a colaborar n' "O Papagaio", que publicou a versão quadriculada de "História do Egito", "História da Índia", "História da Arábia", "História da Fenícia" e "História da Pérsia". Teve ainda histórias de banda desenhada publicadas no "Pim-Pam-Pum!”

Quase o mesmo destino teve o seu irmão Güy Manuel (1923-1943) que também teve desenhos e bandas desenhadas de sua autoria publicadas no "Pim-Pam-Pum!", "Ação Infantil" e "O Faísca", em livros da coleção e em jornais nacionais, tendo sido atacado por idêntica doença que o fez partir cedo de mais.


Deixo-vos com algumas imagens que fui recolhendo das paredes da cidade.



















(Uma história de Guy Manuel)











Parabéns à Câmara e ao Arquivo Distrital de Leiria. É uma boa mostra.