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quinta-feira, 17 de março de 2016

I remember you

Recordo muitas vezes esta canção. E hoje lá me veio de novo à cabeça. Lá fui "investigar" para o You Tube  (admirável mundo novo! - Nunca me canso de o dizer!) e encontrei um ror de versões lindas, diga-se, mas sem conseguir encontrar a versão que tenho na cabeça. 

De facto nunca consegui ter o disco. Numa das casas em que morei em Sintra, na Rua das Murtas, nos idos de 60, tivemos um vizinho, um velho cantor americano daqueles estrangeiros que se apaixonam por Sintra e por lá ficam uns tempos, que tinha este disco, um single, assinado pelo próprio Frankie Ifield de quem era amigo. "Adorei-o" para me dar o disco, mas não tive sorte nenhuma...

Acabei por encontrar a "minha" versão que deixo aqui a ver se alguém se lembra. 

Antes disso a canção fora cantada por Ella Fitzgerald, Tony Bennet, Nat King Cole e, mais recentemente por George Michael e Diana Krall. Mas, para mim, esta é que é A versão...





Deixo aqui a versão do nosso muito querido Nat King Cole.




E ainda a de Diana Krall, moçoila muito apreciada atualmente, mas que a mim não me alegra nada...





Vamos ver qual preferem.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Eu voto nele!


E não apenas porque conheço a sua obra há muitos anos. E não apenas pela sua independência e isenção. Desde que Cavaco - com a sua proverbial incapacidade de avaliar as pessoas - o convidou para «cabeça de cartaz» daquele 10 de Junho de 2012 fiquei com a nítida noção de que ele seria o Homem.

Mas porque há quem o diga muito melhor do que eu, deixo aqui parte das razões apontadas pelo Professor Carlos Fiolhais para votar em António Sampaio da Nóvoa.

«Vou votar em Sampaio da Nóvoa. (...) 

Mas não votarei em Sampaio da Nóvoa apenas por ele ser independente e isento. Votarei nele porque, uma vez eleito, saberá transmitir ideias mobilizadoras. O Presidente pode não ter, à parte situações de crise, muitos poderes, mas tem sempre o poder da palavra. E as palavras importam: traduzem ideias e determinam o futuro. São as palavras que nos orientam no meio da incompreensão e da incerteza. As palavras que queremos ouvir como fazedoras de futuro são, com certeza, democracia, liberdade, solidariedade, mas são também ciência, educação e cultura. E todas essas palavras têm sido ditas, sem dúvidas nem equívocos, por Sampaio da Nóvoa.

Antero de Quental, no manifesto de 1871 que anunciava as Conferências Democráticas, co-assinado com Eça de Queirós, falava da necessidade de “agitar na opinião pública as grandes questões da Filosofia e da Ciência moderna”. Em Causa da Decadência dos Povos Peninsulares Antero escreveu: “A Europa culta engrandeceu-se, nobilitou-se, subiu sobretudo pela ciência: foi sobretudo pela falta de ciência que nós descemos, que nos degradámos, que nos anulámos.” Hoje tornou-se claro que não há futuro sem conhecimento. O extraordinário desenvolvimento da sociedade humana nos tempos modernos deveu-se precisamente à ciência. Sampaio da Nóvoa como Reitor da Universidade de Lisboa colocou a ciência à cabeça. Ciência é uma palavra de futuro.

Mas, se o nosso atraso vem da falta de ciência, de onde vem a falta de ciência? Volto a Antero: “Dessa educação, que a nós mesmo demos durante três séculos, provêm todos os nossos males presentes.” O nosso défice de ciência veio do nosso défice de educação, outra palavra sem a qual não há futuro. Ficámos feridos com a nossa falta de escola no século XIX. O caso do atraso educativo português faz aliás parte dos livros de história do desenvolvimento. David Landes, economista de Harvard, apontou o dedo ao nosso analfabetismo na sua obra A Riqueza e Pobreza das Nações: “O contraste no analfabetismo entre os países do Sul e os do Norte da Europa é indubitavelmente grande. Por volta de 1900, 3% da população da Grã-Bretanha era analfabeta, o número para a Itália era 48%, para Espanha 56% e para Portugal 78%”. O défice de qualificações é hoje o grande drama nacional que urge superar. Ainda temos 5% de analfabetos e a percentagem de pessoas com um grau de ensino superior não chega aos 17%. Apesar dos progressos recentes, continuamos na cauda da Europa na qualificação da população activa. Sampaio da Nóvoa lembra-nos que falta ao nosso país uma escola que persista no trabalho e que prepare para o trabalho persistente.

Finalmente, a terceira palavra de futuro: cultura, ao mesmo tempo condição e resultado da ciência e da educação. Na linha da Questão Coimbrã, os republicanos preocuparam-se com a cultura. António Sérgio, o pedagogo que foi ministro da Educação na Primeira República, afirmou: “o problema da cultura, o problema da mentalidade: este é, se me não engano, o problema característico de Portugal moderno, e o mais grave dos problemas da sociedade portuguesa.” Sophia Breyner Andresen, a poeta que foi deputada na Constituinte, explicou: “perante a política a cultura deve sempre ter a possibilidade de funcionar como antipoder”. E Alexandre O´Neill, o poeta amargurado e irónico, resumiu: “Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo/ golpe até ao osso, fome sem entretém.” Sampaio da Nóvoa leu e lembra-nos as palavras deles.»

Compreenderão que isto representa muito mais do que quantos Marcelos, do que quantas Marisas podem oferecer.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Livros e autores

(daqui)


Tanto livro bom a sair e não conseguir ler tudo! [faz lembrar o louco verso de Campos «Quero sentir tudo de todas as maneiras»]. Não se trata de falta de tempo. É que, mesmo que conseguisse passar todo o tempo a ler – o que não seria possível e ainda bem – não daria para ler tudo o que eu acho que deveria ler!

Nas livrarias – em algumas – há livros que parece que se me agarram às mãos, mas não há tempo, nem espaço, nem dinheiro para tanto material de leitura. E depois há os jornais e as revistas de livros e leituras que não param de nos informar, de nos dizer o que há mais para ler. Tanta poesia boa. Tanto romance de grandes autores nossos a serem reeditados e que ainda não foram lidos. Tantos estudos literários interessantes para conhecer!

Na rubrica Maisartes do DN de sábado o jornalista João Céu Silva dá notícia do Livro Viagem a Itália 1786-1788 de Goethe com prefácio e tradução de João Barrento, nome que, de alguma forma me é próximo e não apenas pelo lançamento da obra da misteriosa Maria Gabriela Llansol ou pela fundação do Espaço Llansol em Sintra, mas muito especialmente porque foi meu professor na Faculdade. Mau professor, diga-se, porque pouco ou nada consegui aprender com as suas aulas de literatura norte-americana. Conhecendo o seu trajeto de estudos literários, percebi que se dedicou mais profundamente à literatura alemã, pelo que acredito que ter dado aulas de literatura norte-americana nos primórdios da sua carreira possa ter sido uma necessidade mais do que um gosto ou um prazer.

O curso de Germânicas, nos idos de 60, numa época em que o centro do conhecimento ainda era a cultura francesa, não era o mais bem lecionado ou o mais conseguido da Faculdade de Letras de Lisboa, se bem que fosse já o mais concorrido, o mais procurado pelos alunos. Os professores catedráticos de grande nível pertenciam ao Departamento de Românicas, enquanto o Departamento de Germânicas tinha apenas um professor catedrático que… enfim… Valia-nos o facto de termos algumas cadeiras comuns em que podíamos usufruir de algum bom ensino, de algum encantamento.

De facto, a nossa passagem pela Faculdade, pelo menos naquele tempo, tinha mais de encantamento do que propriamente de absorção de conhecimentos. Pelo menos para mim foi. Vinda de um Liceu opressor como eram os Liceus de Lisboa naquela época, a passagem pela Faculdade foi uma libertação, uma aprendizagem social e pessoal, uma abertura de vistas apesar da situação fascizante e o ambiente pidesco que se vivia: no ano da crise académica de 1969 estava eu a terminar o 3º ano.

Mas aquele foi o tempo em que eu tive o contacto possível com a «transcendência» … É que tive professores como Vitorino Nemésio, Lindley Cintra, Monteiro Grilo, ou seja, o poeta Tomaz Kim, o Padre Manuel Antunes; tive assistentes como António Machado Pires, Ivette Centeno e Teolinda Gersão, todos em início de carreira; cruzei-me nos corredores com o grande (e super vaidoso…) David Mourão-Ferreira, com os Prado Coelho pai e filho, com José Barata Moura, além de que tive colegas como Nuno Júdice e Luís Miguel Cintra. Foi ou não foi um encantamento?


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Sábado de chuva

Chovia desalmadamente, mas não podia nem queria deixar de ir à Marinha Grande assistir ao concerto de piano do João Costa Ferreira, que recentemente foi galardoado com o prémio “Melhor revelação artística” em Paris (e que, por acaso foi meu aluno ali na “minha” D. Dinis.)

Com apenas 29 anos, detém o Diplôme Supérieur d’Exécution em piano da Ecole Normale de Musique de Paris e é mestre em Música e Musicologia pela Sorbonne, sendo professor no Conservatório Georges Bizet de Paris.



Neste concerto de Ano Novo que realizou no renovado Teatro Stephens, o João apresentou, pela primeira vez em Portugal, cinco rapsódias inéditas de José Vianna da Motta descobertas e por si estudadas e trabalhadas. Para além destas interpretações, presenteou-nos com um Noturno do pouco conhecido compositor português porque desaparecido aos 21 anos - palavras do pianista – António Fragoso e ainda a belíssima Sonata ao Luar de Beethoven e o romântico Noturno nº 9 de Chopin.

Interpretações de elevado nível de execução, com momentos de enlevo e outros de verdadeiro arrebatamento, sem pauta, e em que as mãos do pianista quase voavam por cima das teclas mal lhes tocando. Muito bom. Ou pelo menos eu gostei muito.



Enquanto esperávamos pela hora do concerto, e apesar das bátegas de água que teimavam em cair furiosamente, ainda entrámos no edifício da Antiga Fábrica de Resinagem, também ela, tal como o Teatro Stephens, recentemente restaurada, onde assistimos ao fabrico de algumas peças de vidro.














A propósito, deixo  aqui a imagem de um baixo-relevo da autoria do escultor Luís Fernandes  que vi no Teatro Stephens e que ilustra a produção do vidro no tempo do Egito Antigo.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Canções de Amor (7)

Sempre influenciada pelos gostos musicais do meu pai, grande apreciador e conhecedor da música dos anos 40 e 50, as minhas primeiras preferências em termos de música ligeira e de canções de amor foram para a belíssima e sensual música sul americana - boleros e tangos. 

"A" canção dos meus pais era o Besame mucho (seguida do Begin the Beguine). Um dos meus primeiros "encantos" foi mesmo o Sabor a mi pelo trio Los Panchos, bolero que aqui deixo nesta interpretação mais atual.



Outra das lindas canções que cedo me encantaram foi o El dia que me quieras, tango que já teve mil interpretações, mas que deixo aqui no seu original pelo Carlos Gardel.




Boa semana musical!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Passagem de Ano

Quem não sonhou alguma vez fazer uma passagem de ano numa cidade como esta?

Ui!!




sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Ruínas

O poeta francês Chateaubriand «afirmou que todos os homens têm uma secreta adoração por ruínas. (…) O nosso fascínio pelas ruínas não se explica apenas pelas lições existenciais e históricas que encerram ou pela sua fealdade bela; […] não nos servem apenas de medida do tempo, como defendia Chateaubriand; […] contam mais do que a brevidade certa da existência. Haverá um núcleo secreto que nos atrai irresistivelmente para as ruínas e nesse núcleo encontraremos as histórias. (…) Estas histórias que só as ruínas podem contar dizem-nos que é possível reconstruir o mundo a partir dos escombros. Ao tempo do lamento e da meditação melancólica pelo que se perdeu, sucede-se o tempo da certeza feliz de que depois de nós virão outros, depois das nossas histórias outras histórias, depois das ruínas um mundo novo.»

(Bruno Vieira Amaral, in Ler, Verão 2015, pp 44-45)

Também eu sinto um enorme fascínio por ruínas. Antigas e menos antigas. Encantaram-me desde sempre as ruínas que se encontram nos jardins de Monserrate em Sintra – que trarei aqui proximamente.

Encantada fiquei quando, por mero acaso, encontrei as ruínas de uma velha igreja junto ao cemitério de Melides.


Sem qualquer placa identificativa, fiquei depois a saber que se trata das ruínas da igreja de Santa Marinha, de finais do século XV, inícios do XVI.















A fotografia abaixo foi encontrada na net decerto tirada quando a igrejinha não estava tão degradada como a encontrei em Agosto passado.




domingo, 6 de setembro de 2015

Não gosto de palhaços

Pois é mesmo verdade: desde que me lembro de me levarem àqueles pequenos (e pobres) circos lá em Algés, nos idos de 50, nunca gostei de palhaços. Quero dizer, não era bem não gostar dos palhaços, que até eram simpáticos e, não obstante a miséria e a tristeza que lhes líamos no olhar, esforçavam-se por nos fazerem rir e trazer alguns breves momentos de alegria a um público também ele pobre e triste. Do que eu nunca gostei foi de palhaçadas.

Em vez de usar a palavra «palhaços» talvez devesse empregar palavras como histriões, titeriteiros, farsistas (ou farsantes…) E, no entanto, adoro rir, aprecio uma boa anedota, vejo com prazer uma comédia fina. Nada, porém, de histrionices, pantominas, palhaçadas, enfim.

Ora é mercê destes meus gostos e não-gostos que me tenho abstido de seguir os telejornais e os (pseudo) comentários e debates político na televisão nomeadamente desde 6ª feira, dia em que decidiram deixar o ex-primeiro-ministro sair da prisão.

(Podia até deixar aqui o meu pensamento da histrionice dessa detenção em Novembro último, mas não foi isso que me trouxe aqui hoje.)

A palhaçada montada à porta da casa onde ele decidiu acoitar-se, por palhaçada que é, desagrada-me sobremaneira. Mas pior, bem pior do que essa – que se assemelha aos palhaços que eu via em Algés pela miséria que transparece nos atores – e essa sim, põe-me os nervos em franja, é a histrionice dos jornalistas e dos (pseudo) comentadores (de direita, que outros não há) que à força querem – e hélas! vão conseguindo – inculcar nas cabecinhas frágeis e leves de quem os ouve e os atende que a saída de Sócrates da prisão vai prejudicar o PS e vai fazer agitar e estremecer a campanha eleitoral e que só se vai falar em Sócrates e que isso vai fazer sombra ao António Costa e que e que… Quando percebemos muito bem que o que eles – todos esses histriões que pululam nas televisões – pretendem é serem eles próprios a agitar a campanha eleitoral e falar muito de Sócrates e do seu «enorme ego» e mais não sei o quê, para assim fazerem (re)despertar o enorme ódio que esse mesmo povinho sente contra o ex-primeiro-ministro que «provocou a enorme crise económica» que deixou Portugal (e a Irlanda e a Grécia e a Espanha e a Itália e a França) à beira do abismo e ganharem votos custe o que custar!




quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O Rossio

Só depois de “perdermos” as coisas (e as pessoas) é que lhes apreciamos a beleza, o valor, a emoção que provocam em nós.

Habituada desde muito garota a desembarcar na Estação do Rossio – ainda andei nos comboios a carvão, imagine-se! – a área, por mais bela que fosse – e era! – não dava para me extasiar…

Foi, durante anos, aquela correria louca da estação para o autocarro – Liceu. Da estação para o metro – Faculdade. Sim, o incêndio no Teatro D. Maria II. Sim, as corridas dos Pides atrás dos estudantes e/ou outros manifestantes… De resto, era o Rossio.

Mas também era o Rossio da Loja das Meias, das esplanadas do Nicola, do requinte do chá e torrada na Pastelaria Suíça, do chiar das rodas dos eléctricos, do café com leite e um donut no Tico-Tico antes de apanhar o 32 para a Paula Vicente. E aquele hotel ali por cima carregado de memórias dos refugiados da Guerra, dos ventos de liberdade de 40, do fechamento de 50. Tão elegante! Que bonito devia ser por dentro! Que deslumbre seria espreitar das usas janelas lá no alto!


(daqui)

E agora, passados anos sem conta, a oportunidade de ir ficar nesse mesmo hotel.

Tudo muito ao estilo da segunda metade do século XX – o (meu) querido século XX – banhado tudo por aquela luminosidade que só em Lisboa se vislumbra. Nada dos luxos, das facilidades (como se diz agora, deslumbrados que estamos com os empréstimos do inglês da América) que se exigem hoje aos hotéis do novo milénio. 

No nosso quarto, situado lá bem no alto, o mobiliário – bem como a casa de banho, curiosamente – transportou-me à casa da minha avó onde nasci e vivi a minha infância num Algés dos anos 50.









Tudo requintadamente suspenso nos anos 50/60. Senão, veja-se a sala de estar, centro vivencial de todo o hotel.















E depois esta vista única que se descobre quando se abrem as janelas.









Um verdadeiro brinquinho-de-folha-de-oliveira pendurado na orelha do Rossio, este Hotel Metropole, ali mesmo por cima do Nicola. 




domingo, 30 de agosto de 2015

Um banho de Lisboa!

Que sou completamente apaixonada por Lisboa não é novidade para ninguém. Que, muitas vezes, morro de saudades de Lisboa também não novidade para ninguém. Que passo a vida dizer (se calhar, só da boca para fora) que, se pudesse, ia hoje mesmo de volta para viver em Lisboa, também não é novidade mesmo para ninguém.

Por isso, nem imaginam o que me agradou passar estes últimos quatro dia em Lisboa! Ali mesmo no centro. Hummmm - que rejuvenescimento!




















(continua...)

domingo, 26 de julho de 2015

Liz Taylor

Uma das mulheres mais bonitas - para mim, será mesmo a mais bonita - da história do cinema!



O que vos parece?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Biografias


Gosto de ler biografias e autobiografias. Sempre que aparece uma de ou sobre um(a) autor(a) português(a) que me pareça interessante, leio. Nada a ver com fotobiografias (também tenho algumas) que essas interessam mais pelas fotos do que pelo conteúdo.

Não me atraem as biografias propriamente pelo que aconteceu ou não nas vidas dos biografados – se bem que esses factos sejam também “giros” de saber – mas especialmente pelo que se pode aprender acerca das circunstâncias sociais, temporais e históricas.

Foi nessa assunção que li algumas biografias de autores do século XX. Estou a lembrar-me da dolorosa (mas não lamechas) «Autobiografia» de Luís Pinto-Coelho ou a excelente biografia de João Pedro George sobre o louco autor Luíz Pacheco ou até – ou especialmente – o «Bilhete de Identidade» da arrogante Maria Filomena Mónica. Todas elas acrescentaram um pouco – ou um muito – mais de conhecimento sobre o século XX em Portugal. Mas não se cultiva muito o género cá pelo país, o que é uma pena.

Isto mesmo vi escrito numa crónica de Eduardo Pitta das coligidas no seu último livro «Pompas Fúnebres» pp 56-57. Diz o crítico literário: «A gente olha em volta e fica a pensar na enxurrada de informação (social, política, literária) que representariam as biografias de Manuel Teixeira-Gomes, Aquilino Ribeiro, Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros, Florbela Espanca, (…) Miguel Torga, (…) Vergílio Ferreira, Sophia de Mello Breyner Andresen, Jorge de Sena (…) Luís Miguel Nava. (…)(Nesta lista de 40 autores, nascidos entre 1860 e 1957, há três ainda vivos.) Nem todas urgentes, com certeza, porque a importância relativa das obras e o grau de intervenção pública nem sempre coincidem. Mas uma dúzia bem escolhida faria a história do século XX português. Os seus equivalentes ingleses, norte-americanos e franceses estão todos biografados, alguns mais de uma vez. (…) E nós por cá? Nós por cá talvez preferíssemos trocar a lenda (…) pelas biografias a que temos direito.»

E eu que de bom grado as leria, sem dúvida.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O Robert Redford

Da mesma forma que nos anos 60 achava o Alain Delon uma brasa de lindo que era, aí por meados de 80 deixei-me encantar pelo Robert Redford.

Com a minha liberalidade do costume (e para cativar os alunos, claro) abertamente falava nas aulas de inglês de mim, dos meus gostos e não gostos e das minhas preferências. Assim falava, teatralmente, em como gostava do Robert Redford (carregando um bocado nos rrr para tornar a coisa mais apelativa).

Ora estávamos um dia a praticar oralmente as “if-clauses” – que é como quem diz as frases condicionais – e eu propus aos alunos a pergunta «What would you do if you won a million of dollars?» que é como quem diz «O que farias se ganhasses um milhão de dólares». Então uma das minhas alunas teve a saída mais espantosa que se pode imaginar: «I would go to Hollywood and bring Robert Redford for you» (Iria a Hollywood e traria o Robert Redford para si.)  

Grande risota na aula e grandes agradecimentos por parte da professora….




Mas que ele era bonito, lá isso era! Não acham?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Dia do Tango

Celebra-se na Argentina no dia 11 de cada mês de Dezembro o Dia Nacional do Tango que foi instituído em homenagem ao dia do nascimento do cantor Carlos Gardel.

E porque gosto muito de tangos, quer tocados, quer dançados, deixo aqui dois temas que reputo de muito belos: o primeiro uma velha canção muito do meu gosto na voz do próprio Gardel e que foi tema de um filme dos anos 30; e o segundo apresentado por um grupo de vanguarda;

Espero que gostem.











quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Parabéns, Monte da Lua!



«A "Parques de Sintra – Monte da Lua" foi galardoada este domingo, pela segunda vez consecutiva, com o World Travel Award para “Melhor Empresa do Mundo em Conservação”, durante a cerimónia oficial em Anguilla (Caraíbas).

Estes prémios, reconhecidos internacionalmente como os “óscares do turismo”, são atribuídos anualmente às melhores empresas do mundo na área do turismo e representam uma das distinções mais importantes que estas empresas podem receber. A votação é realizada pelo público em geral e por milhares de profissionais de Agências de Viagens e Turismo, oriundos de 160 países.

A Parques de Sintra foi nomeada na categoria de “Melhor Empresa do Mundo em Conservação”, competindo com outras seis instituições dos Estados Unidos, Austrália e África.»



Também não admira, com paisagens destas....

Recorte da Serra

Castelo dos Mouros

Palácio da Pena

Convento dos Capuchos
Palácio de Monserrate

Vila Velha


Casa do Milhões - atual Regaleira

... só para mostrar apenas os pontos mais emblemáticos...