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domingo, 5 de fevereiro de 2017

Um preto e um branco!

A vizinha da frente tem muitos gatos. Alguns passam-se para cá em busca de alguma “ascensão social”, ou melhor dizendo, de comidinha. Faço um esforço enorme para não os adotar, mas não pode ser.

A Rosita – uma gata preta luzidia e esperta como um alho, que entra cá em casa quase sem darmos por isso – teve uma ninhada há uns três meses e dois deles: um belo siamês de olhos bem azuis, grande e comilão – o maior da ninhada – e uma gatinha quase preta, com leves riscas cinzentas antracite e olhos bem verdes, a mais pequenina da ninhada, não saem aqui do meu quintal. Por muito que eu os carregue ao colo, desde a mais tenra idade, para o jardim da vizinha, eles voltam para cá quase ato contínuo. As outras irmãs (felizmente) não adotaram o meu espaço, mas estes dois, inseparáveis, não me perdem de vista. Um preto e um branco.

São muito meiguinhos um para o outro. Naqueles dias de frio intenso, abrigavam-se por aí e deitavam-se um por cima do outro para se manterem mais quentes. São inseparáveis. Um preto e um branco.



Hoje, belo dia de Sol, estiveram ali a lavar-se um ao outro com todo o carinho. Inseparáveis. Um preto e um branco.








Aí lembrei-me de uma anedota muito antiga que dizia assim:

Vinha um homem pela rua abaixo, visivelmente furioso, repetindo sem cessar: «Fosca-se! Um preto e um branco! Fosca-se! Um preto e um branco! Fosca-se! Um preto e um branco.» (talvez usando o vernáculo mais forte, que me escuso de utilizar aqui…)

Passa um padre por ele e diz-lhe:

«Meu filho! Vejo que vens aperreado, mas não devias dizer esses palavrões; podes chocar as pessoas. Mas o que te aconteceu? Será que queres desabafar?»

O homem, esbaforido, responde:

 «Ó senhor padre, é que acabei de ser pai!»

«Meu filho, mas não há alegria maior! Não entendo a tua consternação!» - responde-lhe o padre com suavidade.

«É que são gémeos!» - gagueja o homem ainda mais desesperado.

«Mas isso é uma alegria redobrada! Uma dádiva de Deus! Não é motivo para desespero. Tudo se cria!» - continua o padre.

«O senhor padre não está a entender! É que um é branco e o outro é preto!»

E o padre: «Fosca-se! Um preto e um branco!!!»


Boa semana!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

A minha Branquinha...

Nunca tal me acontecera. Há anos que, quando saio de férias, deixo os meus gatinhos de estimação (e por vezes, também as das minhas filhas) em casa com saída e entrada assegurada para o quintal e contando com a amabilidade da vizinha que, ao longo dos tempos, vem aqui, quase maternalmente, pôr-lhes a comida de manhã e à noite.

Quando volto, cá os encontro: uns mais rápidos a aparecer, outros mais demorados, lá vêm ter comigo, esfregando-se nas minhas pernas, miando por festinhas.

A minha mais velhota, a minha Branquinha, que está habituada a ficar diligentemente há mais de oito anos, chega sempre um pouco mais tarde, enervada com a ausência e com a presença sempre indesejável de outros gatos que se aproximam da casa e entram «roubando-lhes» os biscoitos… Mia alto a ralhar comigo, mostra o seu mau feitio como pode e sabe e no primeiro dia não me salta para o colo. Quando, em finais de Julho, chegámos do Algarve, só apareceu no dia seguinte, bem mais magra e bem mais aborrecida comigo.

Mas desta vez, não aparece. Já passaram cinco dias desde a nossa chegada a casa e da minha Branquinha nem sinal. Procurámos já pelos quintais vizinhos chamando-a com toda a meiguice, mas ela não aparece.

Estou tão triste! Já perdi tantos gatinhos, grande parte por eutanásia ou por morte natural, e dói sempre muito. Agora desaparecer-me assim uma gatinha mimada, habituada, desde que ainda bebezinha, aqui me apareceu no jardim, a casa e ao espaço envolvente, sem saber o que lhe poderá ter acontecido, é um sobressalto muito diferente.

Podem rir de mim que eu não me importo, mas podem crer que estou tão triste!





sábado, 30 de julho de 2016

O gato é ingrato?




E é o que mais me custa quando vou de férias - deixar as minhas gatinhas por cá (se bem que cuidadas) sem mim...



segunda-feira, 20 de junho de 2016

Verão!

O Verão este ano chegou umas horas mais cedo e veio cá com uma força!! 30 graus aqui em Leiria. Vamos ver é por quanto tempo, porque o clima tem andado por de mais incerto, cheio de altos e baixos.


E, logo de manhã, o Sol já estava tão forte que a gataria cá de casa não sabia onde mais havia de procurar sombra...








Aproveitemos o Verão! Num abrir e fechar de olhos temos aí o Natal...

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Uma prenda

Nunca disse aqui, mas sou mesmo uma sortuda! Tenho recebido quadros-prenda de colegas/amigas da minha escola e o último que recebi, foi esta aguarela. Já o recebi há uns meses, mas nunca me lembrei de o trazer aqui.

E... são gatos! Porque será?!




Não são uma doçura?

Tive colegas/amigas que me estraga(ra)m com mimos!

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Gatices

Com tanto sofá, carpete e cama por esta casa e o raço da gata põe-se a dormir num vaso devoluto...





terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Dia do Gato!

Pois é! Já não é novidade para ninguém que hoje é o Dia Mundial do Gato. 

Também já não é novidade para ninguém que eu sou tonta por gatos. Por isso hoje deixo aqui um mosaico dos últimos gatos que passaram cá por casa. Alguns deles já partiram para o céu dos gatos, mas alguns ainda me aquecem o coração (e o colo...)




Entretanto, deixo aqui algumas sugestões para os amantes de gatos...





sábado, 2 de janeiro de 2016

Dá cá uma tristeza!

Dizem que a felicidade não existe, existem apenas momentos de felicidade – mais ou menos extensos. O mesmo deve acontecer com a infelicidade, suponho: haverá momentos de infelicidade mais ou menos longos.

O dia 31 trouxe consigo um momento de infelicidade. O vizinho, que também é primo, bateu-me à porta e disse, cuidadoso: «Prima, venho trazer-te uma notícia pouco agradável… A tua gatinha cinzenta e branca está ali morta.»

Balbuciei: «Tenho duas quase iguais; qual delas foi? A minha Branquinha? Foi atropelada?» Que não. Atropelada não foi. Que estava ali caída.

E lá estava, no passeio, junto ao muro da casa, inerte, de borco, as patinhas esticadas, a cauda desarrumada. A minha Nikita. Sem sinais de atropelamento nem de envenenamento. Serena.

Foi no Setembro do outro ano atrás, quando regressámos da praia. Entrou cá pela janela da frente, a fugir da irmãs e das filhitas que lhe aborreciam a existência. Novinha, novinha e cheia de apetite, um nico de gente a amamentar as crias – por isso lhe chamei Nikita, por ser um nico de gente.

(A entrar)
(A amamentar, já cá em casa)


Adotada, tratada, esterilizada, passou-se definitivamente para cá e por cá vivia feliz na companhia da mais velha, igual a ela, que até lhe lambia o pelo pela manhã.  




Teria uns três anos ou nem tanto e era tão meiga, tão fofa, com um olhar tão doce. Ainda na semana passada tinha ido renovar as vacinas e fazer a consulta anual. Estava tudo bem com ela.



Tenho tido gatos sem conto e tenho mais dois em casa e outro que me visita na qualidade de «comensal»… mas fica sempre uma tão grande saudade e uma tão grande tristeza de cada vez que um deles parte…



terça-feira, 24 de novembro de 2015

Aproveitando o Sol

A temperatura desceu abruptamente. Como eu gosto deste tempo de frio cortante mas de céu límpido, Sol brilhante, se bem que muito fraquinho, e de luz azul gelo. 

Vestir as camisolas de lã e o casaco comprido, calçar as meias grossas, não esquecer as luvas e passear pelas ruas da cidade... Aproveitando o Sol enquanto dá.




Como os meus vizinhos da frente - aproveitando o Sol. Enquanto dá...



Possam os meus amigos também aproveitar o Sol. Enquanto dá.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Parecenças...

Olhem só do que me lembrei quando vi a fotografia do Rui Veloso na Notícias Magazine de aqui há duas semana.....

Parecidinhos, não vos parece?!...

     



















Bem mais parecidos que esses aí abaixo, não vos parece?...












terça-feira, 3 de novembro de 2015

Gatices

Esta é a minha mesa de trabalho. Na tal sala dos quadros com os «peixitos, ou lá o que é»...



Muitas vezes, quando vou pôr-me a trabalhar, fica assim...








Hoje, com o tempo outonal que se fazia sentir, com aquela chuvinha chata que não dava para ir para o quintal pôr a barriguinha ao sol, foi assim...



E onde é que eu me sento?!...




terça-feira, 13 de outubro de 2015

Histórias da minha rua (7)

O gatinho da vizinha morreu. Do alto minha imensa experiência de gatos, eu já previa isto. Uma agressiva insuficiência renal, mal a que muitos gatinhos não sobrevivem, mesmo depois de internamentos a soro e medicação injetável. Uma pessoa, porém, bem afeiçoada aos bichinhos, pensa sempre que com os nossos vai ser diferente. E ela pensava isso mesmo: que o gatinho vinha para casa e melhorava. Para grande tristeza da família, o gatinho veio para casa e acabou por se ficar em grande sofrimento. Já tive dois casos idênticos com gatos cá da casa e preferi que lhes fosse aplicada aquilo que para os humanos ainda não é permitido – e bem entendo porquê – a eutanásia.

A filha da vizinha – minha ex aluna mas já adulta – que mantém comigo uma relação algo estreita, telefonou-me tristinha, tristinha a dizer que o gato tinha morrido. Que sentia muito a sua falta. Que era um enorme vazio na casa por todo o lado. Que, que, que… «Bem sei o que isso é» – disse lhe eu – «já passei por isso algumas vezes e sempre me farto de chorar…» «Pois é» – responde-me ela «mas você [adoro quando me tratam por «você»!...] não sente tanto porque tem outros gatos…»

A imposição de nós próprios e das nossas coisas – neste caso do sofrimento – para cima dos outros é coisa que nós, portugueses, gostamos de fazer sem pararmos um momento para pensar que não somos diferentes dos outros, que não somos especiais.


E propus-lhe o seguinte dilema: «Parece-te que se uma mãe de cinco filhos perder um sofre menos do que uma mãe que só tem um e o perde?»


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Isto é gostar de ler!

Isto sim, é gostar de ler!!




Boa semana e boas leituras!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Gatinhos de Melides

Bem podemos afirmar que Melides é terra de gatos. Parece que toda a gente os alimenta: há comida de gatos e recipientes de água por todo o lado.

No ano passado registei dezenas de fotografias de gatos que se espreguiçavam por todos os lados aqui na aldeia. 

E este ano, vou pelo mesmo. 

Ora aqui estão alguns.





















Tantos e tão fofos e eu cheia de saudades das minhas...







sexta-feira, 19 de junho de 2015

Copy paste!

As minhas gatas. E nem primas afastadas são!



Ai que com este calor só apetece dormir à sombrinha!!

Bom fim de semana!!

domingo, 10 de maio de 2015

Ing(r)atos!

Sabe, quem por aqui passa, que a minha é uma casa de gatos. Já a minha mãe assim era: gatinhos que apanhasse na rua abandonados e/ou maltratados ela trazia para casa. Eu não os trago para casa, mas os que me aparecem à porta, entram e são acarinhados.


Em vésperas do Natal de há dois anos, entrou-me pela casa dentro este gatão a que chamámos de Lourinho, um doido que faltava em casa de noite e chegava de manhã todo molhado e arranhado. Um dia apanhou um resfriado valente e até teve de ficar internado na clínica veterinária.




Esteve tão doentinho!

Pois no passado verão, enquanto fomos duas semanas de férias, o fulaninho, não obstante continuar a ter a comidinha a horas posta por uma senhora que vem cá exclusivamente para tratar dos meus gatinhos, pirou-se sem dizer mais palavra.

Meses depois, aí por Outubro – até falei nisso aqui – uma vizinha veio trazer-me um gatão que pensava ser o meu Lourinho. Não era. Apesar de ser um bom bocado parecido. Este era deliciosamente mais meigo, vinha muito bem tratado e não fazia xixi na porta… De tão fofo que era/é, chamámos-lhe Miminho. Foi à veterinária fazer o registo e ver de possíveis maleitas. Fez-se dono da casa, tratado com realeza por mim e pela minha neta e respeitado pelas nossas gatas.







Um autêntico miminho...

Então não é que o safado me desaparece sem rasto no mês passado? Dois, três, quatro dias é ausência normal num gato jovem-adulto, mas duas, três semanas já não é. Dei-o por perdido. Com a pena do costume. Até que, um dia destes, vou dar com ele aqui a uns 150 metros na minha rua, ali nuns verdes perlados de margaridas amarelas e papoilas transbordantes de vigor, todo esparramado. Chamei-o: «Miminho!» e não é que o magano vem bamboleante até mim, rebola-se no chão e recebe as festas que lhe prodigalizei na barriga? Veio atrás de mim, feito cãozinho, até casa. Comeu, comeu, limpei-o de bicharada, dormiu, refastelou-se de mimo. Dois dias depois, outra larga ausência.

Sei que se aboletou junto a uma gatinha muito linda chamada Esperança – que está de esperanças mais vezes do que gostaria – e que pára por ali nos verdes campos. De cada vez que ali passo e o vejo, chamo-o, vem atrás de mim feito cãozinho, come, come, limpo-o de bichos, descansa e volta para lá.


Esta é a Esperança

In(g)ratos estes gatos! Mas o amor tem destas coisas, não é verdade?