Mostrar mensagens com a etiqueta Efemérides. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Efemérides. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 5 de junho de 2018

Flores para alegrar o ambiente

No Dia do Ambiente, flores para alegrar ... o ambiente.


















«Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.»

Ricardo Reis

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Pensem nas crianças...

Pensem nelas e nas mulheres e nos homens e na violência deste mundo.

Façamo-lo com a ajuda da poesia de Vinícius e da voz também poética de Ney Matogrosso.



Bom dia da Criança

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Dia Internacional dos Museus

Gosto muito de visitar museus e exposições. Por isso não posso, nem quero deixar de fazer aqui a minha humilde celebração do dia.

Desta vez, convido-vos a visitar comigo o Museu de Ferreira de Castro que está situado em Sintra, terra da escolha do autor de A Selva e onde viveu, no Hotel Netto, ali na área da Vila Velha, a caminho dos feéricos jardins de Monserrate, um pouco antes de se chegar à Quinta da Regaleira.










Busto do escritor


Mobília do seu escritório

Mobília do seu escritório

A sua máquina de escrever





























Desenho do escritor por Júlio Pomar

Caixa que o escritor deixou fechada por conter escritos
pessoais que poderiam comprometer algumas senhoras
e que não deverá ser aberta antes de passarem 50 anos...

https://www.ebiografia.com/ferreira_de_castro/ 

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Dia da espiga

Quinta-feira da Ascensão - dia de ir à espiga! 

(daqui)


Não sei porque dizem “Que espiga!” duma contrariedade.
A espiga é o símbolo da nossa esperança no porvir.
No raminho que dantes se apanhava neste dia
havia também a papoila, a risada da alegria,
e o raminho de oliveira, para que a luz nunca falte.
Irei ao campo em pensamento apanhar esses símbolos
para os pendurar por cima da lareira
que não tenho.
Vivemos quase todos longe do que é natural
a que a poesia nos regressa.

(Teresa Rita Lopes, in facebook)



“Se os passarinhos soubessem que era quinta feira da Ascensão, não comiam nem bebiam, nem pousavam os pés no chão.” (ditado popular muito antigo)

domingo, 6 de maio de 2018

À minha mãe (e a todas...)


MÃE

Apareceste-me de repente no espelho
Era a tua cara na minha
Sorriste-me sorri-te
sorri-me
Afinal envelhecer é caminhar
ao teu encontro
Reconcilio-me com meu rosto
envelhecendo
porque através dele me sorris
com minha boca meus olhos
magoadamente
Um dia os nossos rostos estarão sincronizados
num só olhar

(Teresa Rita Lopes, in Afectos, Lisboa, 2000)


A minha mãe
no dia do seu casamento: Out/1946

sábado, 5 de maio de 2018

Dia da Língua Portuguesa

O jornal lembrou-me que era hoje o seu dia: Dia da Língua Portuguesa.

Eu sei que este dia existe e que foi criado em 2009 pela CPLP e até tinha já pensado num texto bem antigo para o celebrar. Agora o que me pareceu sempre improvável era encontrar um texto de homenagem à nossa bela e vetusta língua numa secção de economia do jornal…

Para mim a disciplina de economia é intragável, por isso raramente – para não dizer nunca – leio artigos sobre essa matéria. Mas… ao desfolhar a secção Mais Artes, deparei-me com este título:

Língua portuguesa, hoje é o teu dia!

Aí tive de “travar” e ler. Começa assim:

«Foi com as ondas do mar que a Língua Portuguesa aprendeu os seus requebros, a sua plasticidade. Foi pelas ondas do mar que viajou, marcando cada lugar que tocava; misturando-se, transformando-se, multiplicando-se. Há 600 anos, atirou-se ao mar para ser do mundo. Musical, suave e sonora, foi a primeira língua franca falada em todos os continentes. Desse legado há palavras Portuguesas usadas em mais de 60 línguas, só no japonês são 90. Falada no Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné-Bissau, a Língua Portuguesa é o mais valioso recurso endógeno de uma comunidade de 280 milhões de pessoas. A 5ª língua mais falada no planeta, a 3ª no hemisfério ocidental, e a 1ª no hemisfério sul.

Se o objetivo de uma marca plural é agregar diferenças culturais, a nossa língua é a marca mais global da nossa identidade. Este tesouro multinacional, como qualquer fortuna, tem de ser acautelado, potenciado, alimentado. Temos de promover, divulgar, cuidar nas escolas, no espaço mediático, nos documentos oficiais, nas falas públicas; utilizando-a como pilar e fator de desenvolvimento transnacional. (…)

Valorizar este património é defender a nossa posição cultural e económica. É defender os interesses estratégicos comuns a todos os países de língua oficial Portuguesa. É assegurar que a nossa presença planetária não se resume a uma memória, mas um fator de continuidade e de futuro lusófono. (…)

… e termina desta forma quase épica:

(…) «Nada nos une mais que a língua de Camões; o herói que escreveu o nosso futuro e nos deixou um apelo a uma nova partida, a uma nova esperança, a uma nova lusofonia. Importa que não nos esqueçamos que os Lusíadas somos nós e que a língua Portuguesa é a nossa alma, a nossa moeda, a nossa marca. Parabéns, vives em mim, vemo-nos todos os dias, mas hoje, é o teu dia!»

(Carlos Coelho, Gestão das Marcas de Portugal, DN)





terça-feira, 1 de maio de 2018

Um poema para o 1º de Maio

"O poeta
declina de toda a responsabilidade
na marcha do mundo capitalista
e com suaves palavras, intuições, símbolos e outras armas
promete ajudar
a destruí-lo
como uma pedreira, uma floresta,
um verme."

(Carlos Drummond de Andrade - "Antologia Poética" (2007), pág.158.)

Entretanto deixo aqui uma lembrança do primeiro 1º de Maio (1974) em Leiria.
Eu ainda estava em Lisboa.



(foto de I. Soares)

domingo, 29 de abril de 2018

O Casalinho é cá de Leiria

Na passagem de mais um dia internacional da dança, nada como homenagear o talento do jovem bailarino de Leiria que tem acumulado prémios em cima de prémios de dança por esse mundo fora. Trata-se do António Casalinho, tem apenas 14 anos, estuda na Secundária aqui da minha zona e é aluno da Academia de Ballet e Dança Annarella Sanchez também aqui na freguesia.

Este ano voltou a vencer (pela segunda vez) o Youth America Grand Prix de Nova York.

Para além do Casalinho, a Academia de Dança apresenta-se nos concursos internacionais com outros excelentes alunos e alunas.

Convido-vos a vê-los dançar. Primeiro num número de bailado ao estilo clássico e depois um número mais moderno.








terça-feira, 24 de abril de 2018

E depois do adeus

Otelo Saraiva de Carvalho revelou-se um estratega capaz dirigindo as operações militares que resultaram na revolução de 25 de Abril de 1974, mas não se pode dizer que a estratégia musical empregue na escolha das senhas da revolução tenha sido delineada de forma igualmente brilhante pelo militar. Quarenta anos depois da revolução dos cravos, Paulo de Carvalho explica à BLITZ que "E Depois do Adeus", o tema com que venceu o Festival RTP da Canção realizado a 7 de março de 1974, esteve para não ser a primeira senha do 25 de Abril: "sei hoje que houve uma reunião no Apolo 70 entre o Otelo, o Costa Martins, que foi Ministro do Trabalho no tempo de Vasco Gonçalves, e o [radialista] João Paulo Diniz [que à altura trabalhava nos Emissores Associados de Lisboa e no Rádio Clube Português]. A ideia do Otelo era que a primeira senha fosse o "Venham Mais Cinco", do José Afonso, mas foi o João Paulo Diniz que o convenceu de que essa canção, de um autor proibido pelo regime, poderia levantar suspeitas. E foi ele também que sugeriu o "E Depois do Adeus", que poderia ser tocado sem fazer soar nenhum tipo de alarme".

Num documento secreto onde se explicava aos comandantes operacionais a estratégia para a madrugada de 25 de Abril, Otelo Saraiva de Carvalho indicava as duas senhas de transmissão radiofónica que espoletariam as operações militares da revolução que se seguiria: "Às vinte e duas horas e cinquenta e cinco minutos (22H55) do dia 24 Abr 74 será transmitida pelos "Emissores Associados de Lisboa" uma frase indicando que faltam cinco minutos para as vinte e três horas (23H00) e anunciado o disco de Paulo de Carvalho, "E Depois do Adeus"". O tema de José Afonso deveria ouvir-se mais tarde: "entre as zero horas (00H00) e a uma hora (01H00) do dia 25 Abr 74, através do programa da Rádio Renascença, será transmitida a seguinte sequência: Leitura da estrofe do poema "Grândola Vila Morena" "Grândola Vila Morena / Terra de fraternidade / O povo é quem mais ordena / Dentro de ti ó cidade"; Transmissão da canção do mesmo nome interpretada por José Afonso".



´


segunda-feira, 23 de abril de 2018

O Elogio do Livro


«Um livro é feito de uma árvore. É um conjunto de partes lisas e flexíveis (que ainda se chamam folhas) impressas em carateres de pigmentação escura. Dá-se uma vista de olhos e ouve-se a voz de outra pessoa – talvez alguém que já tenha morrido há milhares de anos. Através dos milénios, o autor está a falar, com clareza e em silêncio, dentro da nossa cabeça, diretamente para nós. A escrita foi talvez a maior das invenções humanas, ligando as pessoas, cidadãos de épocas distantes que nunca se chegaram a conhecer. Os livros quebram as cadeias do tempo, provam que os seres humanos são capazes de exercer magia.»

(Carl Sagan, in Comos, 1980)




«Livros não mudam o mundo,
quem muda o mundo são as pessoas.
Os livros só mudam as pessoas.»

(Mário Quintana)




sábado, 21 de abril de 2018

Dia da Terra

Mostrando a força e a beleza do nosso Planeta - Terra!

Cuidemos dela, porque não há outra igual...


quarta-feira, 18 de abril de 2018

Dia dos Sítios e dos Monumentos

"Só a emoção nos torna responsáveis por um mundo que herdámos e que devemos legar aos vindouros. " - Guilherme de Oliveira Martins, in "Ao Encontro da História"

Todos o conhecemos e identificamos por fora, mas... e por dentro? Um verdadeiro encontro com a História: a nossa, a de Portugal.




Sala dos Cisnes com os cisnes pintados no teto
evocando o casamento de D. Isabel de Portugal com
D. Filipe de Borgonha




A Sala das Pegas com 127 pegas pintadas no teto evocando
o lema de D. João I «por bem»



Azulejos de tradição árabe 

Quarto de D. Sebastião



Sala das Sereias, o antigo guarda roupa, no séc XV

Sala Júlio César

Sala das Galés (no teto)



Sala dos Brasões (das famílias importantes da época) toda forrada a
azulejo











Quarto prisão do infeliz rei D. Afonso VI

A Capela
O bem trabalhado teto da capela - entalhes em madeira


Quarto de hóspedes...

... com sofá-cama

A porta mais antiga do Palácio

A cozinha



A sala dos banhos



E tanto mais que havia para mostrar!