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segunda-feira, 5 de março de 2018

Se rido se piango

Não, não vou comentar os resultados das eleições de ontem em Itália porque, apesar dos resultados que Berlusconi, a entrar na 4ª idade, possa ter e apesar de os italianos virem a ter um chefe de governo com idade e carinha de bebé, não sei o suficiente para o fazer.

A expressão italiana tem a ver como uma qualquer canção que me veio à lembrança porque, de facto, não sei se ria, se chore.

E porquê? É que não me sai da cabeça uma das notícias domésticas mais escandalosas dos últimos dias. Um senhor que completou uma licenciatura tarde e a más horas (e não por ter sido trabalhador-estudante) ministrada por uma qualquer universidade privada, com uma qualquer média final; um senhor sobre o qual pende uma fraude escondida pelos amigos pátrios mas descoberta pelas contas europeias; um senhor que manteve no seu governo um outro senhor que se disse licenciado por aquela mesma universidade sabendo que nem o primeiro ano tinha completado; um senhor que mentiu todo o tempo ao país e o estraçalhou enquanto governou; um senhor que sempre mostrou uma enorme falta de cultura de toda a ordem, a começar pela linguagem que utilizava e grande falta de cidadania; um senhor que não estudou, não investigou, não pesquisou, não escreveu…

… esse senhor vai dar aulas em três universidades públicas e privadas?

… esse senhor vai dar aulas no mestrado e no doutoramento de Administração Pública, devendo fazê-lo na categoria de professor convidado catedrático?

… esse senhor vai ter uma espécie de equiparação salarial à de professor catedrático, o topo da carreira no ensino universitário?

Às primeiras impressões dá vontade de dar umas enormes gargalhadas. Mas depois, quando penso na deceção dos “alunos” e na fúria dos catedráticos de carreira que tanto tiveram de estudar e de se sujeitar a constantes avaliações e concursos para lá chegarem… ah! Aí dá-me cá uma vontade de chorar que nem vos digo.

Pobre país este.





domingo, 18 de fevereiro de 2018

Da pieguice...

Aprendi muito cedo – sempre sou de Germânicas, não é? – que os ingleses, quando são apresentados a desconhecidos, dizem um educado e bem pronunciado «How do you do?» a que os outros respondem com o mesmo educado e vincado «How do you do?». E mesmo quando informalmente se encontram, cumprimentam com um «How are you?» e a resposta é simplesmente um «Fine, thanks» e “está a andar”. Mais informal ainda é o mero «Hi!» que leva por resposta qualquer coisa como «Hi, there!» e pronto.

Isto – foi-nos explicado – porque se trata apenas de um cumprimento e não para saber do completo estado de saúde do próximo. Dizia a minha primeira professora de inglês, há muitos, muitos anos, que para os ingleses «time is money» (que o mesmo é dizer “tempo é dinheiro”) e eles poupam até nas palavras – daí as muitas elisões da língua inglesa.

O que nós portugueses temos a aprender com os ingleses neste campo! Se encontramos uma pessoa conhecida, amiga, indiferente, daqueles que até nem gostamos muito, ou seja o que for e dizemos, por exemplo, «Olá! Como estás?», ou «Então tudo bem?» não é para sabermos das suas maleitas, das dores nas costas, da enxaqueca, da gripe da sogra, da unha encravada da cunhada… É apenas um cumprimento, um gesto de simpatia, uma manifestação de educação, sei lá! Não se me ponham por isso a contar as idas ao médico, ao dentista, ao homeopata de que uma vizinha lhe falou muito bem e que até é primo de uma amiga nossa que andou connosco no liceu, ou daquele massagista, que até é muito caro, mas vale bem a pena porque saímos de lá derreadinhos de “pancada” mas dores na lombar nunca mais… Poupem-me!

E se, por qualquer eventualidade, calha dizermos que, por acaso também sofremos da lombar ou da cervical ou de um dente do siso, lá temos para mais meia-hora de explanação sobre a guinada, a moinha, a dor aguda que, seja ela qual for, é por certo muito mais forte do que a nossa, superioridade que é simplesmente traduzida por um expressivo e suspirado «tu sabes lá!»

E depois ainda estranhámos quando o outro disse que deixássemos de ser piegas…




Tenham uma boa semana!


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Maria de Lurdes Rodrigues eleita reitora do ISCTE

Foi com grande surpresa e muita satisfação que li a notícia de que «A ex-ministra da Educação do primeiro governo de José Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues, ganhou a corrida às eleições para a reitoria do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, apurou o Negócios junto de fonte oficial. É a primeira vez que uma mulher comanda os destinos deste instituto de ensino superior.

As eleições para o mandato 2018-2022 decorreram esta sexta-feira, no ISCTE, e contaram com mais três candidatos. Maria de Lurdes Rodrigues venceu com uma larga maioria com 22 votos, seguida de Nuno Guimarães, atual vice-reitor, com 10, Gustavo Cardoso com um e Cláudio Startec com zero votos. O Colégio Eleitoral é constituído por 33 elementos.» Será a primeira mulher a dirigir aquela instituição de ensino superior.

Que dirão agora os muitos “meus colegas” que sempre a detestaram e destrataram porque o seu ministério achava – e bem – que os professores, como os restantes funcionários públicos, deveriam ser sujeitos a uma avaliação que fosse para além do ignóbil «relatório» em que cada um escrevia que era muito bom e que fazia tudo muito bem, sem que houvesse qualquer tipo de contraditório? E olhem que eu li dezenas e dezenas deles. Depois de os ler, tinha de reunir um pequeno “colégio" de outros professores que assinavam e pronto. Estava a avaliação feita.

Que dirão agora os milhares de “colegas meus” que se insurgiram em manifestações manietadas pelo senhor Mário Fenprof conseguindo o seu afastamento do ministério?
Que dirão agora aqueles que, impantes de uma raivosa vingançazinha pessoal, vieram há pouco mostrar nas redes sociais uma qualquer publicação em que noticiavam que a Professora não tivera avaliação positiva no ISCTE por não ter apresentado artigos científicos suficientes?

Que dirão os juízes do tribunal que a condenou a três anos e seis meses de prisão com pena suspensa por ter contratado, enquanto ministra da Educação, o “amigo” João Pedroso, por ajuste direto, para exercer tarefas de consultoria jurídica, mediante o pagamento de 220 mil euros (sem IVA)?

E que dirá agora o senhor Mário Fenprof que, ao longo dos anos, tanto a desdoirou para depois andar a fazer vénias ao ministro (C)rato?




terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Se não digo, rebento!

Corro o risco de levar os meus queridos seguidores/visitantes a pensar que estou a tornar este espaço mais de registo e discussão dos aspetos negativos do dia-a-dia do que a tratar das maravilhas da vida, da arte, da escrita, das estações do ano, da poesia.

A questão é que, todos os dias os órgãos de comunicação social nos pretendem vender “gato por lebre” e eu não aguento.

Quando eu era tímida e trabalhava na escola, tinha, muitas vezes, de ir a reuniões alargadas com presidentes de outras escolas para discussão de problemas da vida escolar dos alunos. Muitas vezes, tinha opiniões muito diversas das do grupo e eu ouvia, ouvia, e quando “enchia”, pedia a palavra e dizia: «Desculpem, não concordo nada com isso e, se não digo, rebento…»

Assim estou agora: «Se não digo, rebento!»
Então andam mais de não sei quantos funcionários do Ministério Público (seja isso o que for) daqueles com formação (ou sem ela, sei lá!) a fazer inquirições (era o que fazia o Ofício dito Santo e a polícia política do ditador) por causa de dois convites para ir assistir a jogo de futebol e os outros restantes funcionários a inquirir dois antigos secretários de Estado de um governo de há anos porque utilizaram indevidamente o cartão de crédito – não, não foi para comprarem fatos Armani, nem para levarem a família a fazer viagens à Seicheles – para comprarem livros e revistas que levaram para casa quando terminaram o mandato.

 Quantos bilhetes de futebol e quantos livros e revistas se poderiam comprar com os milhões roubados no âmbito do crime financeiro do século no BPN, ou do BES?

Quantos bilhetes de futebol e quantos livros e revistas poderiam ser comprados com as luvas recebidas (e desaparecidas) com a compra dos Pandur e dos submarinos?

Querem fazer de nós parvos ou trata-se apenas de continuar e prolongar sine die o processo de difamação das governações de esquerda iniciado em 2004 com o obscuro e infame caso Freeport?

De nada mais se fala nesta torpe e infame comunicação social. Entretanto, o ex ministro Miguel de Macedo foi hoje ouvido em tribunal sobre o caso dos vistos gold – mas a comunicação social, caladinha. Ontem um dos arguidos da operação FIZZ afirmou em tribunal que tinha provas da manipulação da Procuradora Geral (desta) República e dados sobre quem a PGR tem andado a proteger – mas a comunicação social, caladinha, caladinha…

E querem vocês que eu me cale também? Não posso. Senão rebento!



Nota Final – li agora que o Partido Popular Europeu quer ver discutido o caso dos bilhetes de futebol no Parlamento Europeu!


Aonde vamos parar? 

domingo, 28 de janeiro de 2018

Desculpas frouxas

Volto ao tema do passado dia 25 Impunidade. É que se nesse dia me sentia furiosa, hoje não o fiquei menos com as notícias dos jornais: «MP não está preparado para lidar com casos de violência doméstica» - em grandes parangonas na primeira página.

E continuam: “Os funcionários do MP não têm formação nessa matéria, não lhes é dada por parte do Ministério da Justiça e não existe número de funcionários que permita um atendimento personalizado, nem pelos funcionários nem pelos magistrados.” – afirma o presidente do sindicato.

Para além da minha fúria crescente e incontida, duas observações acorreram, ato contínuo, ao meu pensamento:

             Uma, que tem a ver com a minha vasta experiência de professora enquanto presidente executiva: quando, perante novos projetos, novas tendências pedagógicas, reviravoltas nos programas, os colegas bradavam: “Não temos formação para isso! O ministério não nos deu formação para isso!” – Eu respondia-lhes muito simplesmente: “Há bibliografia sobre o assunto. Há aquilo a que se chama autoformação [já para não invocar o brio profissional!...] Se conseguimos tirar uma licenciatura [e ainda era daquelas de cinco anos…] também conseguimos fazer a nossa autoformação!”

                A outra, talvez mais violenta, é que me parece que o MP só tem formação para averiguar “delitos” de primeira grandeza como o pedido de dois bilhetes para ir ao futebol, ou umas viagens para ir ver o Europeu. “Delitos” que sempre implicam figuras da atual governação. Esta formação que o MP tem em barda esbate-se, esfuma-se, dissipa-se quando estão em causa delitos menores como o caso dos inexplicáveis roubos no BPN, o caso dos submarinos, dos Panama Papers, da Tecnoforma, o caso das adoções feitas a trouxe-mouxe pelos ditos bispos da IURD – só para referir os mais mediáticos.

E, lamentavelmente, tenho de concluir que somos um povo manso que mansamente aceita todas as desculpas frouxas que nos põem pela frente…





quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Impunidade!

Foi logo ao pequeno almoço. A televisão estava a transmitir a notícia da mulher que foi morta à paulada pelo marido.  (mais uma, pois então!)

Há pouco mais de um mês a vítima dirigiu-se ao Ministério Público para apresentar queixa por violência doméstica contra o marido que a espancara e ameaçara matá-la. O Ministério dito Público nada mais fez senão chamar a senhora para ela explicar por três vezes o que queria e sem lhe atribuir o estatuto de vítima. (Se calhar tinha o 5º ano do liceu e por isso tinha mentalidade e conhecimento para se proteger…) Hoje, passados 37 dias sobre a queixa, a mulher foi espancada até à morte. Mais uma!

Sinto-me furiosa. Sinto-me fragilizada. Não temos ninguém que nos proteja! De nada! Mulheres, homens, crianças. Estamos completamente entregues a nós próprios num país implantado no dito primeiro mundo! Instituições não faltam! Cheias de senhoras doutoras e de senhores doutores a ocuparem cargos com nomes por de mais compridos e enviesados para serem designados aqui, agora. Todos sentadinhos às suas secretárias, escondidos por detrás dos seus computadores a fingirem-se muito ocupados, dentro dos seus fatinhos e gravata a condizer ou das suas lindas blusas de seda. Com os ares impantes de quem domina tudo e sabe de tudo. (mas pouco ou nada faz).

Diz o sítio do Ministério dito Público que «O Ministério Público é uma instituição que tem por finalidade garantir o direito à igualdade e a igualdade perante o Direito, bem como o rigoroso cumprimento das leis à luz dos princípios democráticos. A Constituição da República Portuguesa e a lei atribuem ao Ministério Público muitas funções. Por exemplo, exercer a acção penal, dirigir a investigação criminal, participar na execução da política criminal, representar o Estado, defender a legalidade democrática, defender os direitos e interesses das crianças e jovens, exercer o patrocínio oficioso dos trabalhadores e suas famílias na defesa dos seus direitos de carácter social, defender os interesses colectivos e difusos, defender a independência dos tribunais e velar para que a função jurisdicional se exerça em conformidade com a Constituição e as leis. »

Tem-se visto! Palavreado. Nisso é que nós somos bons. No palavreado.

É o MP e é o Tribunal de Menores e são as CPCJ e mais outras quejandas. Cheias de gente com uma capa de impunidade que até assusta. Quando os tristes acontecimentos, os dislates lhes caem em cima, “sacodem a aguazinha dos capotes” Burberries, desculpam-se com o excesso de trabalho e com a falta de pessoal e depois fica tudo bem: nada lhes acontece!

Gentes, podeis continuar a bater a e matar as vossas ex! (o oposto talvez não!) Podem continuar a violar as crianças e a sujeitá-las a toda a espécie de violência bárbara e até a retirá-las aos pais para adoções rendosas que nada de mal vos há de acontecer porque as instituições são lentas, incompetentes e ineficazes.


Impunidade! Impunidade! É a característica mais aberrante, mais abjeta, mais ignóbil e mais difundida neste país. Estou furiosa!




sábado, 11 de novembro de 2017

Foram umas em cima das outras!

Esta semana foi de mais!!

Primeiro foi a cena da interrupção dos velórios por agentes da PSP para levarem os corpos das vítimas da legionela para serem autopsiados. Não me apercebi ainda de qualquer pedido de desculpas formal às famílias destratadas.

Depois veio o presidente da República, na sua excessiva necessidade de se fazer notar, elogiar a ação social da mulher do anterior presidente, elevando-a à categoria de “madrinha” de todos os portugueses.

A seguir realizam o jantar de encerramento de um evento de índole económico-social e promocional no Panteão Nacional. (Parece que, na fúria de fazerem dinheiro, os governantes anteriores despacharam no sentido de se poderem alugar monumentos nacionais para realizar festividades…)

E, por último (mas provavelmente não em último!) o semanário Expresso – que já foi um jornal de referência, mas que, de há uns tempos para cá, se tem comportado como se de um tablóide do tipo Correio da Manhã se tratasse – abre a sua primeira página com este glorioso título:

«Orçamento de Estado – Costa dá €1200 milhões a PCP e Bloco»



Estarão todos a ficar afetados pelo clima, ou sou eu que estou a ver mal?




quinta-feira, 26 de outubro de 2017

O massacre diário das televisões

Para que fique bem claro e não restem quaisquer dúvidas, devo aqui afirmar perentoriamente que sinto a maior compaixão pelas tragédias florestais que se abateram sobre o país este terrível verão alongado.

O que não dá para suportar é o massacre diário e de hora a hora que tem vindo a ser feito pelas televisões e pela comunicação social em geral sobre nós. E não se pense que o seu objetivo seja o de mostrar a sua comiseração pelas perdas das pessoas, dos animais e do património, mas antes vincar, por um lado, as falhas que levaram aos acontecimentos trágicos – da responsabilidade do governo e, por outro, repisar as tiradas mais contundentes do omnipresente presidente da República e dar a máxima cobertura aos representantes principais dos partidos da oposição, nomeadamente à D. Assunção Cristas que, branqueada agora pelos votos que conseguiu sacar ao PSD em Lisboa, aparece sempre cheia de razão, passando uma esponja de esquecimento sobre a sua desastrosa conduta no anterior governo.

Confesso que fiquei de boca aberta quando, na véspera da apresentação da moção de censura ao governo pelo CDS, uma daquelas meninas jornalistas que agora brotam nas estações de televisão perguntou a Passos Coelho se iria votar a favor da moção e a sua resposta, naquele ar chasqueado que ele sabe colar na cara, respondeu: «Claro! Eu sinto-me envergonhado com o que aconteceu no país!» - Como se nada tivesse a ver com ele!

E depois leio que o PSD e CDS-PP, entre 2011 e 2015, cortaram mais de 20 milhões na defesa da floresta!

O orçamento de despesa do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) responsável pela gestão do património florestal do Estado e das áreas protegidas caiu mais de 25%, passando de mais de 82 milhões de euros para pouco mais de 61 milhões.

A fusão da Autoridade Florestal Nacional e do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade em 2012 resultou num corte de 10 milhões de euros no seu financiamento, logo no primeiro ano completo do governo do PSD e do CDS-PP.

Até à derrota eleitoral de 2015, o orçamento do ICNF foi sofrendo cortes sucessivos, perdendo outros 10 milhões de euros até ao final da legislatura. O orçamento para investimento foi o que mais sofreu a partir de 2013: nesse ano passa de 9 para 3 milhões de euros; em 2014 é praticamente obliterado, passando para 500 mil euros.

Para que melhor entendermos como a área da proteção da natureza era assaz importante para aqueles governantes, devemos recordar que, em 2011, o anterior governo retirou a isenção de taxas moderadoras aos bombeiros. Era ministro da Administração Interna Miguel Macedo (PSD) e secretário de Estado Filipe Lobo D’Ávila (CDS-PP).

Agora «sacodem a água» de cada um dos seus capotes e são os que mais vêm a terreiro apresentar razões, apontar os dedos e dar palpites acertados – com o doce beneplácito do presidente da República e o constante estrondo das televisões.

Mas a esses ninguém pede para apresentar desculpas pelo sucedido…




domingo, 22 de outubro de 2017

Quem nos protegerá dos moralistas?

Sei que este caso está já estafado de tanto andar pelas chamadas redes sociais, mas, perante a vileza e a sordidez das deliberações dos “juízes” deste nosso país, a minha revolta é tão grande que dificilmente me consigo calar!

A ocorrência remonta a Novembro de 2014, quando um homem solteiro de Marco de Canaveses se envolveu com numa relação extraconjugal com uma mulher de Felgueiras. Quando, ao fim de dois meses, a relação acabou o amante passou a perseguir a mulher, visitando-a no local de trabalho e com envio de mensagens.

A história ganha novos contornos quando, em 2015, o assédio do amante se tornou incontrolável, ao ponto de sequestrar a mulher, arrastá-la até ao local de trabalho do marido convidando-o para um almoço. A mulher acabou agredida pelo marido, com recurso a uma moca com pregos.

O caso foi julgado pelo Tribunal de Felgueiras, que aplicou multas monetárias e penas suspensas com a duração de um ano e três meses e de um ano, para o marido e o amante, respetivamente. O amante pagou também um valor superior a 3500 euros pelos crimes de perturbação da vida privada, injúrias, sequestro e ofensas à integridade física.

Depois de apelar para a Relação do Porto, a mulher viu reforçadas as “penas” aplicadas pelo Tribunal de Felgueiras, tendo-se ainda exposto à maior humilhação que se possa imaginar! (Nem Hawthorne foi tão duro com a mulher adúltera no seu clássico romance “The Scarlet Letter”!)

Então o Tribunal da Relação mimou-a com frases de um moralismo abjeto (e haverá moralismos que não sejam abjetos?) clerical, ruralista, saloio e salazarento – frases como estas:

"O adultério da mulher é um gravíssimo atentado à honra e dignidade do homem". "Sociedades existem em que a mulher adúltera é alvo de lapidação até à morte". "Na Bíblia, podemos ler que a mulher adúltera deve ser punida com a morte".

O Tribunal da Relação do Porto lembra também que "ainda não há muito tempo que a lei penal (Código Penal de 1886, artigo 372º) punia com uma pena pouco mais que simbólica o homem que, achando sua mulher em adultério, nesse ato a matasse".


Sim, senhores! São estes os juízes que temos para nos protegerem de quem perpetrar crimes contra nós: cheios de preconceitos, de moralismos de antanho, com uma educação apreendida no catecismo, lançando mão de provérbios e de adágio por falta de uma cultura elevada e séria e formatados pelo ideário «Deus, Pátria e Família».


Mau de mais!!




quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Histórias da minha rua (11)

A jovem senhora está na faixa dos quarenta mais próxima dos cinquenta, embora apresente um aspeto juvenil de quem veste 36 e de uma bonita loira com cabelos aos caracóis.

Não obstante, tem já em cima uma boa carga de problemas de saúde, o que ninguém dirá dado o olhar alegre e o sorriso fácil.

A sua médica de família, que é muito cuidadosa e por isso muito gabada pela jovem senhora, preocupada com uma ciática e com as queixas das lombares, depois de lhe encomendar uma série de exames, marcou-lhe uma consulta de neurocirurgia em Coimbra – que em Leiria o SNS não tem – para confirmar um tratamento mais completo e adequado.
Ontem contou-me como foi: entrou no gabinete do médico neurocirurgião que, sem sequer a mandar sentar, lhe perguntou de chofre a que queria ela ser operada.

Cara de espanto da jovem senhora, perplexidade, encabulação. Depois de recomposta e de perguntar se podia sentar-se, a jovem senhora respondeu que não vinha para nenhuma operação e apresentou os relatórios dos exames realizados que o senhor doutor se viu quase obrigado a ler.

E, em cinco minutos, lá lhe prescreveu, secamente, uma operação à coluna por causa da lombar 4 ou 5 ou fosse ela qual fosse.

Que a jovem senhora diz que não fará, pelo menos para já e depois de uma consulta assim…

(Que fique claro que não estou aqui a maldizer o SNS. Vivi até perto dos meus 30 anos sem a existência de tal comodidade social e nem quero lembrar-me desse tempo! Profissionais dignos e interessados há-os dentro e fora do SNS e dos outros também…)




quarta-feira, 30 de agosto de 2017

O Avejão

O saudoso Baptista-Bastos é que o definiu bem! E eu lembrei-me hoje deste texto vá-se lá saber porquê...

"O avejão ensombra, há tempo de mais, a sociedade portuguesa. 

O avejão, sobre ser (diz o dicionário) uma ave agoirenta, é homem alto e feio.

O avejão tem gosto particular pela necrofilia.

O avejão é um pouco tonto, burro e desajeitado.

O avejão odeia os outros, pessoas ou aves.

O avejão é esquisito, todos o desprezam e detestam.

O avejão só sabe adejar numa atmosfera sombria e lúgubre.

O avejão paira sobre as coisas, nunca se aproxima muito, por receio de represálias.

O avejão é produto típico do monturo.

O avejão voa só, nenhum pássaro tem por ele afecto.

O avejão é assolado por doenças perdidas e morre de barriga para baixo.

O avejão é nojento, sobretudo a rir ou a debicar bolo-rei.

O avejão tem inveja deste mundo e do outro.

O avejão, ao abrir a boca, exala cheiro fétido.

O avejão nunca leu um livro até ao fim.

O avejão permitiu que, em seu nome, fosse publicado, num inquérito, títulos de livros que não frequentou.

O avejão gosta muito do programa cultural ‘A Quinta’.

O avejão, como o carcará, pega, mata e come.

O avejão, convém repetir, é um ser fedorento.

O avejão, sobre ressonar a dormir, e dorme muito, no palácio, tem flatulência.

O avejão tem dificuldades com a tabuada.

O avejão tem dificuldades com a língua portuguesa.

O avejão não sabe fazer o nó da gravata.

O avejão baba-se a comer.

O avejão baba-se se contrariado.

O avejão baba-se sem motivo aparente; baba-se.

O avejão, que tem dificuldades com o português, o idioma e o propriamente dito, não sabe onde pôr as mãos quando fala, ou diz que fala.

O avejão não parece um espeque: é um espeque.

O avejão é amaldiçoado pelos deuses que assim o configuraram, coitado!

O avejão está no estertor, e no estrebuchar ainda se julga alguém e comete pequenas perfídias.

O avejão desconhece que circunstâncias fortuitas lhe têm permitido que voe alto.

O avejão é a vergonha de todos os pássaros: todos são belos, menos ele, repelente.

O avejão não é apenas aquilo de que se sabe, nem, somente, as definições que vêm no dicionário.

O avejão há muito que morreu e não sabe que está morto.

O avejão foi abatido pelo Raul Brandão, que, diz-se, se inspirou numa noite de pesadelo. *

O avejão tem sido o pesadelo de nós todos, mesmo daqueles que o lisonjeiam.

O avejão está prestes a ser escorraçado, sem ter edificado um trémulo instante de grandeza.

Abaixo o avejão, abaixo!"


25 de novembro de 2015


                                                    * 

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Do telejornal das 8

A notícia tinha a ver com os incendiários que foram apanhados este Verão – alguns deles “repetentes”. Contavam-se pelos sessenta e tal homens e treze mulheres. E aí o apresentador/jornalista tratou de falar no psicólogo da PJ. Não consegui ouvir o que o psicólogo terá feito ou irá fazer porque me pus, ato contínuo, a vociferar!

Psicólogo, psicólogo! Eu lhes dava o psicólogo! E desculpem-me a violência ou a ausência do “politicamente correto”, mas por causa de tanto psicólogo e de tanta lei a proteger os direitos de não sei quem…  e mais não sei o quê e mais os paninhos quentes com que nos habituaram (por medo, por ignorância ou por incúria até) a tratar os prevaricadores é que chegamos aos limites ou muitos para lá dos limites do humanamente e do socialmente aceitável. No caso dos incêndios e não só!

Disse!

Ah, mas depois o dito apresentador/jornalista/escrevinhador lá continuou com as notícias e, a propósito do enfermeiro alemão acusado de matar dezenas de pessoas com overdose de medicamentos, o dito apresentador, naquele seu ar teatral cheio de  trejeitos com os olhos e de entoações do discurso, saiu-se com a seguinte “bojarda”:  «O enfermeiro terá morto mais de trinta pessoas!!!»

Terá morto?! Terá morto? – senhor apresentador/jornalista/escrevinhador? Ou terá querido dizer: terá matado? É que se trata de um tempo composto pelo que deverá usar-se o particípio passado normal. Enfim… sem importância…

Depois o telejornal passou a mostrar os passeios da Senhora Cristas por Mação, bem como o discurso do presidente CDS da dita vila ribatejana a zurzir o governo por causa do incêndios, que eu já ouvira em todos os telejornais anteriores, ou seja, propaganda eleitoral do partido em questão, seguido de uma arrastada e desenxabida reportagem sobre a importantíssima universidade de Verão do PSD na qual iam ser apresentados quase todos os betinhos participantes, ou seja, propaganda eleitoral do PSD…  Nada de novo no canal público… e eu decidi passar para o Canal Panda ou para o futebol… esses, ao menos, não apresentam “propaganda institucional” dos partidos … do sistema!




quinta-feira, 6 de julho de 2017

O que é preciso é desacreditar a escola

De vez em quando, especialmente em tempo de pré-férias, quando os reatores das notícias começam e entrar em ritmo lento, os nossos “jornaleiros” lá puxam de novo pelo demagógico e enganoso título “as escolas estão a passar alunos com quatro e cinco negativas”.

Aconteceu esta semana outra vez. Não venho aqui defender nenhuma teoria da conspiração, mas parece que, de há uns tempos para cá, os nossos serviços de notícias e de comentários têm funcionado como uma verdadeira oposição às forças governamentais. Veja-se o triste aproveitamento que foi e continua a ser feito acerca dos trágicos acontecimentos de há duas semanas no pinhal interior aqui do distrito e com o inexplicável assalto ao paiol de Tancos com os respetivos ataques aos elementos do governo, bem como as notícias inventadas de suicídios, aviões despenhados e desaparecidos, manifestações fantasma e assim.

Ora para continuar a desacreditar o governo e a pedir a demissão rápida e pura e dura de ministros, nada melhor do que incendiar a opinião pública sobre um tema por de mais sensível a toda a população e que é a escola. Ou melhor, a “bandalheira” que vai nas escolas!

Desacreditar a escola (pública) é o melhor que podem dar a estes “noticiadores” incendiários. Por isso, vai de desenterrar a velha, velhíssima questão das escolas que “passam alunos com quatro e cinco negativas” para deixar no ar a ideia que isso foi mais uma “orientação” que as escolas receberam do ministério da Educação.

Desculpem-me, mas “vou aos arames” com estas patranhas. Mais ainda se se trata da escola.

Esta questão é tão antiga quanto a publicação do modelo de avaliação dos alunos do ensino básico prescrito pelo ministério do ilustradíssimo Ministro da Educação Roberto Carneiro em 1992. Essa legislação inovadora à época remetia para um profundo conhecimento da realidade de cada aluno por parte dos seus professores e dizia claramente: «A decisão da retenção tem sempre carácter excepcional, depois de se ter esgotado o recurso a apoios e complementos educativos, devendo, portanto, revestir-se de especial cuidado para garantir a sua necessidade, utilidade e justiça

Repare-se nos conceitos que norteavam a retenção de um aluno: o seu caráter excecional e apenas quando se registasse a sua necessidade, utilidade e justiça.

Por essa época, numa das diversas vezes em que fui presidente dos conselhos diretivo e pedagógico, dei passagem a alunos (poucos, diga-se) de 6º e 9º anos que tinham já um grande número de retenções e idade de entrada no mercado de trabalho, garantindo-lhes assim o diploma que lhes permitia irem trabalhar e até tirarem a carta de condução. É que, de facto, não havia necessidade de os reter, nem era útil nem justo para eles nem para a escola retê-los.

Qual não foi o meu espanto, quando recebi um telefonema da minha colega (e amiga) presidente da escola secundária nossa vizinha, a perguntar-me, muito escandalizada, se eu tinha autorizado a passagem desses alunos para o 10º ano. «Não – disse-lhe eu – Apenas lhes dei o diploma da escolaridade básica.» E ela: «Ah, mas eles estão a matricular-se aqui na secundária!» - esperneava ela. «Vocês têm de aplicar o vosso modelo, nós aplicámos o nosso.» - disse-lhe eu. Duvido que ela tenha entendido.


Só que os objetivos do ensino secundário – nesse tempo – eram muito diferentes dos objetivos do ensino básico. Atualmente, com o alargamento da escolaridade obrigatória para o 12º ano (quer se concorde ou não com esse alargamento – e eu não concordo) os objetivos do secundário já não são assim tão diferentes dos do ensino básico como eram nos idos de 90…




terça-feira, 4 de julho de 2017

Morte à morte!




Volveram, no passado dia um, 150 anos sobre a assinatura da Carta de Lei que aboliu a pena da morte em Portugal. Foi no dia 1 de Julho de 1867.

Estava-se no reinado do ilustrado rei D. Luís, segundo filho da Rainha Educadora, a Senhora Dona Maria II e de Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, o rei artista.

Portugal foi dos primeiros países do mundo a abolir a pena de morte, o que fez com que tenha sido muito felicitado por muitos governantes e, em especial, pelo escritor Victor Hugo que enviou uma carta ao parlamento português em que diz:

«(…)Felicito o vosso parlamento, os vossos pensadores, os vossos escriptores e os vossos philosophos! Felicito a vossa nação. Portugal dá o exemplo á Europa. Disfructae de antemão essa immensa gloria. A Europa imitará Portugal. Morte á morte! Guerra á guerra! Ódio ao ódio! Viva a vida! A liberdade é uma cidade immensa, da qual todos somos cidadãos. Aperto-vos a mão como a meu compatriota na humanidade. (…) Victor Hugo.»

Que orgulho! Ainda hoje pode e deve ser para todos nós um motivo de orgulho este passo dado, ainda em meados do século XIX, por um país tão pequeno, pobre e periférico em direção à cidadania universal e nos princípios da liberdade e da justeza. De facto, a última condenação à morte em Lisboa deu-se em 1842 e ocorreu, dizem, «sob o manto de uma enorme comoção social.» Dizem ainda que «a pena de morte estava já banida nas consciências.

Que temos uma alma (nacional) grande, íntegra e abrangente não é novidade para ninguém.

Que somos bons de mais com as palavras no que às leis avançadas concerne também parece não haver dúvidas.

Então como explicar que sejamos tão displicentes, tão relaxados, tão negligentes, relapsos, tortuosos e até, e especialmente, parciais e facciosos na aplicação das mesmas?!


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Desculpem-me!

Pois é! Hoje começo por pedir desculpa. Desculpa pela fúria que posso, inadvertidamente, expelir; desculpa por falar de política partidária; desculpa a quem aqui passar e for admirador incondicional dos partidos em questão.

Até certa altura a gente contém-se, mas há decisões superiores que nos fazem ferver e, como os vulcões, vamos aquecendo e acumulando gases até que chega o momento em que sai tudo: pedras, lava e labaredas!

Sabemos que os bancos, nomeadamente o BPN, têm falido devido aos empréstimos/ofertas milionários feitos a determinadas "altas" figuras, sem quaisquer garantias a não ser pertencerem a um certo grupo fechado que sentiam - e sentem, pois então! - ser os "donos disto tudo". Essas ditas figuras ficaram, da noite para o dia, riquíssimas. Para atirar com poeira para os olhos do zé povinho, abriram-se uns quaisquer inquéritos, não sem antes se assegurar que os que mandam na "Justiça" pertenciam ao dito grupo e depois, passados anos em que nada se fez senão deixar cair tudo no marasmo e no esquecimento, arquivam-se os processos por falta de provas, ou então - mais simples ainda - deixam-se prescrever. 

Muito conveniente!!

Mas, atenção! É mesmo preciso pertencer-se a esse grupo fechado, o verdadeiro 'gang laranja' para que as coisas funcionem assim. Os outros, os que não têm a cor e o sumo da laranja, por oposição, são espremidos até ao tutano, enxovalhados, enlameados, presos para investigações que nunca mais dão fruto e eu sei lá o que mais. 

É a isto que queremos chamar de Justiça? Não! Não me convencem. Por isso, meus caros amigos, estou furiosa e, mais do que isso, apoquentada. De facto, não temos quem nos defenda e nos trate com a retidão do fio de prumo se, alguma vez, tivermos um percalço, uma aflição na vida.

Hoje li uma frase que, breve e certeira, diz tudo: «A corrupção em Portugal não se limpa ... ARQUIVA-SE! »











sábado, 25 de fevereiro de 2017

Pensamentos rebatíveis

Hoje deu-me para isto: deixar aqui uma série de pensamentos – quase todos com muitos “picos” de roseira – que os meus queridos visitantes facilmente podem rebater, se assim o entenderem. Não levo nada a mal. (Até porque é Carnaval…)

E, já agora, começo por aí. O Carnaval – não o que dele resta que são aqueles desfiles de meninas seminuas a tiritar de frio porque isto aqui não é o Brasil e o dos rebanhos de criancinhas vestidas com ridículos fatinhos comprados nas lojas dos chineses ou feitos, com muitos esforço, pelas educadoras – o Carnaval, dizia eu, tal como a Maçonaria ou até mesmo a Revolução de Outubro são temas tabu num país inscrito como laico na Constituição, mas que continua (e gosta) inexoravelmente debaixo da asa da Igreja.

Pior que a saga dos SMS do Centeno e do outro, só mesmo a desgastada e balofa discussão em torno do “novo” acordo ortográfico. Novo?! Aprovado em 1990 fora o tempo de preparação e discussão anteriores. Não há paciência!

O Núncio mentiu e continua a mentir, omitiu, escondeu, mas agora assume a responsabilidade política e, como este é o paraíso da impunidade, o resto não interessa nada! E como não deixou SMS…

O Passos e os Portas mentiram 365 dias vezes 4 anos – ele foi sobre os cortes dos subsídios e das pensões, sobre os safados dos submarinos que devem ter submergido ou sei lá, sobre as ordens da malfada troika, sobre o que diziam em Bruxelas e o que diziam ao Parlamento e ao homem das quintas-feiras, sobre a irrevogabilidade das suas decisões e muito, muito mais, mas não houve uma voz que quisesse levar isso «até às últimas consequências» (seja isso o que for) como no caso Domingues/Centeno.

Aquela instituição a que eufemisticamente se chama de Ministério Público não para de arrolar arguidos à Operação Marquês  (ai se cá estivesse o Marquês, o de Pombal,  onde é que isto já ia!!!). Receio bem que, para alargar as ditas investigações da tal corrupção (O Jô Soares dizia com muita piada: «E sou só eu? Cadê os outros?!!) até ao fim dos tempos, não restem mais portugueses vivos para serem arrolados e tenham de se lançar pelos mortos até ao Infante D. Henrique – que foi um gastador inveterado. Lavagem de dinheiro, só pode!!

E, para não maçar mais os meus queridos visitantes, deixo aqui um último pensamento rebatível:

Aqui da minha câmara invisível, vejo tanta professora de Português – os das outras disciplinas não dá para observar… – que continua a pensar que avaliar – ou vá lá, mesmo classificar, já que elas não sabem de mais nada – pensam elas que classificar os alunos é rasteira-los torpemente nos “testes” pondo questões para as quais não os prepararam minimamente, sabendo, à partida, que não vão ter como responder-lhes. Entendo agora ainda melhor por que razão os professores se opuseram violentamente a ser avaliados…


Por hoje é tudo. Divirtam-se!!