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terça-feira, 28 de maio de 2013

Um normal casal de idosos

Hoje seria dia de vir aqui homenagear o grande poeta e escritor moçambicano Mia Couto por ter sido agraciado com o Prémio Camões. Isso está a ser feito - e muito bem - em vários blogs que já visitei hoje e que são decerto mais sérios que este meu pequeno e modesto espaço.

Mas o facto é que recebi por mail este diálogo do casal presidencial que é tão rico de ideias e vem tão em cima do acontecimento que não resisto, nem devo adiar o momento de o passar aqui para conhecimento geral.

Não deixem de ler! Vale a pena!



Maria - Oh Aníbal, já leste os jornais?
Aníbal - Li.
Maria - Leste a entrevista ao Sousa Tavares?
Aníbal - Oh Maria, o Sousa Tavares já morreu.
Maria - O filho…!
Aníbal - Mas o nosso filho deu uma entrevista?
Maria - Não! O filho do Sousa Tavares que morreu.
Aníbal - Morreu o filho do Sousa Tavares???? Temos que mandar flores.
Maria - Oh Aníbal, Vê se me entendes: O Miguel Sousa Tavares, filho do Sousa Tavares que morreu, deu uma entrevista!!!
Aníbal - Ah!!! Aquele que é jornalista!!
Maria - Sim e advogado.
Aníbal - Nunca gostei de advogados… e muito menos de jornalistas. Desse Sousa Tavares não se aproveita nada!
Maria - Sim ok! Foi esse que deu a entrevista.
Aníbal - É interessante a Entrevista?
Maria - Então tu não leste?
Aníbal- Ando aqui às voltas com jornal que deve ser de ontem.
Maria - Qual jornal?
Aníbal - O Tal e Qual.
Maria - Mas esse jornal fechou há uma série de anos…
Aníbal - Foi? Bem que me estava a parecer estranho o Joaquim Letra estar tão bem conservado…
Maria - Não há paciência Aníbal! Presta atenção. O Sousa Tavares chamou-te palhaço!
Aníbal - Foi? Que mal-educado.
Maria - É só isso que tens para dizer? Não vais fazer nada?
Aníbal - Vou! Tenho o número de casa do pai. Vou dizer-lhe para ver se põe o filho na ordem….
Maria - Mas o Sousa Tavares já morreu.
Aníbal – Mau! Mau! Então como é que deu a entrevista?
Maria - Oh meu Deus para o que estava guardada…
Aníbal - Não precisas de te chatear. Se não conseguimos falar com o pai, falamos com a mãe… Conhece-la?
Maria - Oh Aníbal desce à terra. A mãe morreu há montes de anos!
Aníbal - Não estava a falar da tua mãe!
Maria - Nem eu! Estava a falar da mãe do Sousa Tavares, da Sophia de Mello Breyner.
Aníbal - Sim. Essa mesmo! Temos o número?
Maria - Oh Aníbal, a mulher morreu!!! Percebes?
Aníbal - Mais flores? Não temos dinheiro para isto…
Maria - Esquece!
Aníbal - Então e um tio dele?
Maria - Um tio???? Qual tio?
Aníbal - Por exemplo, aquele que é actor! O Sr. Contente!
Maria - O Nicolau Breyner?
Aníbal - Esse mesmo. Temos o número dele?
Maria - Mas por alma de quem é que vais ligar ao Nicolau Breyner?
Aníbal - Para lhe fazer queixa do sobrinho.
Maria - Mas o Sousa Tavares não é sobrinho do Nicolau Breyner? De onde te saiu essa ideia?
Aníbal - Tem o apelido da mãe, mas foste tu que falaste nele…
Maria - Pois! Tu também tens o mesmo apelido da Ivone Silva e ela não era tua tia, pois não?
Aníbal - Quem é essa? Não estou a ver.
Maria - Não estás ver e não vai ver porque também já morreu.
Aníbal - Mas o que é que se passa hoje? É só mortos!
Maria - E eu devo ir a seguir…
Aníbal - Não digas isso. É pecado.
Maria - Pecado é ter que te aturar meu Palhaço. Ooops!!! Esquece a entrevista!


É preciso rir (mesmo que seja para chorar)! Fiquem bem!

terça-feira, 21 de maio de 2013

A montanha pariu um rato...


Conselho de Estado. (O Presidente da República reuniu [ontem] o Conselho de Estado, nos termos do artigo 145º, alínea e), da Constituição, com vista a debater o tema Portugal no contexto da crise da Zona Euro.)

Sete horas.


Ocos. 

Opinião:  "Estava a pensar na reunião do Conselho de Estado que ontem ocupou o Presidente da República. Aceitando de barato a agenda tornada pública, mais ou menos validada por dois membros da simpática sinecura que se dedicam à atividade bem mais lucrativa e prestigiante do comentário político em canal televisivo de sinal aberto, ter-se-á discutido o Portugal do pós-troika, o destino a dar ao pouco que sobrará da chacina financeira em curso.

Para visionar esse futuro, a um ano e picos de distância, se tudo correr como previsto - o que seria extraordinário, pois nos últimos dois anos nada do que a troika e o Governo programaram veio a acontecer, a não ser a espoliação generalizada dos bens dos cidadãos - temos sentado numa das 19 cadeiras reservadas a cérebros da Nação, aceites em Belém, um brilhante neurologista. (...)

Talvez se um astrólogo ocupasse uma daquelas cadeiras - no meio dos juristas, gestores, militares, economistas, poetas, médicos e políticos que lá estão - essa discussão sobre o futuro pudesse fazer algum sentido. Assim, trata-se de um exercício teórico estimável mas certamente pueril. (...)


Dar palpites sobre o pós-junho de 2014 é, hoje, face à realidade concreta, um ato grotesco, é alimentar a ilusão de que estamos a resolver os problemas quando, manifestamente, os agravamos. Essa ilusão, essa finta à realidade que o Presidente e os conselheiros ontem, se mais nada se passou, exercitaram, não serve o País, nem hoje nem no hipotético futuro."  



 Outra opinião (mais dura e quiçá mais verdadeira, retirada do facebook):  «O conhecido cantor Carlos Mendes, activista politico ligado ao movimento "Que se lixe a troika", entrevistado ontem no decorrer da manifestação em Belém, por altura de sessão de espiritismo denominada Conselho de Estado, declarou que o comportamento do Inútil de Belém se deve ao facto do seu comprometimento com os escândalos ocorridos no BPN estando capturado pelo governo e pelas autoridades que deterão informação altamente comprometedora do envolvimento do Inútil neste escândalo financeiro.»