"Com licença, com licença/ Que a barca se fez ao mar/ Não há poder que me vença/ Mesmo morto hei-de passar!" (António Gedeão)
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segunda-feira, 13 de maio de 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Pestes
Ora aí está!
A peste laranja ...
... ou deverei dizer a peste suína?
volta a atacar a "peste grisalha"!
Depois de nos roubarem dois ordenados em cada ano e de nos obrigarem a ser tão solidários que nos extorquem todos os meses um valor mais elevado que a prestação por conta do subsídio de Natal que nos "dão" mensalmente, preparam-se paulatinamente para nos furtarem mais 10% (sabe-se lá sobre que valor)!
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Por que esperamos?
É sabida a minha especial e
fundada antipatia por esta espécie de governo que nos calhou em rifa por
excesso de sofreguidão pelo poder por parte do partido (erradamente) chamado
social-democrata; por excesso de avidez por parte de um presidente da República
sofrível (ou direi mesmo medíocre? Quem foi formado na escola dos tempos da
ditadura sabe do que falo…) e por excesso de zelo (ou deverei dizer azedume?)
por parte de uma esquerda dita extrema que almejava pela queda do anterior
governo.
Dizia eu que não é novidade para
ninguém a minha especial aversão pelo governo (ainda) em funções e por cada um
dos seus eméritos elementos… Agora devo confessar que a figura que me inspira
maior aversão é mesmo o senhor ministro (C)rato. E, infelizmente, nos últimos
dias, tem-me brindado com a sua incómoda presença nas televisões. Ontem veio,
tentando usar de ironia – a ironia não é para todos, senhor (C)rato, e não
consta dos cinzentos programas da matemática! – dizer que é preciso «ensinar as pessoas a
usarem a inteligência» (e nisto levou a mão à testa…) e que «mais do que passar
certificados às pessoas, é necessário dar-lhes formação.»
(Por falar em ironia, lembro que
também ontem aquele ministro, o coiso, a propósito dos projetos para utilização
das verbas da 2ª fase do QREN, também quis fazer ironia (coitado!) e afirmou
que «o tempo dos pavilhões e dos ginásios já passou», que agora é «tempo de
apoiar as empresas e desenvolver a indústria.» E lançou esta tirada como quem
tem a carinha na água…)
Voltando ao senhor ministro da
Educação, hoje foi muito mais longe na sua luta armada contra a área que dá
nome ao seu ministério – a pobre da Educação – quando, com um suave sorriso
naquela cara de inqualificável sonso, reafirmou a máxima deste governo ultraneoliberal
«queremos fazer mais com menos» e para isso despedem-se 50 mil professores,
aumenta-se o horário de trabalho dos que restam para 40 horas semanais,
aumenta-se o tempo de cada aula e, last
but not least, aumentam-se os contratos de associação com os colégios. (E,
entretanto, enchem-se os bolsos a mais uns tantos amigos.)
Perante estas enormidades
apresentadas sorridentemente por um cínico sem vergonha e quadrado que apenas
sabe de expressões numéricas, que fazem os meus colegas professores –
principais alvos destas políticas infames – bem como os contestatários
sindicatos da classe que tanto se levantaram e eriçaram contra quem apenas quis
– à semelhança dos restantes trabalhadores – avaliar os professores?
Perante estas calamidades
anunciadas, por que esperam os sindicatos dos professores para convocar os seus
agremiados para a rua e com força como fizeram há três anos? E não me venham
com a promessa de convocação de greves que essa medida está por de mais desgastada
e não tem qualquer impacto porque as pessoas já não podem dar-se ao luxo de
perder o salário de um dia!
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Nuno Crato,
Professores
domingo, 30 de dezembro de 2012
Concurso de bacoradas
O final dos anos traz sempre consigo os balanços e as revistas dos acontecimentos. Para não quebrar a tradição e porque a sorte nos presenteou com um grupo de governantes e respetivos assessores e adjuntos pródigos em reverberações notáveis, faço questão de relembrar aqui algumas das mais marcantes, deixando à consideração dos meus amigos habituais e de outros que por aqui passem de votarem naquela(s) que mais vos toc(ou)(aram). Para além das que aqui deixarei, podem sempre relembrar outras que me tenham escapado da memória.
Para além das queixas do senhor presidente da República sobre a sua sobrevivência com a parca reforma de dez mil euros mensais que aufere;
Para além do senhor primeiro-ministro que aconselhou os professores excedentários abandonarem a sua zona de conforto e procurarem emprego e a procurarem emprego em Angola e no Brasil, mandando de seguida os jovens formados e qualificados emigrar; que considerou o desemprego uma oportunidade para se mudar de vida; que tratou de chamar aos portugueses (que, por acaso, até o elegeram) piegas.
Para além dos constantes lapsos do ministro Gaspar;
Para além das trapalhadas com a "licenciatura" do ministro Relvas,
Para além das bacoradas do "coiso", digo, do desemprego, digo do ministro Álvaro;
Para além, para além para além de...
Tivemos a ministra da Agricultura bem preocupada com a seca afirmando:
Quem nos presenteou com algumas bacoradas assaz interessantes foi o dr António Borges, assessor de luxo do governo.
Outro senhor que, coitado, passa algumas necessidades na vida é o dr. Fernando Ulrich que afirmou:
Sem esquecer as caridosas afirmações da senhora Isabel Jonet sobre termos de aprender a viver mais pobres porque vivemos acima das nossas possibilidades e outras bacoradas moralistas sobre a vida familiar dos outros - leia-se dos probrezinhos.
Podem ainda votar na bacorada de última hora expressa pelo senhor secretário de estado da saúde que apela aos portugueses para evitarem ficar doentes a fim de utilizarem menos os serviços de saúde para se poder garantir a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde.
Votem por favor! A variedade é muita e não se esgota aqui!
sábado, 22 de dezembro de 2012
Irmãos de sangue
Pois, eu sei que estamos na época
da bondade, da boa vontade, dos pensamentos positivos e dos votos coloridos; a
época das imagens angélicas e celestiais, dos pinheiros enfeitados e iluminados
e dos pais natais de vetustas barbas brancas e ventres arredondados nos seus fatos
de feltro vermelho. Mas, mesmo em antevéspera do Dia De Ser Bom em que os
espaços bloguistas se enchem de alegria, cor e votos de Boas Festas, não
consigo deixar de me lembrar da forma exaltada, furiosa e – diria mesmo – “tosque”
com que o "nosso" primeiro reagiu à intervenção do bloquista João
Semedo que, ironicamente, afirmou, sobre as trapalhadas da privatização da TAP:
«O senhor Efromovich desembarca em Lisboa e como que guiado por uma
estrelinha procura o ministro Relvas.»
Pois o imperturbável Passos, que
mantém sempre aquela compostura de menino de coro e aquela voz grave de pessoa das
mais convictas certezas e de chefe de um grupo de governantes todos eles formados
na mais inabalável intocabilidade, perdeu o alinho e arremessou à Assembleia a
frase nervosa: «A insinuação de que
existe qualquer falta de transparência de membros do governo no processo de
privatização não passa de uma calúnia
tosque.»
E o que me pergunto é o seguinte:
quando ficaremos a saber por onde é que
o ministro Relvas – que tem provado ser um homem impoluto e de uma
seriedade inexcedível – terá preso o
primeiro para este o manter à tona a todo o custo e o defender até ao
limite da … linguística?
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Brutal! (texto com bolinha vermelha)
Ontem ouvi que o governo (da
nossa desgraça) vai fazer mais cortes na Saúde; hoje li que há vários hospitais
em falência técnica pelo que estão já a cortar em medicamentos, em tratamentos
mesmo a doentes crónicos e em cirurgias porque, devido à lei dos compromissos,
mesmo tendo há muito esgotado as verbas, não podem contrair novas dívidas.
Eu acho bem! Para que servem os
doentes? Para nada! Então deixemo-nos de esbanjar dinheiro em tratamentos
caríssimos com quem não serve para nada e eles que definhem e desapareçam!
O mesmo podem – e devem – fazer com
os velhos que enxameiam os lares onde se gastam rios de dinheiro com quem não
produz mais nada senão muco, fezes e lixo! Mesmo os que vivem sozinhos e não
acarretam tantos cuidados nem tanta despesa mas que também não estão cá a fazer
nada, que morram rápido!
E os deficientes? Corta-se-lhes o
valor do apoio social, pois então! Também não trazem qualquer valor acrescentado,
portanto não precisam de se alimentar, nem sair à rua, nem viver!
E os pirralhos? Para que precisam
de ir à escola? Vão os que forem filhos dos governantes e dos seus jovens – mas
bem pagos – assessores. Os que ainda quiserem podem ir àquelas escolas para
pobrezinhos onde os professores podem muito bem trabalhar 40 horas ou mais –
tanto faz – porque é só para tomar conta deles!
Matem-se os velhos, os doentes,
os deficientes! E depois, a seguir, podem ir os ciganos e os pretos e os
muçulmanos e os comunistas e sei lá quem mais!
Pois não foi assim que o Hitler
começou? E não foi assim há tanto tempo. Nem assim tão longe daqui. Nem com uma
espécie de gente que não conheçamos bem!
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012
É do que precisamos!
Um pensamento apenas:
E agora dêem-nos armas, palavras, gritos,
versos, poetas,
navalhas, baionetas
para destruir
esta maldita teia!
José Gomes Ferreira
navalhas, baionetas
para destruir
esta maldita teia!
José Gomes Ferreira
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Poesia
sábado, 1 de dezembro de 2012
O 1º de Dezembro
A rapaziada da minha idade lembrar-se-á,
sem dúvida, do Hino da Restauração que se aprendia nos corais dos Liceus (eu,
pelo menos, aprendi, que remédio!) lá pelos idos de 50/60.
«Portugueses celebremos
O dia da Redenção
Em que valentes guerreiros
Nos deram livre a Nação.»
O dia da Redenção
Em que valentes guerreiros
Nos deram livre a Nação.»
(etc. etc. que o resto da letra era por de mais salazarista…)
Era um dos hinos que os rapazes
cantavam no 1º de Dezembro, marchando pelas ruas das cidades e das vilas, fardados
com o uniforme da Mocidade Portuguesa, celebrando assim o Dia da Restauração da
forma que mais convinha ao sistema totalitário e fascista que se vivia.
É, de facto, o feriado civil mais
antigo da nossa cultura mas nem por isso resistiu à sanha destruidora destes “nossos”
(des)governantes em nome do falacioso aumento da produtividade… Hoje é a última vez que o 1º de Dezembro é
celebrado com feriado. E, por ironia é sábado. Mas, por ironia também, no
próximo ano calhará num domingo e, por isso não irá contribuir para criar mais
riqueza…
Como estes “filipinos” (des)governantes nos consideram
e nos acarinham! Chamam-nos preguiçosos,
piegas, cigarras, destratam os “velhos”, os reformados e as crianças e mandam emigrar os mais
jovens e os desempregados… E, enquanto obedecem cega e indiscutivelmente às
ordens – sejam elas quais forem – dos “nossos”
colonizadores alemães, vendem símbolos aos chineses, aos colombianos, aos
angolanos…
Estamos mais colonizados que no
tempo dos Filipes, quanto a isso não há dúvida. Então para quando o
aparecimento de 40 “valentes guerreiros” para nos darem “livre a nação”? Para quando
alguém com coragem para defenestrar (é feio dizer “atirar pela janela fora”,
não é?) o Miguel Vasconcelos da atualidade e correr com a Duquesa de Mântua
Portas fora?
É que com cartas abertas a Cavaco
subscritas nem que seja pelo Papa e com manifestações espontâneas não vamos lá!
| (Em Lisboa Story Centre) |
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