terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

As imortais

É recorrente. Como tudo no ano afinal. Todos os anos vem o Carnaval e todos os anos me vêm à lembranças estas duas canções de Carnaval. As imortais, para mim. E todos os anos me apetece deixá-las aqui. Tenho falhado alguns anos, mas este ano elas voltam para alegrar - ou não - nesta toada não dolente e tão meiga que só os nossos irmãos brasileiros conseguem criar...

Se gostarem de as relembrar, aqui ficam. Nestas versões que a mim me encantam.









E aproveitem, que amanhã já é 4ª feira de cinzas...

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Piada de domingo




(pelo menos enquanto a Le Pen não ganha, né?!...)


sábado, 25 de fevereiro de 2017

Pensamentos rebatíveis

Hoje deu-me para isto: deixar aqui uma série de pensamentos – quase todos com muitos “picos” de roseira – que os meus queridos visitantes facilmente podem rebater, se assim o entenderem. Não levo nada a mal. (Até porque é Carnaval…)

E, já agora, começo por aí. O Carnaval – não o que dele resta que são aqueles desfiles de meninas seminuas a tiritar de frio porque isto aqui não é o Brasil e o dos rebanhos de criancinhas vestidas com ridículos fatinhos comprados nas lojas dos chineses ou feitos, com muitos esforço, pelas educadoras – o Carnaval, dizia eu, tal como a Maçonaria ou até mesmo a Revolução de Outubro são temas tabu num país inscrito como laico na Constituição, mas que continua (e gosta) inexoravelmente debaixo da asa da Igreja.

Pior que a saga dos SMS do Centeno e do outro, só mesmo a desgastada e balofa discussão em torno do “novo” acordo ortográfico. Novo?! Aprovado em 1990 fora o tempo de preparação e discussão anteriores. Não há paciência!

O Núncio mentiu e continua a mentir, omitiu, escondeu, mas agora assume a responsabilidade política e, como este é o paraíso da impunidade, o resto não interessa nada! E como não deixou SMS…

O Passos e os Portas mentiram 365 dias vezes 4 anos – ele foi sobre os cortes dos subsídios e das pensões, sobre os safados dos submarinos que devem ter submergido ou sei lá, sobre as ordens da malfada troika, sobre o que diziam em Bruxelas e o que diziam ao Parlamento e ao homem das quintas-feiras, sobre a irrevogabilidade das suas decisões e muito, muito mais, mas não houve uma voz que quisesse levar isso «até às últimas consequências» (seja isso o que for) como no caso Domingues/Centeno.

Aquela instituição a que eufemisticamente se chama de Ministério Público não para de arrolar arguidos à Operação Marquês  (ai se cá estivesse o Marquês, o de Pombal,  onde é que isto já ia!!!). Receio bem que, para alargar as ditas investigações da tal corrupção (O Jô Soares dizia com muita piada: «E sou só eu? Cadê os outros?!!) até ao fim dos tempos, não restem mais portugueses vivos para serem arrolados e tenham de se lançar pelos mortos até ao Infante D. Henrique – que foi um gastador inveterado. Lavagem de dinheiro, só pode!!

E, para não maçar mais os meus queridos visitantes, deixo aqui um último pensamento rebatível:

Aqui da minha câmara invisível, vejo tanta professora de Português – os das outras disciplinas não dá para observar… – que continua a pensar que avaliar – ou vá lá, mesmo classificar, já que elas não sabem de mais nada – pensam elas que classificar os alunos é rasteira-los torpemente nos “testes” pondo questões para as quais não os prepararam minimamente, sabendo, à partida, que não vão ter como responder-lhes. Entendo agora ainda melhor por que razão os professores se opuseram violentamente a ser avaliados…


Por hoje é tudo. Divirtam-se!!



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Há telemóveis e telemóveis...

E que tal um destes?




Bom fim de semana!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Dia Internacional da Língua Materna

Comemorou-se ontem. Mais um Dia de. Ontem foi a vez da Língua Materna, uma realidade por de mais importante na vida dos povos.

O Dia Internacional da Língua Materna foi instituído em 1999 na Conferência Geral da UNESCO. Teve a sua origem no Dia do Movimento da Língua celebrado em Bangladesh desde 1952.

O principal objetivo é promover a diversidade cultural linguística e alertar para as tradições linguísticas e culturais. 

Para celebrar, uma vez mais, a nossa Língua Materna, deixo aqui uma excelente prova de como a nossa língua materna é bela, doce e dúctil. 


Poesia, saudade da prosa

Poesia, saudade da prosa;
escrevia "tu", escrevia "rosa";
mas nada me pertencia,

nem o mundo lá fora
nem a memória,
o que ignorava ou o que sabia.

E se regressava pelo
mesmo caminho
não encontrava

senão palavras
e lugares vazios:
símbolos, metáforas,

o rio não era o rio
nem corria e a própria morte
era um problema de estilo.

Onde é que eu já lera
o que sentia, até a
minha alheia melancolia?

(Manuel António Pina,1999)



terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O centenário da Revolução Russa

(in esquerda.net)

Não foi em Outubro. Em Fevereiro de 1917, um movimento revolucionário derrubava o czar Nicolau II e instituía um governo provisório, maioritariamente menchevique (movimento de oposição ao czar de orientação mais burguesa, ao contrário do movimento bolchevique liderado por Lenine, que considerava que o governo devia ser entregue às classes trabalhadoras).

Foi a primeira fase da revolução russa que, não conseguindo dar resposta aos graves problemas do país, provocou várias insurreições e culminou com a chegada dos bolcheviques ao poder em Outubro.

Um historiador contemporâneo – Orlando Figes – diz que a Revolução de Fevereiro de 1917 começou pelo pão, ou pela falta dele e pela consequente revolta. As derrotas nos campos de batalha da I Guerra Mundial engrossaram as queixas do povo. Faltava pão, faltava açúcar, faltava tudo e anunciavam-se mais catástrofes. Tudo isto no frio extremo do inverno russo. No dia 23 de Fevereiro, dezenas de milhares de operários e de mulheres vieram para as ruas para pedir pão e a gritar “abaixo o Czar”. A insurreição não foi dominada pelas forças dominadoras e as manifestações e as greves continuaram até que, no dia 26 a polícia e os militares abriram fogo sobre os manifestantes. Aos poucos os soldados começaram a juntar-se ao povo e atacaram o Arsenal apoderando-se das armas, assaltaram as prisões e libertaram os presos.

O Czar abdicou em Março e o Governo Provisório foi constituído por liberais e socialistas em volta da figura de Alexander Kerensky. Mantiveram-se na Guerra ao lado dos Aliados; não foram capazes de constituir um governo forte e coeso com uma linha governação determinada; as grandes desigualdades sociais mantinham-se; os sovietes, os conselhos operários, tornavam-se cada vez mais reivindicativos. Os democratas não conseguiram responder aos dois grandes problemas da Rússia: a guerra e a profundas desigualdades económico-sociais, acabando por dar o poder aos bolcheviques que tinham os seus chefes em Lenine, Trotsky e Estaline.

A Revolução de Fevereiro teve, porém, os seus aspetos positivos e determinantes: primeiro pôs fim ao czarismo e a um sistema de governação fortemente centralizada, autoritária e repressiva que dominara a Rússia durante séculos; foi uma revolução de caráter reformista; e criou as condições para uma segunda revolução mais profunda socialmente.


(texto baseado nos textos apresentados sobre o assunto pelo Jornal de Letras de 1 a 14 de Fevereiro)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Animais de Estimação

Então fiquei a saber pelo jornal que se celebra hoje o Dia do Animal de Estimação. A propósito e também pelo jornal fiquei a saber que os municípios estão a transformar, por força da legislação, os velhos e tenebrosos canis de abate por casas de recolha e tratamento dos animais abandonados para possível adoção. Lisboa orgulha-se de ser a cidade pioneira na recolha e manutenção dos animais abandonados na Casa dos Animais.

Todos os animais de estimação que tive – e já tive alguns! –  foram resgatados da rua ou dados por amigos. Todos sem nome, sem dono, sem raça, sem pedigree… E todos foram muito amados, muito bem tratados. Claro que cada pessoa é como é e faz com o seu dinheiro o que muito bem entender, mas fico completamente de queixo caído quando me dizem que dão centenas de euros por cão ou por um gato “de marca”… Ostentação?

E, a propósito, lembrei-me desta canção que já tem uns aninhos mas que continua muito atual já que está carregadinha de ironia.


Lembram-se?




domingo, 19 de fevereiro de 2017

Passam 20 anos sobre a morte de Rómulo de Carvalho

Em jeito de homenagem.

«...As minhas dores no estômago e nos intestinos continuam sem descanso e os médicos não descobrem o que tenho apesar de todo o seu saber, simpatia e generosidade. É preferível morrer. É neste estado que vos escrevo embora a minha letra, que aqui vêdes, não dê sinal de tantos males e de tão profundo abatimento. Fui sempre pessoa de grande coragem e espero conservá-la até ao último momento.

A todos os que me estimaram e, no extremo, me amaram, um longo adeus com os olhos tristes. Muito em particular para os meus mais íntimos. Deixo, neste vale, a minha mulher Natália, dois filhos (uma filha e um filho) e cinco netos (duas netas do filho, e uma neta e dois netos da filha). Todos me estimaram, e até me amaram muito, cada um com a sua capacidade de expressão.

E é tudo.

Chamo-me Rómulo e nasci no dia 24 de Novembro de 1906 com sete meses de gestação. Faleci em 19 de Fevereiro de 1997.
Adeus.

(Rómulo de Carvalho em "MEMÓRIAS" - uma edição da Fundação Gulbenkian em 2010)

(retirado da página do facebook de sua filha, a escritora Cristina Carvalho)




A morte do poeta António Gedeão deu-se anos antes como muito bem explica o escritor Urbano Tavares Rodrigues. Foi em 1984 com o lançamento de “Poemas Póstumos. O poeta morre, tal como nasceu, pelas mãos do seu criador— Rómulo de Carvalho.

"Em «Poemas Póstumos», Gedeão continua a dar-nos poemas de vibração colectiva, mas as suas tonalidades tornam-se com frequência mais escuras e o tecido lírico é invadido por um certo cepticismo. Lembro o triste, terrível «Poema do Amor Fóssil» (Poemas Póstumos), com o seu advertido receio de insensibilidade do mundo cibernético. Um dos poemas capitais desta segunda fase de António Gedeão é o doloroso «Poema sem Esperança», onde o sujeito poético conta ter simulado por vezes, como um médico, como um soldado, mais esperança do que aquela que sentia.

(…)

Ao optimismo do século XIX, à sua crença ilimitada no progresso, sucede neste final do século XX, uma habituação ao pesadelo.

(…)

Hoje, perante as desigualdades, o desemprego, as monstruosidades sociais e intercontinentais que estão nascendo dos modelos da globalização, sob a tutela de um pensamento único - o do neoliberalismo venerador do dinheiro acima de tudo, sentimos a falta de mais vozes como a de António Gedeão, que se calou após os seus Poemas Póstumos»."

(TAVARES RODRIGUES, Urbano, "Decifrados do mundo, Alquimista do sonho", in Jornal de Letras, Lisboa, 26 de Fevereiro, 1997)

................................................

Poema do amor fóssil

Quem de nós falará aos homens que hão-de vir
quando o grande clarão encher de luz
e pasmo as nossas bocas?
E como?
Que língua entenderão eles?
Que símbolos, que sinais, que apagados murmúrios,
lhes falarão de nós,
desta fluida e versátil multidão,
destes seres que aparentam rosto humano
e como tal comovem,
mas que olhados do alto são lepra do planeta.
Que significará sofrer, amar, lutar,
quando as nossas misérias e tormentos
não forem mais do que pegadas fósseis?
Que palavras há-de o poeta reservar
para o coração de plástico dos homens que hão-de vir?
Que santo e senha entenderão
Que de nós restará neles?
Que parecenças terão com estes hominídeos
que amaram a Natureza porque lhes era hostil
e suportaram o próximo porque não eram livres?
Que verbo deverá ficar gravado na pedra que o vento não corroa,
que lhes fale dos humilhados e dos ofendidos,
dos sonhadores e dos impotentes,
dos ansiosos, dos bêbados e dos ladrões,
desta ridícula, miserável e corrupta humanidade
que instala os arraiais da morte alegremente
num campo que foi verde e que não volta a sê-lo?
Amor?
Como será amor em língua cibernética?

(António Gedeão, in Poemas Póstumos)


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Dia Mundial do Gato

Viva Como um Gato

A  minha Pipinha

1° Observe e crie estratégias antes de colocar um plano em prática;




2° Agarre-se à sua caça, capture o seu prémio, seja um projeto pessoal ou profissional;




3° Demonstre e viva intensamente a sua felicidade, seja verdadeiro;



4° Caia em pé depois de uma queda alta, levante-se e siga em frente;



Seja gentil e amoroso, mesmo que esteja a passar por dificuldades;




6° Livre-se das coisas que não fazem bem, transmutando a energia (segundo a filosofia Xamã, os gatos convertem energia negativa em positiva por isso têm a mania de roçar seu corpo nos humanos);






Descanse da vida corrida, durma e recarregue as energias;




8° Não atrapalhe o próximo (os gatos raramente interferem na vida dos donos, a inteligência impede-os de praticarem atos que modifique o quotidiano. Por isso, são chamados popularmente de “donos do próprio nariz”);





Seduza para conquistar o que deseja (os felinos usam o corpo e olhar para obterem o que querem);




10° Ame o próximo pela essência e não por sua aparência ou posição social.





E, já sabe! Viva como um gato!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O relógio na Inbicta...

(que me desculpem os meus amigos do Norte...)

António mostra orgulhosamente o seu novo apartamento a um amigo, após um jantar bem regado. Quando chegam à sala, o amigo repara numa enorme tampa de panela pendurada numa parede e pergunta:

- O que é aquilo?

António responde:

- É o meu relógio!

- E como funciona? - pergunta o amigo.

António pega num martelo e arregaça uma pancada enorme no gongo.

De repente, ouve-se do outro lado da parede:

- BAI PRÓ C...!...., GRANDESSÍSSIMO FILHO DA P... ......, SÃO DUAS HORAS
DA MANHÃ!!!!

- Bês... num falha, carago!!!!




quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Da desonestidade

De facto, não vivemos num país honesto. Não vivemos num mundo honesto. E não venho aqui falar das licenciaturas tipo-Relvas nem de outras parecidas desonestidades do tipo manipulação ou brainwash (desculpe-se-me o anglicismo, mas parece menos mal do que “lavagem ao cérebro”…) numa época em que os fins justificam (todos) os meios. 

Desde que a economia tomou o lugar da ética dos costumes e do humanismo, vale tudo para enganar o próximo. Pode ser imoral, mas desde que seja legal… ou pseudo-legal , tudo bem. Sabemos bem como somos peritos em fazer interpretações paralelas da legalidade.

Um dia destes, uma operadora de telecomunicações ofereceu-me um desconto de trinta euros mensais relativamente à minha atual operadora com menos um serviço que de facto eu não uso. Contactei a minha operadora, com cujo serviço estou assaz satisfeita, e informei que ia mudar apenas porque estava a pagar muito, a não ser que eles me baixassem de cinco serviços para quatro e fizessem o acerto devido. Passado não sei quanto tempo, ofereceram-se para me fazer um desconto mensal de cinco euros. Fui literalmente aos arames com semelhante oferta e perguntei se eles me tomavam por parva! Menos um serviço e tiravam-me cinco euros?! Que não, que eu não tinha entendido bem, que me mantinham os cinco serviços e me tiravam cinco euros. Vociferei! Disse que não utilizava o quinto serviço e por isso mudaria de operadora. Mais dez ou quinze minutos de espera ao telefone… Então mantinham-me os cinco serviços e far-me-iam quinze euros de desconto e não pagaria a box. Bom. Mas tive de dizer ao pobre do assistente do cal-centre, que não tem culpa nenhuma, que não vivemos num país sério, que se não “negociarmos” e vociferarmos não ganhamos nada. Se fossem sérios, não estariam à espera da ameaça para baixarem as mensalidades.

É assim em todas as áreas. Até na escola. Uma desonestidade geral, uma trapalhice própria de quem não é sério e está a ver se se safa à conta dos outros. Tudo isto porque vivemos num estado de impunidade geral. Infelizmente, não temos quem nos defenda das trapalhices, da falta de honestidade, da indiferença, do deixa-andar, da indolência instituída.

Pior é quando a desonestidade implica os alunos. Que dizer daquela professora que diz aos alunos que não se preocupem a estudar os conteúdos tal e tal porque já foram suficientemente avaliados e depois, pelo menos um terço do teste versa esses mesmos conteúdos? Que dizer do grupo disciplinar que adota um manual que explora determinada obra literária e depois, nas aulas, ignora-se essa obra e estuda-se outra que não consta do manual e que os alunos têm de comprar ou imprimir da net?


Poderia aqui apresentar mais uns tantos “episódios” de desonestidade para cima dos alunos, mas não quero maçar os meus leitores…




terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Pobre Cupido...

Com tantas solicitações no dia de hoje, o pobre Cupido desnorteou...



Pobre Cupido, sempre tão maltratado... Em tempos que já lá vão, até houve que lhe chamasse Estúpido Cupido. 

Lembram-se?




segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Dias da Rádio

E porque dizem que hoje é o Dia da Rádio, fica aqui a memória do filme Radio Days de Woody Allen (1987)


«As décadas de 30 e 40 foram os momentos áureos do rádio nos Estados Unidos. Inspirado por esse período, Woody Allen escreveu e dirigiu o filme Radio Days, que conta as lembranças de um garoto e sua família judia em Nova Iorque, durante a Segunda Guerra Mundial. Woody Allen narra alguns episódios fictícios do tempo de ouro do rádio norte-americano, e também conta histórias, como se fosse o protagonista, relembrando sua infância permeada pelos programas de rádio da época.

Naquela época, o rádio tinha um papel preponderante como veículo de comunicação de massa. A melhor maneira de nos mantermos informado sobre os acontecimentos da sua terra e do mundo era através da rádio. O filme mostra como toda a população norte-americana acompanhou apreensivamente a narrativa do ataque à base naval de Pearl Harbor, bem como a reportagem de uma menina que caiu a um poço.

Outra demonstração da influência da rádio na vida das pessoas, e que foi aproveitada no filme, foi o programa de Orson Welles, inspirado no livro A Guerra dos Mundos, de H.G. Wells. Orson Welles transmitiu um programa especial do Dia das Bruxas, no ano de 1938, simulando uma série de relatos sobre invasões alieníginas à Terra.

O filme é interessante por relatar de forma bem-humorada e nostálgica a era de maior impacto da rádio, já que na década seguinte ela perdeu espaço com a chegada da televisão. No entanto, mesmo com a sua decadência, podemos dizer, ao assistirmos ao filme, que o seu apelo foi mais profundo que o da televisão. Por se apoiar apenas no som, ela é naturalmente um veículo que exige mais atenção. As histórias ficavam no plano do imaginário e é nisso que consiste o glamour dos programas radiofónicos.»

(in Wikipedia)




domingo, 12 de fevereiro de 2017

The Exciters

Vejam só o que eu recuperei da minha gaveta de memórias musicais!! O máximo!  1963. Nem queiram saber quantas vezes dancei ao som desta música! Que ritmo e que voz!

Alguém se lembra ou são todos muito jovens? :))




Boa semana!

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Com o fogo no rabo...

É, de facto, a imagem de quem vai... com o fogo no rabo....




(porque rir é preciso...)

Bom fim de semana!!



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Corando...

Não tenho emenda. Às portas das sete décadas de vida, continuo a corar como uma adolescente pudica sempre que, por algum motivo, sou posta em evidência.

Fui sempre assim. Nas aulas, perante os muitos alunos tímidos que coravam assim que lhes dizia o nome, serenava-os irmanando-me com eles no que tocava à coloração das faces. Nas reuniões dentro e fora da escola, sempre que tinha de tomar uma forte posição contrária à da maioria – e aconteceu bastantes vezes – eu dizia com clareza: «Eu coro muito, mas digo sempre!» E dizia. Mesmo que fosse contra tudo e contra todos.

Hoje, estava eu a ver de uns livros na secção de livraria do Continente, e a uns dois ou três metros de mim estava uma jovem senhora que olhava para mim com alguma insistência. Até que, depois de me fazer algumas perguntas sobre a minha profissão e onde a exercera, acabou por me dizer que tinha sido minha aluna. Claro que não me lembrava dela. Classes de trinta e tal alunos, nos idos de oitenta… E aí, a senhora começa a dizer: «Foi minha professora de inglês e uma boa professora e eu gostava tanto da senhora! Muito boa professora… Eu gostava muito da senhora.»

Então não é que comecei de corar, corar, corar até à raiz dos cabelos? Que vergonha. O que terá a minha ex-aluna pensado de mim? Certamente que estou xexé…




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Amor é...

Amor também é isto.... (amor próprio...)

Ou eu ou a casa... :))




terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Fascinação

Das mais belas canções de amor - já que estamos no mês do amor.

E que me desculpe o meu querido Nat King Cole, mas aqui terá de ficar em 2º lugar. Prefiro a versão Elis Regina...

E os meus amigos?







(Era esta a canção do genérico da novela Casarão que veio do Brasil a seguir à Gabriela e que representava uma intensa história de amor. Dá para se lembrarem? Uma maravilha!)


Mas esta foi a versão em que conheci esta linda canção aí pelos meus treze anos. Fiquei apaixonada . Foi uma verdadeira fascinação...





segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Da verdade do amor



E porque estamos no mês dedicado ao amor, aqui fica a(lguma) verdade sobre ele.


Da verdade do amor se meditam
relatos de viagens confissões
e sempre excede a vida
esse segredo que tanto desdém
guarda de ser dito

pouco importa em quantas derrotas
te lançou
as dores os naufrágios escondidos
com eles aprendeste a navegação
dos oceanos gelados

não se deve explicar demasiado cedo
atrás das coisas
o seu brilho cresce
sem rumor

José Tolentino Mendonça, in "Baldios"


domingo, 5 de fevereiro de 2017

Um preto e um branco!

A vizinha da frente tem muitos gatos. Alguns passam-se para cá em busca de alguma “ascensão social”, ou melhor dizendo, de comidinha. Faço um esforço enorme para não os adotar, mas não pode ser.

A Rosita – uma gata preta luzidia e esperta como um alho, que entra cá em casa quase sem darmos por isso – teve uma ninhada há uns três meses e dois deles: um belo siamês de olhos bem azuis, grande e comilão – o maior da ninhada – e uma gatinha quase preta, com leves riscas cinzentas antracite e olhos bem verdes, a mais pequenina da ninhada, não saem aqui do meu quintal. Por muito que eu os carregue ao colo, desde a mais tenra idade, para o jardim da vizinha, eles voltam para cá quase ato contínuo. As outras irmãs (felizmente) não adotaram o meu espaço, mas estes dois, inseparáveis, não me perdem de vista. Um preto e um branco.

São muito meiguinhos um para o outro. Naqueles dias de frio intenso, abrigavam-se por aí e deitavam-se um por cima do outro para se manterem mais quentes. São inseparáveis. Um preto e um branco.



Hoje, belo dia de Sol, estiveram ali a lavar-se um ao outro com todo o carinho. Inseparáveis. Um preto e um branco.








Aí lembrei-me de uma anedota muito antiga que dizia assim:

Vinha um homem pela rua abaixo, visivelmente furioso, repetindo sem cessar: «Fosca-se! Um preto e um branco! Fosca-se! Um preto e um branco! Fosca-se! Um preto e um branco.» (talvez usando o vernáculo mais forte, que me escuso de utilizar aqui…)

Passa um padre por ele e diz-lhe:

«Meu filho! Vejo que vens aperreado, mas não devias dizer esses palavrões; podes chocar as pessoas. Mas o que te aconteceu? Será que queres desabafar?»

O homem, esbaforido, responde:

 «Ó senhor padre, é que acabei de ser pai!»

«Meu filho, mas não há alegria maior! Não entendo a tua consternação!» - responde-lhe o padre com suavidade.

«É que são gémeos!» - gagueja o homem ainda mais desesperado.

«Mas isso é uma alegria redobrada! Uma dádiva de Deus! Não é motivo para desespero. Tudo se cria!» - continua o padre.

«O senhor padre não está a entender! É que um é branco e o outro é preto!»

E o padre: «Fosca-se! Um preto e um branco!!!»


Boa semana!

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Assim ou assado?

Não tenho direito a voto, mas se tivesse... não sei, não!



Ou preferem este?




sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Mostra da obra de Almada

Abriu hoje na Gulbenkian uma grande mostra antológica da obra de Almada Negreiros, o criador, pintor, desenhador, poeta, escritor modernista português que marcou o século XX. Poeta modernista, futurista e tudo!

A exposição, que tem o título Almada Negreiros, Uma Maneira de Ser Moderno, vai estar patente ao público até 5 de Junho próximo. A não perder.


Deixo aqui alguns desenhos que Almada criou para as festas da cidade de 1934 expostos no Museu da Cidade de Lisboa.